TEOLOGIA: A RAINHA DAS CIÊNCIAS

E se existisse um poder além da compreensão humana?

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) debruçou-se mas temáticas que iam além do mero plano físico. O universo apresentava-se demasiadamente misterioso para se restringir apenas ao que os sentidos por ventura pudessem apreender. Haveria de existir algo mais. Algo além.

E se os seres humanos fossem meros atores numa grande peça teatral o qual seu Autor estaria em ato acima das qualidades sapienciais?

O “assombro” diante do desconhecido, que leva à busca pelo conhecimento, segundo o pensamento aristotélico. A constatação do pescador Pedro diante do maravilhoso. O intrigado Newton diante da força que provocou a queda da maçã. O deslumbramento de Neil Armstrong nos primeiros passos do homem em solo lunar.

O inefável e o insondável. O arrebatador e o extasiante. O belo e o bem.

O volume de informações teria sentido último?

Há de se ter uma iluminação cognitiva para que os elementos sejam desvelados. Há um mundo fora da caverna. Um mundo além das projeções e ruídos.

O ser humano ontologicamente deseja conhecer. E deseja não tão somente tatear, mas é alçado ao fim último. À origem da verdade.

As ciências seria suficientes para chegar nesse ousado destino? O caminho estaria devidamente pavimentado estritamente pela filosofia, sociologia, antropologia, biologia, entre outras?

O teólogo R.C. Sproul (1939-2017) arremata:


“Na Idade Média, a teologia foi chamada ‘a rainha das ciências’, e a filosofia, ‘sua criada’. Hoje, a rainha foi deposta de seu trono, e, em muitos casos, mandada ao exílio, e um suplantador reina. Suplantamos a teologia pela religião.”


A teologia seria a luz a iluminar as demais ciências. Os saberes estariam sob seu escopo, pois sua natural fonte seria a Verdade.

A teologia não respondendo às questões propostas pelo mundo e tornando-se primordialmente catedrática, não seria espantoso a perda de primazia.

A teologia fazendo sentido no monastério em detrimento de oferecer sentido ao proletário segue o caminho da obsolescência.

A ausência do maravilhoso poder para supostamente abrir espaço à intelectualidade estéril vê o cerne – que é o maravilhamento – ser removido.

A divina missão outorgada aos meros mortais cujos olhos perscrutam o cosmos almejando ainda que um pequeno vislumbre do glorioso e do apoteótico configura-se em demonstrar à secularidade que é possível o rendimento à realeza da Verdade para que o sujo bem seja alcançado.




(Referência bibliográfica: https://fasseb.com/2014/05/05/8/)



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