SCIENTIA SAPERE

A reconciliação da ciência com a religião será um dos grandes feitos do pós-modernismo.

Tendo o Concílio Vaticano II como grande marco, obviamente não se iniciando tampouco se encerrando nele, tal convergência das ciências (naturais e sagradas) significam um pacto pelo saber.

Louis Pasteur, cientista francês, afirmou: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”.

Consistindo o homem num ser integral, as mais diversas ciências são manifestações do oceano existencial que flui dentro de cada indivíduo, sendo a busca pela verdade – mediante a “idolatria da dúvida”, como dizia Antônio Abujamra – a jornada que desemboca na satisfação encontrada na Verdade (o mito do pote de ouro no fim do arco-íris é presente desde tempos remotos).

“No fundo, o que a Bíblia quer nos ensinar não é tanto como o céu ou as galáxias são feitos, mas simplesmente como se vai para o céu”. Um dia, perto do fim de 1981, quando João Paulo II se encontrou pela primeira vez com Stephen Hawking, alguns meses após o atentado na Praça de São Pedro, ele disse ao gênio da astrofísica e a outros cientistas recebidos no Vaticano mais ou menos essa frase, antecipando assim as bases de um diálogo vindouro que diria respeito ao tema central da relação entre ciência e fé. [1]

A Igreja, cumprindo o papel profético de “luz do mundo” (Mt 5:14), sempre terá algo a dizer, seja no tocante à ética, política, sociologia. Essa respeitabilidade mútua ocorre à medida em que a instituição milenar compreende a ciência como ofício divino e contributivo à revelação, enquanto a esfera científica visualiza a metafísica como inerente ao seu campo, ao ponto em que não se esgota o saber, mas sim aprimora-se através da intersecção dos saberes.




(Referências bibliográficas: https://m.youtube.com/watch?v=_r53tj4XJhI; [1] https://www.ihu.unisinos.br/categorias/188-noticias-2018/577042-perguntas-sobre-a-fe-a-forca-de-hawking-o-cientista-que-venceu-a-deficiencia)






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