PRECISA-SE DE PROFETAS
Se três pessoas diferentes estiverem diante de um pedaço de madeira, o que elas falarão?
“É um pedaço de madeira”.
Agora, se dentre elas estiver alguém do ramo da carpintaria, apesar dos seus olhos contemplarem um pedaço de madeira, sua mente estará imaginando um belo móvel.
Irmãos, não é à toa que Jesus Cristo era um carpinteiro antes de iniciar seu ministério (cf. Marcos 6:3). Nada da Bíblia é gratuito, tudo tem um simbolismo e sentido maior.
O que pra muitos era água suja, pra Jesus era vinho da melhor qualidade. O que pros presentes era o fim da festa, pra Jesus era a renovação da alegria (João 2:1-11).
O que pra multidão era morte, pra Jesus era sono, no episódio da filha de Jairo. O que pra muitos era o fim, pra Jesus era apenas o começo (Marcos 5:21-24; 35-43).
O problema é que, muitas vezes, somos guiados apenas pela visão. Foi por isso que Sara riu quando ouviu de Deus que ela seria mãe (Gênesis 18:12). Afinal, ela já tinha idade avançada e não podia ter filhos. Mas quem disse que Deus se limita mediante as nossas limitações?
Poderíamos pregar na porta de muitas igrejas uma placa com os seguintes dizeres: “PRECISA-SE DE PROFETAS”. Sabe por que? A Igreja é chamada a andar pela fé, ser luz num mundo que jaz no maligno, levar esperança aos perdidos. Todavia, muitos da Igreja se limitam a declarar o óbvio. “Ah, tudo está ruim”. “Hum, tá muito difícil”. Amigo, declarar o óbvio qualquer um declara. Abrir os jornais e sites de notícias e reverbera-las qualquer um faz. O passo de fé consiste em não agir pela vista, mas na perspectiva do Céu pra Terra.
Cadê os profetas que declaram avivamento mesmo que sintam que tudo está indo ladeira abaixo?
Imagina só se Ezequiel chegasse diante do vale de ossos secos e declarasse o óbvio: “Aqui está um vale de ossos secos”. Ele seria mais um que diria o que está diante do nariz. E provavelmente nunca teríamos ouvido falar nele. Porém, Ezequiel foi direcionado por Deus a não ser guiado pela visão, mas sim pela fé. Por isso, declarou vida sobre aquele lugar de morte (Ezequiel 37). E aconteceu.
Já vou me adiantar no argumento que alguns podem usar: “Ah, mas eu apenas estou sendo realista”. Amigo, não confunda realismo com falta de fé.
Quando os doze espias voltaram da Terra Prometida, eles foram realistas e relataram que ali havia gigantes (Números 13:33). Ok. E aí? Aquela não era a terra que Deus havia prometido ao seu povo? Ainda bem que ali tinha um homem de fé chamado Calebe que decretou: “Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!” (vv. 30). A confiança dele vinha do que Deus prometeu. Em momento algum Calebe ignorou os gigantes, mas sua fé estava acima de qualquer gigante ou circunstância.
Aqui está a diferença entre ser realista e ser alguém sem fé (ou com pouca fé, que quase dá no mesmo). Quando Davi vai enfrentar Golias, Davi não ignorou a presença do gigante. Davi foi realista. Ele não estava fora da realidade, ora bolas! Contudo, Davi tinha fé, e esta não se move pela realidade aparente, mas sim por algo que está acima chamado Palavra de Deus. Por isso, mesmo vendo o gigante e sabendo que estava em desvantagem física e militar, Davi o venceu (1 Samuel 17).
Tem igrejas que fazem com que as pessoas saem piores do que entraram. O pregador parece um âncora de telejornal que repassa todas as notícias trágicas da semana, e pontua com ar pesaroso no final: “Que Deus tenha misericórdia de nós”. Ei, cadê o lugar de esperança que a Igreja foi chamada pra ser? Lugar de renovo? De vida?
Repito: declarar o óbvio qualquer um faz. Ser movido pela visão é fácil. O negócio é dar um passo de fé e começar a ser guiado por ela. Não sou eu que estou dizendo, mas a Bíblia: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem” (Hebreus 11:1).
Precisamos de homens e mulheres que sejam realistas o suficiente para ver o que está acontecendo, mas que tem fé o suficiente para não serem movidos pelas circunstâncias, mas, pela fé, moldarem o mundo ao redor conforme a Palavra do Reino.
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