É ASSIM QUE EU LUTO MINHAS GUERRAS
O pastor Felippe Valadão escreveu em suas redes sociais:
“Muita das vezes a única confirmação de que estamos na direção do nosso propósito são exatamente os ventos contrários.
O inimigo jamais tentaria te parar se ele não tivesse certeza de que você está na direção certa.”
Comumente pensamos o contrário: presumimos que a existência das batalhas é um mau sinal, ou evidência de que não estamos no caminho certo.
É o inverso! Se você está firme com Deus e as batalhas estão acontecendo, é porque você está na direção certa.
A vida de Jesus foi de batalhas do início ao fim. Quando ainda estava na barriga de Maria, sua família teve que fugir por causa do censo do rei Herodes. Antes de iniciar seu ministério, ficou 40 dias no deserto e foi tentado pelo diabo. Durante seu ministério, foi alvo de ameaças dos religiosos, que inclusive tentaram matá-lo. Depois, foi traído por um de seus discípulos, vendido por trinta moedas de pratas, negado por aquele que disse que nunca o deixaria e foi crucificado entre os malfeitores.
Estranho seria se nada disso tivesse acontecido. Muitos acham que Jesus vivia na paz e amor com tudo e com todos. Mas deixa eu te dizer uma coisa: dentro de Jesus era 100% paz e amor, e foi por isso que Ele nunca parou por conta das guerras.
Sim. Jesus conseguiu dormir no meio de uma tempestade porque dentro dele havia calmaria.
O apóstolo Paulo suportou prisão, apedrejamento, naufrágio e afins porque ele sabia onde sua fé estava depositada.
Tem um ditado que diz assim: “Ninguém chuta cachorro morto”. Da mesma forma, o diabo não está nem aí pra crente morto ou morno.
Por que ele ficou doido pra tocar na vida de Jó? Porque Jó era um cara na dele, que fazia todo mundo feliz, não fazia mal a uma mosca? Nada disso. O próprio Senhor o descreveu: “Ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1:8).
Se você não incomoda o diabo, ele também não vai te incomodar.
Há aquela famosa história do homem que estava em cima do muro, e Deus estava de um lado, e o diabo do outro. Enquanto Deus chamava o homem insistentemente para que ele fosse para seu lado, o diabo estava lá, quietinho, de braços cruzados, tomando água de coco. Aquilo intrigou o homem, que arguiu a Satanás: “Ei! Não entendi. Enquanto Deus está me chamando para ir para o lado dEle, você não fala nada!”. O Inimigo virou e respondeu: “Ora, é porque o muro também me pertence”.
É por isso que, muitas vezes inclusive, a ausência de lutas pode ser algo preocupante.
Não sou eu que estou dizendo isso, mas o herói da fé e avivalista John Wesley compreendia assim, e por isso orou certa vez: “Senhor, o que fiz de errado? Onde eu pequei? Há mais de uma semana, ninguém cospe em mim e nem me apedreja!”
Quando eu aceitei a Jesus como meu único e suficiente Salvador, lá em 2015, lembro-me de dizer que parecia que minha vida havia piorado. Porque algumas coisas começaram a ruir. Mas logo depois eu entendi que estava acontecendo algo chamado batalha espiritual. Até então, eu estava no lado do diabo, e por isso ele estava tranquilo. Quando eu passei pro lado de Deus, aí acendeu o alarme no inferno e as hostes das trevas foram atrás de mim pra tentar recuperar minha alma. Sim, há festa no Céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15:7), ao mesmo tempo em que o alarme de emergência toca no inferno. E uma estratégia que o diabo usa é justamente fazer a gente pensar que estar com Deus por ventura é pior do que não estar, porque supostamente antes “não havia esses problemas que estou passando hoje”.
Respondamos isso com um trecho do filme “Deus Não Está Morto” (2014):
“Às vezes o Diabo permite que as pessoas vivam livres de problemas porque ele não as quer voltando-se pra Deus. Seu pecado é como uma cadeia, mas ela é boa e confortável, e não parece haver necessidade para sair. A porta está aberta. Até que, um dia, o tempo se esgota, e a porta da cela se tranca. Então, é tarde demais.”
Se Jesus passou por lutas e problemas, quem somos nós para não querer passar? Se heróis da fé como John Wesley achavam normais os gigantes da vida, por que fugiríamos deles?
Para viver as promessas, há de se passar pelo processo. Imagina se José tivesse sido governador do Egito, como Deus o prometera, 24 horas depois dos sonhos? Nunca ia dar certo! José era um menino, até mesmo um pouco arrogante por ser preferido pelos pais. Mas o processo transformou o menino em homem, apto para ser chefe de governo da nação que era a maior potência do planeta Terra até então.
Deus usa as batalhas da vida para tirar o melhor de nós. O diabo se aproveita delas para nos fazer desistir.
A Bíblia diz:
“O ouro e a prata são provados pelo fogo, mas é o SENHOR que revela quem as pessoas realmente são.”
(Provérbios 17:3)
Por que o ouro é provado? Para acabar com o ouro? Para derretê-lo completamente? Pelo contrário: o ouro é provado para que o fogo elimine as impurezas e deixe apenas o ouro de fato, que é puro. De igual modo, o Senhor faz conosco: as provações não são para nos destruir, mas para eliminar as impurezas e revelar a imagem de Cristo em nós.
Eu estava assistindo uma entrevista de um jogador de futebol cuja equipe iria enfrentar uma outra grande equipe, e ele falou: “Esse jogo vai ser bom pra nós, pois quando jogamos contra um time de alto nível, nosso nível também aumenta”. Que valioso esse ensinamento! Jogar contra um adversário de alto nível requer que o seu nível também aumente senão você vai perder de goleada. O mesmo se aplica na vida espiritual: Deus permite as batalhas para que o melhor de nós venha à tona.
O autor cristão Watchman Nee escreveu a seguinte expressão em um de seus livros: “Para que o cristão possa conhecer o que é poder, ele precisa conhecer primeiro, o que é pressão”.
O que uma panela de pressão e uma locomotiva a vapor (Maria Fumaça) têm em comum? Ambas necessitam da pressão para cumprir seus propósitos, uma para o cozimento de um alimento, outra, se mover. Mas o que faz elas conseguirem tirar proveito da pressão? Justamente algo que aparentemente é insignificante, porém, de total importância: o escape. Se não houver essa pequena válvula de escape, ambas não conseguirão cumprir os seus propósitos. Ambas iriam, literalmente, explodir.
Assim é em nossa vida. Quando somos pressionados, precisamos com urgência encontrar a “válvula de escape” para não “explodirmos”, e assim, tirar proveito de toda pressão que sofremos.
Recordo-me do testemunho do pastor Luciano Subirá sobre o acidente de carro que ele sofreu em 1993. Ele estava no auge do ministério, viajando todo o país e pregando em eventos lotados. Aquele acidente deu uma pausa nessa trajetória meteórica. E Subirá conta que durante muito tempo ele indagava o Senhor do porquê ter acontecido aquilo. Até que um dia ele recebeu uma palavra de revelação através de um anjo que apareceu para seu pastor no dia de sua ordenação ao ministério, que disse que o diabo havia usado aquele acidente para tentar pará-lo, e Deus havia permitido para não perdê-lo.
Só passa lutas quem está incomodando o diabo. Motivo de preocupação não é a existência das lutas, mas a ausência delas. E se Deus as permite é para revelar o que há de melhor em nós. “Mar calmo nunca fez bom marinheiro”. José não seria o governador exemplar se não fossem as lutas do processo. Pedro não seria o herói da fé relatado no livro de Atos se não fosse a dor do processo. Tampouco Davi, Paulo, e todos os outros nos quais nos inspiramos.
Bênção não é a inexistência das lutas, mas a vitória sobre elas. E em Cristo somos mais que vencedores! Por isso, lute suas guerras de cabeça em pé, pois há um grande propósito por trás de tudo!
(Referências bibliográficas: https://www.instagram.com/p/CqS1CAEOH1v/?igshid=YmMyMTA2M2Y=; https://m.youtube.com/watch?v=BqABs09vhkk; https://vidaexcelente.com.br/o-poder-da-pressao/)
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