MEMENTO MORI
Certamente você já ouviu alguém dizer: “‘Fulano’ vive como se não houvesse amanhã!”
Para muitos, principalmente em tempos líquidos, isto é o correto. Afinal, só se vive uma vez, não é mesmo?
Nada mais distante da verdade.
Esta presente vida nada mais é do que a porta de entrada para a verdadeira vida a qual não está limitada a 70, 80 anos, mas perdurará por toda a eternidade. É precisamente quando se inicia “o Primeiro Capítulo da Grande História, que ninguém no mundo jamais leu e a qual prossegue eternamente, cada capítulo melhor que o anterior” (“As Crônicas de Nárnia: A Última Batalha”).
E tal eternidade pode ser de gozo e paz ou, então, de sofrimento e tormento.
A Bíblia é clara quanto a tão somente essas duas possibilidades: Céu ou Inferno. Nada mais.
E a vida que vivemos aqui na realidade terrena diz muito a respeito da vida que viveremos para sempre.
Por tal motivo, o teólogo, filósofo, missionário e pastor Jonathan Edwards (1703-1758) exclamou: “Oh, Deus! Grave a eternidade nos meus olhos!”
O que isso significa? Que devemos viver ativamente conscientes acerca tanto da finitude quanto do que é eterno.
“Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil”, nas palavras do escritor inglês C.S. Lewis (1898-1963).
O que fazemos nessa vida ecoa na eternidade. E estes ecos tem sido positivos ou negativos? São tesouros que Deus pode guardar a fim de consolidar nosso galardão ou não passam de perda de tempo?
No alto de sua sabedoria, o rei Salomão escreveu:
“É melhor estar num velório do que ir a uma festa, pois todos vão morrer um dia, e é bom pensar nisso enquanto ainda há tempo.”
(Eclesiastes 7:2)
Num contexto fúnebre, refletimos sobre a brevidade da vida. Ao contemplar alguém no caixão, também nos enxergamos nele. Isso ativa em nós o senso de urgência.
Além do mais, não sabemos até quando teremos o “amanhã”. E se o “amanhã” não chegar pra nós? Por isso, Jesus exclamou: “Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20). Em outras palavras, se hoje for seu último dia, o que você tem preparado para apresentar pra Deus?
De forma alguma significa que a salvação da nossa alma é proveniente de esforços e obras que por ventura façamos. As Escrituras afirmam:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
(Efésios 2:8-9)
Ou seja, a salvação é oriunda da ação de depositarmos fé em Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Porém, o próprio Cristo ensinou:
“Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois dos espinheiros não se colhem figos, nem dos abrolhos se vindimam uvas.”
(Lucas 6:44)
Isso significa que, assim como um pé de laranja naturalmente vai dar laranja, uma pessoa salva pela graça naturalmente vai dar bons frutos.
Vale ressaltar que essa questão de sempre termos a eternidade em mente está presente em outras vertentes de sabedoria. Um dos ensinamentos mais importantes e famosos da filosofia estoica é: “Memento mori”, ou meditação sobre a morte.
Meditar sobre a morte não é sinônimo de sermos soturnos, tristonhos e enfadados. Pelo contrário, meditar sobre a morte potencializa a vida, pois sabendo acerca da brevidade vital, nosso senso de urgência, propósito e significado se afloram, e então passamos a viver uma vida que vale a pena.
E qual vida vale a pena?
A vida que reconhece que tudo é de Cristo, para Cristo e por Cristo. A vida que se dedica a servir outras pessoas, cumprindo assim a missão estabelecida por Deus. A vida que deixa um legado que ecoará na eternidade.
Que façamos, portanto, a oração de Edwards: “Senhor, grave a eternidade nos meus olhos!”
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