O FRACASSO DE JESUS
Um homem nu, dilacerado fisicamente pelos flagelos dos soldados romanos, humilhado com uma coroa de espinhos (pois proclamava-se o Messias, Rei dos Judeus), exposto publicamente na cruz – punição reservada para os detratores.
Sua família o tachava como louco. Seus discípulos o abandonaram – inclusive um deles o chamou de “verme”.
O que poderia ser classificado como “sucesso” neste cenário?
Segundo a visão natural/humana, absolutamente nada.
Porém, segundo a visão sobrenatural/dos Céus, tudo.
A Bíblia diz que “pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão sendo destruídos, porém para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (1 Coríntios 1:18).
A cruz é loucura para o mundo porque seria inimaginável o único e verdadeiro Deus todo-poderoso vir à Terra e supostamente terminar seu ciclo morto num madeiro.
Ora, por acaso Deus não triunfaria sobre tudo e todos? Por acaso Ele não protagonizaria uma epopeia, um enredo heróico, uma sublime odisseia?
Sim, Ele fez tudo isso. Mas não da forma que o mundo esperava ou escreveria num roteiro de filme caso pudesse.
Jesus venceu numa cruz. O lugar de derrota transformou-se no lugar que, novamente, dividiu a história da humanidade em duas partes.
E por que este é o “modus operandi” de Deus?
As Escrituras respondem:
“Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte.”
(1 Coríntios 1:27)
Deus ama confundir os sábios... aqueles sábios que acham que sabem de tudo (indo na contramão do método socrático), que possuem o “kosmos” e seus mistérios na palma da mão, que são rápidos em responder e definir, que não tem dúvidas ou indagações pois imaginam ter apreendido todo o volume de informações já existente.
O suposto fracasso de Jesus foi permitido para exatamente assim parecer aos arrogantes que riem e zombam mediante o julgamento dos olhos físicos.
O sucesso de Jesus escondido por detrás da cena dantesca é sabedoria reservada para os humildes de coração, que desejam mergulhar mais profundo, que, como Deus, não olham as aparências.
Há uma definição de sucesso e uma de fracasso perante o dicionário dos homens e outras perante o dicionário celestial.
E somos chamados a escolher quais padrões seguiremos.
O apóstolo Paulo foi preso, apedrejado, sofreu naufrágio e, por fim, condenado à pena de morte pelo imperador Nero.
Um ministério fracassado, segundo a definição natural.
Mas o “fracasso” de Paulo é o mesmo “fracasso” de Jesus.
É aquele “fracasso” de uma vida simples, sem vitrines e holofotes, sem ter o carro do ano, o diploma da melhor faculdade, as roupas mais caras, os dentes mais brancos, as cifras milionárias na conta (nada contra os exemplos mencionados, mas tudo contra estes e tantos outros exemplos serem a única e estabelecida definição de “sucesso”).
O sucesso de Jesus, Paulo e outros santos faz parte daquele tesouro escondido contado por Cristo em uma de suas parábolas (Mateus 13:44-46). Se quiser descobrir, tem que procurar. Cavar fundo. Profundo. Até que seus olhos brilhem com a descoberta.
E, quando você descobrir e vender tudo o que tem por causa do tesouro que achou, outros vão te chamar de louco por fazer isso, e fracassado por abrir mão de tudo o que pra eles era valioso.
Então, finalmente, você terá que escolher entre ser um fracassado perante os olhos deles ou ser alguém de sucesso perante os olhos do Senhor.
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