REVELAÇÃO É INFORMAÇÃO
Imagina que você esteja viajando da sua cidade para um determinado destino. Você está de férias e está indo para a praia com sua família. Porém, em determinado ponto, acaba se perdendo. Você não tem GPS, tampouco mapa. O que você faz? Pede informação. Encosta o carro em algum posto de gasolina ou comércio na beira da estrada, e pergunta como chegar ao destino. A pessoa te passa a informação.
Agora, pense comigo: essa informação só será útil se você utilizá-la, correto? Já pensou se você faz isso aqui: “Legal! Agora que eu tenho a informação, vou apenas guardar na minha memória. Já está valendo, pois tenho mais conhecimento agora do que antes”. Se você não usar a informação para chegar ao seu destino, de nada vai adiantar. Será alguém com mais conhecimento por causa da informação, mas continuará perdido.
Na vida espiritual ocorre da mesma forma. Deus não nos dá revelações para que tenhamos mais conhecimento, mas sim para que apliquemos em nossa vida e cheguemos ao nosso destino.
Guarda isso aqui: a informação é proveniente da revelação, pois a informação sempre esteve lá, só que a revelação traz ela à tona.
Olha só a experiência que o apóstolo Paulo relata:
“Agora vou falar das visões e revelações que tenho recebido do Senhor. Conheci um homem em Cristo que, há catorze anos, foi elevado ao terceiro céu. Não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, Deus o sabe. Eu sei que esse homem foi levado ao paraíso. Porém não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, só Deus sabe, mas ele ouviu palavras que não podem ser explicadas e que não é permitido ao ser humano falar.”
(2 Coríntios 12:1-4)
Por que Paulo recebeu essas revelações em tamanha experiência com Deus? Para que ele fosse o apóstolo que conhecemos. Ele escreveu nada menos do que 13 cartas, aos quais compõem o Novo Testamento da Bíblia. Além disso, implantou igrejas, pregou o Evangelho e fez discípulos. Ou seja, Deus não concedeu essa experiência tremenda para que Paulo guardasse isso num “potinho”, mas sim para que isso fosse o impulso necessário que daria fôlego ao seu ministério.
Vamos voltar um pouco mais na história, no episódio de Moisés com a sarça ardente. Através daquela manifestação, Deus orientou Moisés:
“Sim, o choro do povo de Israel tem subido até mim, e tenho visto as duras condições de vida com que os egípcios os oprimem. Por isso, vou enviar-te ao Faraó para que lhe peças que te deixe levar o meu povo para fora do Egito.”
(Êxodo 3:9-10)
Deus se revelou a Moisés para orientá-lo a liderar o povo hebreu na libertação do Egito. Então, Moisés saiu daquela experiência com Deus com uma informação.
E se Moisés, depois de dada a informação proveniente da revelação, apenas tirasse uma selfie com a sarça ardente e fosse embora pra casa satisfeito por ter uma nova informação de Deus? Nada aconteceria! Mas, a partir da revelação divina que proveu a informação do que deveria ser feito, Moisés utilizou aquela informação para chegar ao seu destino profético.
A etimologia da palavra “revelação” consiste em “tirar o véu”. Ou seja, como foi dito, a revelação apenas descobre aquilo que até então estava encoberto. Mas, mesmo encoberto, já estava lá. Por exemplo: quando alguém está perdido na estrada e pede uma informação, essa informação não constrói um novo caminho para se chegar ao destino, mas a informação apenas procede da revelação da rota que deve ser feita.
Quando Deus revelou a Moisés a informação de que ele seria o líder da libertação, aquela informação não foi criada por Deus naquele momento. Na verdade, já estava escrito na história de Moisés desde antes de ele nascer! Como diz a Palavra: “Pela fé Moisés, recém-nascido, foi escondido durante três meses por seus pais, pois estes viram que ele não era uma criança comum e não temeram o decreto do rei” (Hebreus 11:23). Isto é, desde quando Moisés era um bebê, viram que ele era diferente, que havia um grandioso propósito sobre aquela vida. Então, a revelação divina na sarça apenas trouxe à tona a informação que estava encoberta para Moisés até aquele momento.
Vivemos em tempos de extrema valorização da experiência. Por exemplo, muitos não se contentam mais em ir numa pizzaria para comer uma boa pizza, mas querem que, além da pizza, tenha pirotecnia, os garçons contem piadas, tenha um show do Coldplay ao vivo e que, se possível, a pizza venha em diversos formatos geométricos. E acaba que esse vício em experiências exacerbadas se transporta para a Igreja. Muitos querem a experiência pela experiência, e isso é errado.
Qual o correto, então? Desejar experiência para que, a partir da informação mediante a revelação, você use-a para chegar ao seu destino.
Deus nunca fornece experiências gratuitas. Ele não falou com Moisés através da sarça ardente ou levou Paulo ao terceiro Céu somente para que ambos ficassem felizes ou guardassem mais uma informação/revelação/experiência em sua memória, mas sim para que eles fossem impulsionados ao seus respectivos destinos proféticos.
O pastor Leonard Ravenhill fala algo sobre essa questão de saber algo mas não colocar em prática, utilizando o cenário da oração:
“Livros sobre oração são excelentes, mas são insuficientes. Livros sobre cozinhar podem ser muito bons, porém se tornam inúteis se não houver alimentos para se fazer algo prático; assim também é a oração. Pode-se ler uma biblioteca de livros sobre oração e não obter, como resultado, nenhum poder para orar. Precisamos aprender a orar, e para isso, é preciso orar.
Enquanto estiver sentado numa cadeira, pode-se ler o melhor livro do mundo sobre saúde física e, ao mesmo tempo, ir definhando cada vez mais. Igualmente, podemos ler sobre oração, admirar a perseverança de Moisés, ficar espantados diante das lágrimas e dos gemidos do profeta Jeremias – e ainda não estar prontos, nem para o bê-á-bá da oração intercessória. Como uma bala de rifle que nunca foi usada jamais apanhará uma presa, tampouco o coração que ora sem carga do Espírito conseguirá em tempo algum alcançar resultados.”
Revelação é informação. O que você tem feito com as revelações que Deus te deu? Portanto, almeje e peça experiências com Deus, mas sabendo que isso é o ponto de partida para você chegar ao destino!
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