O CÉU É DE VERDADE
Mediante circunstâncias da vida, passamos a desejar mais o Céu – ou a sentir saudades dele. Todas as bem-aventuranças descritas por Jesus no Sermão da Montanha (Mateus 5:3-12) podem ser experimentadas em parte nessa vida, mas a plenitude delas apenas será vislumbrada no Reino dos Céus. Digo isso pois todo ser humano quando está em dificuldades passa a ter fome e sede daquilo que é bom. Diante da injustiça, o ser humano tende a ter fome e sede de justiça. Diante da miséria, transbordo. Diante da morte, vida. E por aí vai. Em suma: há momentos nos quais o desejo do Céu fica mais incisivo.
Tem um ditado que diz assim: “Todo mundo quer ver Deus, mas ninguém quer morrer”. Ele é usado geralmente pra falar de um objetivo que alguém quer muito atingir, mas não quer pagar o preço para tal.
Mas há uma boa notícia: sabia que tem como ir ao Céu (ver Deus) sem necessariamente morrer?
Vejamos um caso real:
“Devo continuar me orgulhando, embora isso não valha nada.
Agora vou falar das visões e revelações que tenho recebido do Senhor.
Conheci um homem em Cristo que, há catorze anos, foi elevado ao terceiro céu. Não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, Deus o sabe.
Eu sei que esse homem foi levado ao paraíso. Porém não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, só Deus sabe, mas ele ouviu palavras que não podem ser explicadas e que não é permitido ao ser humano falar.”
(2 Coríntios 12:1-4)
É praticamente um consenso no meio teológico que o tal homem que Paulo se refere é ele mesmo. O apóstolo foi ao terceiro Céu (onde Deus está) sem ter morrido. Daí o segredo de tanta coragem e autoridade em seu ministério.
Antes dele, o profeta Isaías também teve uma visão do Céu:
“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.
Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.
E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória.
E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça.”
(Isaías 6:1-4)
Tampouco Isaías morreu para ter tal visão. Ainda teve o episódio do Monte da Transfiguração (Mateus 7:1-13), no qual Pedro, Tiago e João experimentaram um pouquinho do Céu na Terra ao contemplarem Jesus em Seu corpo glorificado – o corpo que todos nós teremos ao adentrar a realidade celestial.
As Escrituras já são suficientes para convencer. Mas vamos citar um dado histórico também. Dê uma olhada na descrição que Jonathan Edwards, pastor calvinista da Igreja Presbiteriana de 1700, deu acerca do avivamento que ocorrera na Inglaterra naquela época:
“Era algo muito comum ver o santuário cheio de pessoas chorando alto, desmaiando, tendo convulsões e fenômenos semelhantes, expressando desespero como admiração e alegria.
Muitos, em seus sentimentos religiosos, foram elevados a um nível muito superior a qualquer experiência anterior: houve alguns casos que pessoas caíam numa espécie de transe, permanecendo por talvez vinte e quatro horas imóveis, com seus sentidos inertes; entretanto, neste mesmo período, tiveram fortes sensações de serem levadas ao Céu, onde viram coisas gloriosas e maravilhosas.”
(EDWARDS, Jonathan. The Words of Edwards. A Narrative of Surprising Conversersions and the Great Awakening)
Pessoalmente, eu conheci uma pessoa que afirmou ter visto Jesus. Certa vez ouvi o relato de uma menina que me disse ter tido um sonho com Deus. “Eu já tive um sonho com Deus”, disse. Pedi pra ela contar. Ela falou que, no sonho, Jesus pediu pra ela abrir os olhos, e ela abriu, e viu uma grande luz branca, e dela saía uma voz (como a minha, mas um pouco mais forte, segundo ela) elogiando-a por ser obediente. Na cama, ela viu um menino, que não sabia quem era. E completou: “Eu durmo com a luminária acesa, mas parece que nesse dia Deus apagou a luminária só pra eu ver Ele melhor”. Ela disse isso por causa do brilho que havia no quarto.
Deus falou muito comigo através da experiência dessa menina de apenas 12 anos. Era como se o Espírito Santo estivesse me testificando que era possível sim ver Jesus.
Posteriormente, fui comentar sobre esse episódio com um amigo. “Cara, eu também queria ver Deus assim”, disse. Ele me respondeu: “Pra você ver Deus, precisa ter o coração puro como o dela, ou seja, puro como o de uma criança”. Uau! Aquilo ficou martelando na minha cabeça... Ele não inventou essa teologia na hora, apenas citou a seguinte fala do próprio Jesus: “Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus” (Mateus 5:8). Era uma menina de 12 anos, uma criança. Muitos dos que relataram ter experiências do Céu são crianças. Não há mistério do motivo: “os puros verão”.
Assisti a um filme chamado “O Céu é de Verdade” (2014). Vou te falar um negócio: é difícil eu me emocionar, principalmente assistindo filme, mas nesse eu tive que segurar o choro. É lindo demais! Um menino chamado Colton Burpo tem que passar por uma cirurgia às pressas pois teve seu apêndice rompido. Ele fica entre a vida e a morte. Porém, Colton não apenas sobrevive, mas relata ter ido ao Céu. Detalhe: ele tinha apenas 4 anos de idade!
Em seu relato, ele diz que estava sozinho mas não estava com medo. Na visão, entrou em sua igreja, e lá presenciou um maravilhoso coral angelical. Depois, Jesus apareceu. Segundo o menino – que descreveu em suas palavras –, Cristo tinha as marcas da crucificação, e também um cavalo da cor do arco-íris! Não obstante, Colton relata ter visto seu bisavô – que não conheceu em vida – e também sua irmã, que não chegou a nascer porque sua mãe sofreu um aborto espontâneo (e Colton era muito pequeno para ter consciência do fato).
Esse filme não é invenção hollywoodiana, mas uma história real. Tedd Burpo, pai de Colton e pastor evangélico, escreveu um livro relatando as experiências do filho.
No longa, inclusive, aparece o caso de Akiane Kramarik, uma menina da Lituânia que começou a ter visões do Céu aos 3 anos e meio de idade. Ela começou a fazer esboços aos 4 anos de idade. E aos seis anos ela pegou um pincel para pintar e criou uma obra de arte.
Em uma de suas pinturas, Akiane retratou Jesus. E sabe o que aconteceu? Colton Burpo viu a imagem, e disse que ela representa exatamente o mesmo Jesus que ele viu no Céu.
Agora, um fato interessante que eu observei em “O Céu é de Verdade” é que os adultos demoraram a acreditar no relato de Colton, inclusive seus pais! Há uma fala de destaque de Todd Burpo:
“O Céu é real? Porque, se fosse de verdade, todos levaríamos vidas diferentes, não é mesmo? Não é?
Nós já não vimos o Céu? No primeiro choro de um bebê, na coragem de um amigo, nas mãos de uma enfermeira ou médico, no amor de uma mãe ou de um pai. Já não nos deram uma visão do Céu e muitas vezes escolhemos o inferno do ódio e do medo?”
Realmente, se todos que dizem crer no Céu não apenas tivessem uma crença abstrata, mas vivessem com essa certeza entranhada em cada célula do corpo, a vida seria diferente. Ter medo do que, se é sabido que essa vida é apenas um treinamento para a verdadeira vida? Viver no ódio por qual motivo, se Deus é amor?
Quando Colton sai do hospital, a primeira coisa que ele pede é para segurar uma aranha. É porque ele viajou com sua família para uma espécie de zoológico e lá tinha uma experiência de segurar na palma mão uma aranha, e quem fizesse ganharia um selo condecorativo. A irmã de Colton segurou, mas ele ficou com medo. Após a experiência do Céu, todos os seus medos foram embora. E ele voltou lá e segurou a aranha.
Paulo era tão corajoso e destemido não porque ele tinha “parafusos” a menos, mas porque ele viu o Céu, porque ele viu Deus. Paulo adorava na prisão, seguia em frente mesmo após ser apedrejado, não tinha medo de naufrágio e nem se desesperava após ser picado por uma cobra. Por que? Porque ele viu o Céu, porque ele viu Deus. Tanto é que afirmou:
“Sinto-me conclamado pelos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é infinitamente melhor; mas, entendo que, por vossa causa, é mais necessário que eu permaneça no corpo.”
(Filipenses 1:23-24)
Paulo tratava sua partida dessa realidade terrena com tanta naturalidade e serenidade como alguém que arruma as malas para fazer uma deliciosa viagem.
A pergunta é: será que temos certeza do que dizemos que cremos? Ou será que somos como os “adultos” que desconfiam quando descobrem que as páginas da Bíblia são verdadeiras?
Por isso que Jesus disse: “Eu asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos Céus” (Mateus 18:3). Colton relatou sobre sua experiência no Céu com verdade e naturalidade. A menina que eu conheci que disse ter visto Jesus, da mesma forma. Em momento algum ela hesitou, questionou ou sequer parou pra pensar. Contou a história como uma criança que conta aos pais como foi o dia na escola.
Se a experiência fosse com algum adulto, talvez ficaríamos dias questionando se o que vimos foi verdade ou se tivemos alguma alucinação.
Por isso, eu oro ao Senhor que me dê um coração puro como o de criança, porque eu quero viver o que Paulo e tantos outros viveram.
Até lá, a convicção de que o Céu é de verdade basta para assegurarmos nossa fé!
(Referências bibliográficas: http://jornaldamooca.com.br/Publicacao.aspx?id=53816; https://istoe.com.br/135937_FUI+AO+CEU+E+VOLTEI/)
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