O PREÇO DO AVIVAMENTO
Certa noite, resolvi ir caminhando para a igreja. Eu tinha a íntima sensação de que Deus gostaria de falar comigo no trajeto.
Sinceramente, minhas orações tem sido desesperadas. Tenho falado com o Senhor que, se avivamento não vier sobre minha cidade e nação, não faz sentido viver uma vida espiritual teatral ou aparente (o que Jesus chamou de “sepulcro caiado”).
O que podemos fazer para viver o que a História nunca viu? Para Deus fazer o que homem nenhum fez?
O Espírito Santo me respondeu: “Dê tudo o que você tem”.
A pergunta é: será que estamos dispostos a dar tudo o que temos em prol do avivamento?
Meu amigo, um grande prêmio só vem quando se tem risco.
A melhor maçã está mais alto na árvore. Logo, para você colher a melhor maçã, deve subir lá. Então existe um risco. Ou você se arrisca pra subir na árvore e pegar a melhor maçã, ou você não assume nenhum risco, mas vai ter que se contentar com maçãs não tão boas assim que estão mais embaixo na árvore.
A Terra Prometida manava leite e mel, mas o povo hebreu teria que lidar com os gigantes primeiro.
Na mitologia irlandesa do século XX, conta-se que os duendes guardavam um pote de ouro no final do arco-íris.
Estou citando esses exemplos pra você entender que o conceito de “risco zero = conquistas irrelevantes” e “risco alto = grande prêmio” é universal!
O pastor escocês Horatius Bonar (1808-1889) pontuou: “É mais fácil falar de avivamento do que lançar-se nele”.
O que é avivamento? Avivamento é o despertamento dos santos que culmina na colheita de almas e na reforma da sociedade. É o poder do Espírito Santo sendo derramado sobre a Igreja, como em Atos 2, de forma tão grandiosa que a sociedade é atingida. E este poder ultrapassa as quatro paredes do templo e impacta a cidade. No avivamento de Gales, não havia julgamento nos tribunais, e a polícia estava ociosa, a ponto dos policiais formarem grupos para cantar nos corais das igrejas. Na Rua Azusa, foi dito que o departamento de bombeiros se dirigiu ao local algumas vezes porque eles viam um fogo literal vindo do prédio, mas quando eles chegavam lá, não havia fogo algum. Na época do avivamento de John Wesley, um historiador reconheceu a importância daquele avivamento na Inglaterra, salvado a nação de uma revolução política. A imprensa noticiou o que estava acontecendo em Azusa, assim como noticiou também o Avivamento de Asbury, agora em 2023.
Porém, para vivermos essa manifestação poderosa da presença de Deus (o grande prêmio), precisamos fazer certas coisas (o risco). Que coisas? Vamos lá:
1) Abrir mão da religiosidade: o jovem rico, por não querer correr o risco de progredir da religiosidade para a intimidade/filiação, perdeu o grande prêmio de ser discípulo de Jesus (Mateus 19:16-30). Muitos se acostumaram com a vida religiosa mecânica, robótica, sem vida, “bater ponto” na igreja. Ou seja, como o jovem rico, são religiosos nota 10. Porém, na hora de fazer a progressão do “ser religioso” para “ser cheio do Espírito Santo”, desistem, pois há um preço a se pagar.
2) INCONFORMISMO. Coloquei essa palavra propositalmente em letras garrafais. Se Lutero não fosse um inconformado com a situação em que a Igreja de seu tempo estava, jamais teríamos a Reforma Protestante, e jamais estaríamos aqui. Se você olha pra situação da Igreja e está ok com isso, então avivamento não é pra você. Se você olha pra situação do mundo e na sua visão está tudo bem, avivamento não é pra você.
3) Fome de Deus. Muitos não tem essa fome porque já se empanturraram com o banquete da Babilônia. Não tem sede da Água Viva porque já beberam o bastante da fonte de Jacó. Ou então não tem fome porque acham que já atingiram um certo limite espiritual. Mas aqueles que entendem que Deus tem mais, e esse mais que me refiro é vivermos tudo o que a Bíblia diz que podemos viver, é a Igreja de hoje ser tão poderosa quanto ou até mesmo mais poderosa do que a Igreja de Atos, estes serão acometidos por uma fome que só vai encontrar seu fim quando acontecer avivamento.
4) Morrer com Cristo. Paulo disse que estava crucificado com Jesus. Estava morto pra ele mesmo, e agora Cristo vivia nele. Ou seja, a agenda de Paulo era a agenda de Jesus. O que fazia Paulo sorrir era o que fazia Jesus sorrir. O que fazia Paulo chorar era o que fazia Jesus chorar. Quantos hoje vão aos cultos doidos pra já irem embora pra casa? Ficam olhando no relógio de minuto a minuto? Ou estão lá de corpo presente mas com a cabeça no jogo do seu time, na novela que está passando, nas situações do trabalho. Quantos estão ocupados demais pra Deus? Meu amigo, sabe por que começou o avivamento do País de Gales? Porque havia um jovem chamado Evan Roberts esfomeado por Deus, querendo mais de Deus, entendendo que o melhor vinho ainda chegaria. Sabe por que ocorreu avivamento em Asbury? Porque jovens se recusaram a ir embora de um culto normal, que acontecia toda quarta-feira. Mas, por causa dessa fome, e por negar sair de lá até que Deus descesse, um culto normal virou um avivamento global. Enquanto você achar que o Espírito Santo entra na igreja 19h30m mas tem que sair 21h00m porque “tenho meus compromissos”, fica tranquilo que você nunca verá avivamento.
5) O reformador John Knox clamou a Deus: “Dá-me a Escócia, senão morrerei!” Você passa noites em claro clamando pelos perdidos? Ou ao menos derrama lágrimas por eles? Se não nos importamos, então não entendemos o que é Céu e Inferno, não entendemos nosso chamado de anunciar as Boas Novas de que há uma eternidade ao lado do Senhor, que provê livramento da outra realidade, que é a de tormento e ranger de dentes (pior que a morte!). Por que não estamos evangelizando? Por que estamos no sofá enquanto todos os dias milhões se vão para sempre? Por que não estamos nas praças públicas clamando que há salvação em Cristo Jesus? O zelo pela obra provoca avivamento em nós, de modo que nosso sermão é inflamado pelo fogo do Espírito, e os ouvidos do público são como capim seco.
Duros itens, né?! Muitos riscos!!!
Mas o grande prêmio é o avivamento. That’s it.
Aqueles que tem olhos para ler, leiam. E vamos mudar o mundo.

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