JESUS, “ATRAPALHE” O CULTO!

Quando Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho (Mateus 21:1-22), cumprindo a profecia (Zacarias 9:9), certamente seu trajeto incluía passar em frente ao Templo.

Imagina só a reação dos religiosos. “Quem Ele acha que é pra atrapalhar nosso culto?” Afinal, o barulho da multidão naquele Domingo de Ramos era enorme.

Os mesmos religiosos que reclamaram com Jesus por Ele ter curado alguém no Sábado (Marcos 2:23-28). Olha só que situação: reclamaram com Deus (Jesus) que Ele estava transgredindo a Lei, sendo que o próprio Deus, criador da Lei, estava lá.

Reclamaram com Deus que Ele atrapalhou o culto no Templo, sendo que o próprio objeto de culto estava lá. Mas a liturgia do lado de dentro impediu que o mover fosse visto do lado de fora.

Tendemos a achar que o Espírito Santo tem que entrar na nossa igreja no horário que o culto começa e sair no horário que o culto acaba, “pois temos nossos compromissos”.

É tão insano quanto o Espírito Santo descer como fogo na hora do louvor, a ponto da igreja ir ao chão, mas o pregador pegar o microfone desesperado e falar “Para, para, para! Vamos voltar ao foco porque eu tenho que pregar!” Ou descer na hora da Palavra mas o diácono fica nervoso porque a hora está passando ou os avisos não foram dados. Não me refiro a barulhos, mas sim quando Deus está na casa. Um exemplo prático disso é o Avivamento de Asbury, que aconteceu agora há pouco. Se aqueles jovens tivessem ansiosos pra acabar o culto pois depois eles tinham aula naquela universidade, não teríamos visto avivamento. Mas não. Eles ficaram lá até o Céu descer. Conclusão: as aulas é que foram interrompidas.

Quando Deus desce, a nação para. Como aconteceu em Gales.

Quando o próprio Deus (o alvo do nosso culto) desce no culto, a liturgia cai por terra. Então o Espírito, que sopra onde quer, é quem comanda.

Muitos estão mais preocupados em cumprir a agenda e exercer a performance do que clamar para que Deus invada a Igreja e bagunce tudo. Conforme as palavras do pastor Leonard Ravenhill: “A única razão pela qual não temos avivamento é porque estamos dispostos a viver sem ele!”

Que não caiamos nesse erro. Vem, Deus! E bagunce nossa agenda, nossos planos, nossos compromissos, nossos cultos!



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