MINHA HISTÓRIA COM DEUS
Imagina você andando no centro da cidade. De repente você lembra que precisa resolver alguns assuntos pessoais. Ao entrar em um estabelecimento, solicitam sua carteira de identidade. Você abre a carteira, olha bem, e se dá conta de que esqueceu a identidade em casa. Nada feito. Sem apresentar a identidade, não conseguem prosseguir com seu atendimento, pois não dá para comprovar que é você mesmo.
Todos nós temos uma identidade. Você é único! Quando Deus te fez, assim como moldou Adão a partir do barro, Ele jogou a forma fora. Seu DNA é único, a ciência confirma isso. Dá uma olhada nessa declaração do salmista:
“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.”
(Salmos 139:13-16)
Todavia, você sabia que nem todos possuem consciência dessa verdade? Muitos são levados pelas “vãs filosofias” que a Bíblia se refere (ou “ventos de doutrinas”, nas palavras de Paulo) e acreditam que são frutos do acaso, que o universo está jogado à sua própria sorte e que somos animais rumo à morte eterna.
E o Diabo se esforça para que ninguém escute a Verdade. Ele quer que as pessoas pensem isso que está escrito acima. Dessa forma, perdem a identidade, e não sabem quem realmente são. Assim, o Diabo consegue fazer o que quiser, consegue jogar todas as iscas de mentiras pois sabe que todos morderão. Como diz o Gato na história de “Alice no País das Maravilhas”: para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.
Eu sempre soube da minha história de vida. Meus pais sempre me contaram que eu sou filho do coração, que eu nasci na cidade de Guaçuí, que fica no estado do Espírito, e vim logo bebê pra Juiz de Fora (MG). Não conheço os detalhes do porquê de tudo isso, mas sei apenas que duas mulheres da igreja me trouxeram de Guaçuí pra Juiz de Fora em vista de me levar a uma família em específico – pois minha mãe biológica não teria condições de ficar comigo (só sei que ela me deu a luz com 19 pra 20 anos e o nome do meu pai biológico não consta na documentação da maternidade). Porém, a família a qual eu estava destinado queria uma filha menina, e quando viram que eu era menino, não me quiseram mais. Fiquei sem ter pra onde ir, e uma das mulheres que me trouxeram me abrigou em sua casa. Como ela morava em apartamento, os vizinhos da porta da frente (no mesmo andar) ficaram sabendo da presença de uma criança, e foram me ver. Minha mãe adotiva não podia ter filhos. Juntou a “fome” com a “vontade de comer”: eu estava sem destino, e minha mãe não podia ter filhos, ao mesmo tempo que queria ter filhos com meu pai. Então, me adotaram.
Agora um fato interessante. Minha avó materna sempre foi uma pessoa muito religiosa, e ela tinha o dom de revelações através de sonhos. Certa vez ela sonhou que o caminhão do meu tio seria roubado, e realmente foi. Em uma madrugada, ela sentiu a coberta dela ser puxada três vezes. Através disso, ella pressentiu que algo ruim aconteceria. Pela manhã, recebeu a notícia que sua sobrinha havia morrido de forma trágica, sendo atropelada. Em uma noite qualquer daquele ano de 1997, ela teve um sonho. Me contou, anos mais tarde: “Eu tive um sonho, uma visão, que eu contei pra sua mãe que ela tinha ganhado uma criança, só não sabia o sexo, e menos de uma semana depois você chegou. Esse sonho aconteceu no mês de novembro, o mês que você nasceu, porque você veio recém-nascido”.
Depois que eu vim a conhecer a Jesus em 2015, o “quebra-cabeças” da minha vida foi montado. Eu percebi que nada tinha sido por acaso. Eu não vim parar na minha família por acaso, Deus já tinha preparado tudo! Tanto é que Ele contou pra minha avó Seus planos (Ele sempre conta Seus planos pra um amigo, vide os profetas). Ou seja, assim como Moisés foi levado pelas águas em um cesto em direção à sua família (cf. Êxodo 2:1-10), Deus também me trouxe para minha família. Não existem coincidências, estamos todos nas mãos de Deus.
Em um culto de terça-feira na minha antiga igreja, em 2017, tínhamos o costume de fazer uma grande roda de oração depois da celebração. Nessa noite, o pastor pediu que formássemos círculos de oração, com quatro pessoas. Silenciosamente, apenas na minha cabeça, eu orei para que Deus confirmasse meu ministério (eu queria saber se Ele tinha me chamado mesmo ou não) e confirmasse em mim o dom de cura (eu já havia sido usado pelo Espírito Santo para curar algumas pessoas, mas fazia algum tempo que eu não fluía nisso). Eu também orava por restauração. Acabado aquele momento de oração, o pastor encerrou. Eu já estava indo em direção às escadas para descer e ir pra casa, até que um outro pastor da igreja me chamou. “Pedro, vem aqui”. Nisso, fomos para um espaço entre a fileira de bancos da igreja. Ele me olhou e começou a falar em línguas estranhas. Disse que tinha algumas coisas pra me revelar. Pegou a Bíblia. “O que eu tenho pra te falar primeiro está lá em Jeremias 5:1-12”, afirmou. Ele leu: “Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações”. E falava em línguas. Depois, ele abriu no versículo 16 do capítulo 31, que diz: “Pare de chorar e enxugue as suas lágrimas. Tudo o que você fez pelos seus filhos será recompensado; eles voltarão da terra do inimigo”. A passagem fala dos filhos de Raquel que foram mortos. Mas o pastor complementou: “Essa palavra é pra você, mas no seu caso não se tratam de filhos biológicos, mas sim filhos que vão ser ganhados na fé”. Depois, o pastor falou: “Deus está te dando a unção do Espírito Santo”. E concluiu: “Eu também vi uma nuvem que se aproximava três vezes de você, e depois sumiu. Isso significa livramento no mundo espiritual”.
(Parênteses: em 2015, quando por alguns meses frequentei a Assembleia, fomos ao monte. Lá, o pastor me entregou a revelação de que via um grande rebanho em minha mãos. Essa palavra estava conectada com a de 2017, sobre ter muitos filhos espirituais.)
Ou seja, se eu tinha motivos para pensar que eu era um rejeitado, que eu vim parar em Juiz de Fora por acaso, que eu fiquei sem ter pra onde ir por acaso, esse dia jogou todos esses pensamentos por terra. Me foi confirmado que, desde o ventre, Deus havia me escolhido, me separado para continuar a obra do Reino. O que aconteceu no retiro de carnaval da PIB em 2015 já estava escrito pra acontecer desde a eternidade.
Já vou explicar do que se trata esse acontecimento. Mas eu comecei a ir na igreja em 2014. Fiquei bêbado duas vezes na vida. A primeira foi por acidente, pois estava num show de rock com minha namorada, e resolvemos comprar um vinho barato pra ir tomando. Quando vi, estava tudo girando. Foi um caos. Fui parar na escada do palco, fiz xixi e vomitei na rua, enfim. Em casa, vomitei. Mas o fato é que eu tinha gostado da sensação de ficar embriagado. Então, na segunda vez que saí, fui com a intenção de ficar bêbado. Passamos no mercado e compramos de tudo um pouco: vodka, energético, cerveja. Voltei pra casa no carro com meu pai, e ainda demos carona pra alguns amigos. Encostei a cabeça no banco e via tudo girando. Em casa, vomitei na cama. No dia seguinte, minha mãe olhou pra mim e pra minha namorada e falou: “Se eu fosse vocês, caçava uma igreja”. A culpa foi minha, e não de minha namorada, porque eu que escolhi encher a cara e não soube lidar com isso. Mas ela era batizada na igreja, e quando nos conhecemos estava afastada. E quando minha mãe deu esse conselho pra nós, ela resolveu que iríamos na antiga igreja dela. Eu até sugeri: “Vamos na Igreja Católica, porque lá a gente vai e pode continuar com nossa vida normal”. Perdão. Na minha ignorância e com base em minha experiência de ir na igreja e não ter uma vida condizente com o que dizia acreditar (pois eu fiz catequese, primeira comunhão e, até certa idade, ia nas missas com meus pais), eu achava que todo católico era assim. Era um adolescente enganado. Mas resolvemos ir na igreja batista que ela era membro. Frequentava os cultos não porque queria buscar a Deus, mas por causa dela. Ia talvez também só pra ter um “momento religioso”, mas não tinha intenções maiores.
Isso foi segundo semestre de 2014. Foi aí que chegou fevereiro de 2015. Minha primeira experiência marcante com Deus foi em 2015, no retiro de carnaval da Primeira Igreja Batista de Juiz de Fora. Pra falar a verdade, eu fui nesse retiro porque sabia que seria numa belíssima fazenda, e como eu nunca fui de pular carnaval, considerei como uma oportunidade de relaxar. Vale ressaltar que, nessa época, eu conhecia Jesus de ouvir falar, mas não da maneira íntima e profunda como o conheço hoje.
Então, lá estava eu no retiro, achando que seria “relax” total. Afinal, o primeiro dia foi ótimo: joguei “War” com uns amigos, fui na piscina, joguei bola, participei de gincana... Enfim, pra mim estava ótimo. Até o dia em que o Espírito Santo começou a fazer o que Ele havia planejado com minha ida pra lá.
Comecei a ser confrontado. Meus pecados estavam sendo “jogados na minha cara”. A Palavra de Deus, que é viva e eficaz, começou a mexer com minha natureza adâmica. Como recebi aquilo? Pessimamente. Eu sabia que algo diferente estava acontecendo, mas até então não havia mergulhado nisso. Pelo contrário, estava rejeitando. Cheguei pra um dos pastores que lá estavam e reclamei: “Poxa pastor, vim aqui pra ficar de boa, e estou esquentando minha cabeça”.
Fui deitar pra dormir arrasado. Lembro como se fosse ontem: estava no dormitório, havia um rapaz no colchão ao meu lado e outro mais acima, num ressalto de concreto. Estava tendo uma conversa qualquer. Na hora de deitar pra dormir, ainda sentado no colchão, eu desabafei: “Cara, estou tão cansado”. Falei aquilo pro ar, sabe? Desabafando. Foi aí que o rapaz do colchão ao lado, que já estava deitado, sentou-se, virou pra mim e falou: “Você vai ser um homem de Deus”. Minha vontade foi de virar pra ele e falar: “Mano, você tá me zuando?”. Na minha cabeça, eu não tinha nada “visual” e nem emocional pra ele falar aquilo pra mim. Por dentro, estava arrebentado. Por fora, com o cabelo desarrumado, bermuda surrada e uma camisa com uma caveira jorrando sangue. Na minha visão, eu não tinha nada pra ouvir que eu seria um “homem de Deus” devido ao estereótipo que eu tinha em mente.
Entretanto, me limitei a perguntar apenas o seguinte: “Por que você está me falando isso?”. Foi aí que ele respondeu: “Porque o Espírito Santo mandou eu te falar”.
Eu não tinha ideia total da dimensão daquilo, mas já havia percebido que era diferente. E, naquela noite, eu ainda orei (sim, toda noite eu rezava um Pai Nosso, uma Ave Maria, um Santo Anjo e, depois, orava espontaneamente, conforme meus pais me ensinaram): “Deus, eu já acredito que o Senhor existe, e já faço o bem por Sua causa. Então, por que não posso continuar indo nas minhas festas e fazendo o que eu gosto? Esse meu estilo de vida nunca me atrapalhou a acreditar no Senhor!” Naquele momento, houve silêncio. Mal sabia eu o que estava reservado para o dia seguinte.
No dia seguinte, à noite, fomos para a tenda (local onde aconteciam os cultos durante o retiro). Quem pregaria a Palavra seria um pastor de fora. Antes de ele subir no púlpito, o pastor da casa pediu para que déssemos as mãos e fez uma oração. Pra minha surpresa, o pastor que iria pregar estava de mão dada do meu lado direito. Ele foi e subiu ao púlpito.
Pregou sobre algumas experiências sobrenaturais que os jovens de sua igreja estavam vivendo, como visões de anjos. Ao término da pregação, falou pra todo mundo ficar de pé. Nesse momento, após tecer algumas palavras, ele olhou pra mim no meio da multidão, apontou o dedo e falou: “Jesus manda te dizer essa noite: ‘Quem vai continuar minha obra, Pedro?’”. Essas palavras foram como se uma flecha flamejante tivesse sido lançada em meu coração. Não consegui pensar em nada. Apenas sentei e comecei a chorar.
No outro dia, de cabeça fria, já bateu a incredulidade. Pensei: “Ah, o pastor deve ter citado um versículo bíblico, uma fala de Jesus pra Pedro”. Fui lá e procurei na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, joguei na internet, e não achei versículo algum dessa suposta fala de Jesus pra Pedro. Simplesmente porque não era. O que aconteceu foi uma palavra de revelação daquele pastor (a quem eu nunca tinha visto na vida) pra mim, em resposta à oração que eu fiz no dia anterior (“Por que eu tenho que mudar de vida?”, e a resposta de Jesus foi: Porque eu tinha uma obra para continuar).
Essa experiência foi tão marcante que, realmente, minha vida mudou. O retiro foi em fevereiro. No mês seguinte, em março, eu já estava sendo batizado nas águas, no espaço Master da PIBJF, para honra e glória do Senhor Jesus. Ah, outra coisa: foi no dia 15 de março, o mesmo dia em que eu batizei na Igreja Católica, quando era bebê, em 1998. Divina coincidência... ou seria destino?
Amigos, estava tudo conectado! Por isso que eu disse que o quebra-cabeça da minha vida foi devidamente montado quando conheci a Jesus. Fiz uma retrospectiva, olhei pra trás e enxerguei Jesus em tudo! Simplesmente descobri minha identidade em Deus.
E eu ainda compreendi o motivo de, desde pequeno, manifestar um dom sobrenatural. Vou explicar. Desde criança eu tenho uma sensibilidade espiritual muito aguçada, o que é um dom. Já me disseram que se trata de uma “mediunidade”, conforme o termo utilizado em outras vertentes religiosas, mas cujo significado é o mesmo.
Imagine um carro com som alto. Quando ele passa na rua, as janelas das casas tremem por causa da vibração do som, certo? Era mais ou menos assim que eu percebia certos ambientes quando era criança. No quarto dos fundos da minha casa, havia um quadro de Jesus crucificado e uma imagem de São Rafael Arcanjo. Ambos me chamavam atenção. E ali era pra ser meu quarto, mas quem disse que eu conseguia dormir lá? Sentia um ambiente espiritual denso – não quero dizer negativo, mas sabia que havia algo lá, e até mesmo a glória de Deus é assustadora, como quando Pedro disse pra Jesus: “Saia de perto de mim, porque sou homem pecador!”
No quarto de meus pais, havia uma imagem de Aparecida que, segundo minha ótica, se mexia. E eu sempre dizia pros meus pais, principalmente na hora de dormir: “Tem espíritos aqui!”
Certa vez, um rapaz teve uma possessão demoníaca na igreja. Um amigo orou por ele e disse que o espírito maligno já havia saído do rapaz. Quando eu cheguei perto dele, senti um mal estar. Falei pro meu amigo: “O que estava nele não saiu”. Dito e feito. Foi virarmos as costas que a manifestação ocorreu novamente.
Hoje, aprendi a lidar melhor com esse dom. Antigamente era como um fio desencapado, mas atualmente já consigo meio que “ligar e desligar” essa sensibilidade. Deus me presenteou com esse dom porque sabia que um dia eu teria as ferramentas para desenvolvê-lo.
Eu também cresci num contexto em que o mundo espiritual era levado em conta (sem contar que meu pai sempre foi um supersticioso torcedor do Botafogo!). Alguns anos atrás, quando eu era criança, fiquei um pouco “resfriado”, no sentido de que durante o dia inteiro eu tossia de forma intermitente. Meus pais me levaram em dois médicos diferentes, que receitaram os devidos remédios, porém não houve quadro de melhora. Portanto, minha mãe resolveu “apelar”.
Na minha vizinhança, residia uma senhora que era conhecida como uma espécie de “curandeira”, como daquelas cidades pequenas. Então, ela foi lá em casa, me colocou sentado em uma cadeira no meio da sala (sob os olhares atentos de minha mãe) e, com um terço preso na mão direita, começou a rezar. As palavras eram balbuciadas e pouco compreensíveis, pois a senhora bocejava, como se estivesse com um sono profundo. Logicamente, aquilo soou estranho, mas depois entendi o porquê. Conclusão: fui curado da enfermidade que nem os profissionais da saúde conseguiram diagnosticar.
A cena da senhora bocejando e o motivo pelo qual ela fazia isso me fizeram lembrar o filme “À Espera de Um Milagre” (1999), mais especificamente na parte em que o detento John Coffey vai até a casa de Hal, o diretor da prisão, em vista de curar sua esposa Melinda, que está à beira da morte. Para isso, Coffey dá um beijo nos lábios de Melinda e, posteriormente, já fora da residência e com a enferma plenamente curada, o detento cospe um enxame de moscas!
O paralelo entre a senhora que orou por mim e bocejava e a cena da adaptação cinematográfica do livro de Stephen King é que, quando oramos pela cura de um indivíduo, parece que retemos um pouco daquela malignidade para nós, e de alguma forma temos que liberá-la. O bocejo da curandeira era como se ela “aspirasse” minha enfermidade. E deu certo (a Bíblia relata um episódio no qual Jesus expulsa demônios de um homem, e os próprios espíritos malignos clamam ao Filho de Deus que Ele vos permitisse entrar nos porcos, conforme Marcos 5:1-17).
Retomando o que eu estava dizendo, eu indaguei no final: meu encontro com Jesus foi coincidência ou destino? Eu ter batizado no mesmo dia, tanto na Igreja Católica quanto na Igreja Evangélica, foi coincidência ou destino? Se formos ver na Bíblia, teremos a resposta.
Jesus falou pra Natanael: “Te vi debaixo da figueira”. Leiamos por completo:
“Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira.
Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.”
(João 1:48-49)
Ora, mas como assim Jesus viu Natanael debaixo da figueira? E por que essa palavra foi tão impactante pra Natanael a ponto daquele israelita reconhecer Jesus como o Filho de Deus?
O site Teologar explica:
“Natanael ficou surpreso com a Palavra de Jesus, porque desta forma Cristo deixou claro que seu propósito em salvar Natanael já estava determinado antes mesmo de Filipe o chamar.
Ao nascimento de Cristo, Herodes era governador da Judéia e ao receber a notícia do nascimento do Messias mandou matar todas as crianças de 2 anos para baixo.
Então se considerarmos que Natanael tivesse a mesma idade de Jesus, isso o leva ao cenário destas matanças realizada por Herodes, segundo relatos históricos essa é a historia de Natanael.
Quando começaram os assassinatos, a mãe de Natanael temeu que o seu filho fosse morto pelos soldados, e então ela escondeu o bebê debaixo de uma figueira específica, e enquanto ele estava lá, sua mãe orava a Deus pedindo proteção e para que aquela criança vivesse para ver o Messias.
Em todas as buscas dos soldados, o menino estava envolto a folhas da figueira. Quando Natanael completou 15 anos de idade sua mãe lhe contou como lhe escondera, e somente ele e sua mãe sabiam desta história.
Portanto, quando Natanael pergunta para Jesus de onde Ele o conhecia e Jesus revela seu maior segredo ao dizer que o viu debaixo da figueira, Natanael se vê diante daquele ao qual sua mãe orou para que pudesse conhecer.”
No episódio 8 da primeira temporada da série “The Chosen”, é retratado o encontro de Jesus com a mulher samaritana. Cristo estar lá, naquele poço, bem na hora em que a mulher foi retirar água, foi uma grande coincidência ou, como diz um amigo, uma “Jesuscidência”?
Há uma fala marcante de Cristo para a mulher samaritana nesse episódio:
“Eu vim a Samaria só pra encontrar você. Você acha que foi um acidente eu estar aqui no meio do dia?”
Nada é por acaso. Ainda mais quando Deus chama um filho ou uma filha para Si.
Você tem um propósito, é amado é escolhido por Deus! Você foi criado para ser grande!
Você não nasceu nesse tempo por acaso, você foi feito para este momento! Você não está onde está por acaso, mas assim como a baleia colocou o profeta Jonas exatamente onde ele deveria estar (mesmo ele tentando fugir), as promessas de Deus pra sua vida vão se cumprir à risca!
Redescubra essa identidade e sua vida nunca mais será a mesma.
(Referências bibliográficas: https://teologar.com.br/natanael-debaixo-da-figueira/; https://m.youtube.com/watch?v=rAEsRiUBO_8)

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