ORE POR ISRAEL
“Indago, portanto: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De forma nenhuma! Ora, eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim.
Deus não desprezou o seu povo, o qual de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz sobre Elias? Como ele clamou a Deus contra Israel, segundo afirma a Escritura: ‘Senhor! Assassinaram os teus profetas e destruíram os teus altares; e somente eu permaneci, e agora procuram matar-me também’.
Entretanto, que lhe declarou a resposta divina? ‘Reservei para mim sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal!’
Assim, pois, em nossos dias, há igualmente um remanescente separado pela eleição da graça. Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça.
A que conclusão chegar? Israel não conseguiu a bênção pela qual tanto buscava, mas os eleitos a receberam. Os demais foram endurecidos, como está escrito: ‘Deus lhes deu um espírito de entorpecimento, olhos para não enxergar e ouvidos para não escutar, até o presente dia’.
E Davi afirma: ‘Que a mesa deles se transforme em laço e armadilha, pedra de tropeço e em retribuição para eles. Escureçam-se os seus olhos, para que não consigam ver, e suas costas fiquem encurvadas para sempre’.
Uma vez mais pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem prostrados sobre a terra? De forma alguma! Antes, pela sua transgressão veio a salvação para os gentios, para provocar ciúme em Israel.
Contudo, se a transgressão deles constitui-se em riqueza para o mundo, e o seu insucesso, fortuna para os gentios, quanto mais significará a sua plenitude!
Agora estou falando a vós, gentios. Considerando que sou apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério, na expectativa de que, de alguma forma, possa instigar ciúme entre meus compatriotas a fim de que alguns deles sejam salvos.
Porque, se a rejeição deles significa a reconciliação do mundo, o que será a sua aceitação, senão vida dentre os mortos?
Se é santa uma parte da massa que é oferecida como as primícias dos frutos, a massa toda igualmente o é; se a raiz é santa, todos os ramos também o serão.
E se alguns dos ramos foram podados, e, tu, sendo oliveira brava, foste enxertado entre outros, e agora participas da mesma seiva que flui da oliveira cultivada, não te vanglories contra esses ramos. Porém, se o fizeres, recorda-te, pois, que não és tu que sustentas a raiz, mas, sim, a raiz a ti.
Então, vós direis: ‘Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado’.
É verdade. Entretanto, eles foram podados por causa da incredulidade deles. Porém, tu, que permaneces firme pela fé, não te envaideças, mas teme.
Porque, se Deus não poupou os próprios ramos naturais, de igual maneira não poupará a ti. Considera, portanto, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para contigo, desde que permaneças firme na bondade dele; do contrário, também tu serás excluído.
E quanto a eles, caso não permaneçam na incredulidade, serão reconduzidos, porquanto Deus é poderoso para enxertá-los novamente.
Afinal de contas, se tu foste cortado de uma oliveira brava por natureza e, de forma sobrenatural, foste enxertado na oliveira cultivada, quanto mais serão enxertados os ramos naturais em sua própria oliveira?
Irmãos, não quero que ignoreis este mistério para que não sejais presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegue a plenitude dos gentios.
E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando Eu remover os seus pecados’.
Quanto ao Evangelho, eles são, na verdade, inimigos por causa de vós; mas quanto à eleição, amados por causa dos patriarcas.
Porque os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.
Pois, assim como vós antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia em virtude da desobediência deles, assim também estes, agora, tornaram-se desobedientes, para também alcançarem misericórdia em virtude da misericórdia a vós demonstrada.
Porquanto Deus colocou todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.
Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Pois, quem conheceu a mente do Senhor? Quem se tornou seu conselheiro?
Quem primeiro lhe deu alguma coisa, para que Ele lhe recompense?
Portanto dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória perpetuamente! Amém.”
(Romanos 11:1-36)
Certa linha teológica afirma que a Igreja é o novo Israel de Deus. Isso significaria que as promessas que Deus fez para Abraão – e, consequentemente, para a nação de Israel, visto que esta é a descendência abraâmica – foram transferidas para a Igreja de Jesus Cristo mediante a Nova Aliança.
Tal concepção implicaria em alguns problemas:
1) A Bíblia diz claramente que “Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?” (Números 23:19). Ou seja, as promessas de Deus são imutáveis e irrevogáveis.
2) O próprio Deus afirmou para Abraão que a aliança que fizera com ele era para sempre: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele” (Gênesis 17:19).
3) Pecado por pecado, “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3:23). Se por ventura Israel fosse excluída dos planos de Deus por conta do pecado, não ia sobrar um salvo sequer pra contar história! Porque todos pecaram, “mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva” (vv. 24).
Ademais, o capítulo 11 da carta do apóstolo Paulo aos Romanos deixa claro os planos de Deus pra nação de Israel. E isso não se relaciona a uma “Israel espiritual” no sentido abstrato do termo (influenciados pelo helenismo, temos essa mania de abstrair conceitos bíblicos), mas Israel enquanto nação mesmo.
Conforme ensina o pastor Ângelo Bazzo:
“O mundo para o qual Jesus está voltando existe. É muito fácil a gente ficar pegando temas escatológicos e tornar espiritualizado, fazer teologia imanentista, tudo no presente, tudo é o ‘já’ e ‘ainda não’ que não significam coisa alguma, e aí tudo é bonito, tudo é chique, tudo fala de um jeito sempre ressignificando tudo... Mas, o fato é: existe um judeu de 33 anos de idade que um dia vai rasgar os céus e vai descer sobre o planeta e vai governar o mundo a partir da cidade de Jerusalém, e isso é um fato, e fatos não são teorias. Fatos geram fatos. O fato da segunda vinda de Cristo deveria gerar um fato de um estilo de vida preparado pra volta de Jesus.”
O mesmo Filho de Deus que encarnou numa localidade geográfica específica, irá retornar para essa mesma localidade a fim de governar as nações:
“Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo.”
(Zacarias 8:3)
Segundo a Bíblia, quando Cristo retornar à Terra, Ele Se estabelecerá como Rei de Jerusalém, sentado no trono de Davi (Lucas 1:32-33). Os pactos incondicionais exigem uma volta literal e física de Cristo para estabelecer o reino. O pacto de Abraão prometia a Israel uma terra, uma posteridade, um governante e uma bênção espiritual (Gênesis 12:1-3). O pacto da Palestina prometia a Israel a restauração e ocupação da terra (Deuteronômio 30:1-10). O pacto de Davi prometia a Israel perdão: meio pelo qual a nação poderia ser abençoada (Jeremias 31:31-34).
Na segunda vinda, estes pactos serão cumpridos quando Israel for “ajuntada” das nações (Mateus 24:31), se converter (Zacarias 12:10-14) e for restaurada à terra sob a liderança do Messias, Jesus Cristo. A Bíblia fala das condições durante o Milênio como um ambiente perfeito, fisicamente e espiritualmente. Será um tempo de paz (Miquéias 4:2-4; Isaías 32:17-18); gozo (Isaías 61:7,10); conforto (Isaías 40:1-2); sem qualquer pobreza (Amós 9:13-15) ou enfermidade (Joel 2:28-29). A Bíblia também nos diz que somente os crentes terão acesso ao Reino Milenar. Por isso, será um tempo de completa justiça (Mateus 25:37; Salmos 24:3-4); obediência (Jeremias 31:33); santidade (Isaías 35:8); verdade (Isaías 65:16) e plenitude do Espírito Santo (Joel 2:28-29). Cristo governará como rei (Isaías 9:3-7; 11:1-10), com Davi como regente (Jeremias 33:15,17,21; Amós 9:11). Os nobres e príncipes também reinarão (Isaías 32:1; Mateus 19:28). Jerusalém será o centro “político” do mundo (Zacarias 8:3).
Jesus estabelecerá seu Reino Milenar (ou “Milênio”, conforme Apocalipse 20:5-6) na Terra a partir de Jerusalém, sentando-se no trono de Davi e cumprindo a profecia de que somente a linhagem davídica ocuparia a realeza: “A tua casa e a tua realeza subsistirão para sempre diante de ti, e o seu trono se estabelecerá para sempre” (2 Samuel 7:16). Salomão foi o primeiro descendente de Davi que ocupou o trono de Israel, dando início a uma linha real que continuou durante mais de 513 anos ininterruptos, até o ano 586 a.C. Desde essa data, entretanto, os israelitas nunca mais tiveram um rei. Fato que só ocorrerá novamente quando o Messias (Jesus Cristo) retornar para reinar sobre toda a Terra. Mediante a “shekinah” de Deus sobre Israel, o Messias será recebido com os clamores: “Hosana! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Bendito é o Rei de Israel!” (João 12:13).
Os profetas revelam o local exato em que o Messias, o Rei ungido de Deus, retornará: “E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente” (Zacarias 14:4). Começando com Jerusalém, Sua capital, Ele irá expandir seu reino para o mundo (versículo 9).
Uma vez que o Reino de Deus seja estabelecido em Jerusalém entre o povo de Israel, Cristo vai pedir aos representantes de todas as nações para virem a Jerusalém para que possam aprender sobre as Suas leis. Ele vai convocá-los a Jerusalém para participar da Festa anual de Deus, a Festa dos Tabernáculos: “Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” (versículo 16, ARA; ver Levítico 23:33-44).
Nem todas as nações irão cooperar imediatamente. Lembre-se, Satanás reuniu essas mesmas nações para lutar com Cristo, ao Seu retorno. Elas não vão aceitá-Lo rapidamente, mesmo depois de Satanás estar preso. Por isso, Cristo “exercerá o seu juízo sobre as nações e repreenderá a muitos povos” (Isaías 2:4). No início do reinado de Cristo, fortes medidas ainda serão necessárias para convencer a maioria das nações que Sua intenção é fazer cumprir as leis de Deus.
Como Cristo fará para deixar isso claro, especialmente para as nações que obstinadamente se recusam a participar da Festa dos Tabernáculos? A maneira de comunicar Sua mensagem a eles será direta. Ele simplesmente demonstrará o Seu controle sobre as forças naturais da Terra. “E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva” (Zacarias 14:17).
As nações aprenderão rapidamente que sua existência depende da bênção de Deus. O clima bom e colheita abundante são bênçãos de Deus. A partir deste momento em diante somente as nações que obedecerem a Deus terão Suas bênçãos, e todas as outras não. Tal sistema servirá como um argumento convincente. Com o tempo, todas as nações irão responder.
Jesus Cristo prometeu recompensar as pessoas que ao longo dos tempos têm servido-O fielmente (Apocalipse 11:18; 22:12). Observe as suas partes no Seu Reino: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos” (Apocalipse 20:6). Este período futuro é muitas vezes chamado simplesmente de Milênio (uma extensão de mil anos).
No início do reinado milenar de Cristo os servos fiéis de Deus, inclusive muitos que sofreram severa perseguição e martírio, servirão como professores e administradores nesse maravilhoso mundo porvir. Eles vão ajudar Jesus a ensinar os caminhos da paz e da justiça às nações. Assim se cumprirá a promessa de Cristo para Sua Igreja: “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Apocalipse 3:21).
O profeta Daniel predisse a mesma coisa: “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão” (Daniel 7:27).
Cristo não tem planos de mudar o mundo sozinho. Na Sua vinda, Seus servos fiéis serão imediatamente transformados de carne e osso em seres espirituais imortais e O ajudarão. Paulo explicou:
“E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.”
(1 Coríntios 15:50-53)
Estes seres transformados se sentarão com Jesus Cristo no Seu trono. Eles servirão como professores e administradores durante Seu reinado milenar.
Há muito tempo Deus também prometeu: “Está chegando o tempo em que farei com que de Davi venha um descendente [o Messias], que seja um rei justo. Esse rei governará com sabedoria e fará o que é certo e honesto no país inteiro. Quando isso acontecer, o povo de Judá ficará seguro, e o povo de Israel viverá em paz” (Jeremias 23:5-6, BLH).
A restauração de todas as tribos de Israel como uma nação sob o reinado do Messias é predita repetidamente nos escritos dos profetas.
Por intermédio de Ezequiel, Deus diz:
“Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.”
(Ezequiel 37:21-22)
E através de Jeremias:
“Por isso, agora, assim diz o senhor, o Deus de Israel, acerca desta cidade [Jerusalém], da qual vós dizeis: Já está dada nas mãos do rei da Babilônia, pela espada, e pela fome, e pela pestilência. Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os houver lançado na minha ira, e no meu furor, e na minha grande indignação; e os tornarei a trazer a este lugar e farei que habitem nele seguramente. E eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. E lhes darei um mesmo coração, e um mesmo caminho, para que me temam todos os dias.”
(Jeremias 32:36-39)
Visto que Cristo constituirá Jerusalém como Sua capital, o primeiro povo a experimentar os efeitos de seu governo será o reino restaurado de Israel. Como seu Rei, imediatamente Ele vai estabelecer uma estreita relação de trabalho com eles:
“E farei com eles um concerto de paz; e será um concerto perpétuo; e os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E as nações saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles, para sempre.”
(Ezequiel 37:26-28)
O povo de Israel terá um papel essencial em ajudar outras nações a implementar os caminhos de Deus. Uma vez que Deus tenha perdoado seus pecados, Jesus Cristo vai começar a utilizar a humilde e arrependida Israel para difundir o conhecimento da lei de Deus para outras nações. O mundo inteiro gradualmente se submeterá administrativamente sob um código de lei unificado, a lei de Deus. Jesus coordenará tudo isso, reinando sobre as nações, desde Jerusalém. Finalmente, o mundo vai aprender a obedecer a lei de Deus.
Acerca da nação restaurada de Israel durante o reinado milenar de Cristo, Deus diz: “Eis que . . . e os sararei, e lhes manifestarei abundância de paz e de verdade. E removerei o cativeiro de Judá e o cativeiro de Israel e os edificarei como no princípio; e os purificarei de toda a sua maldade com que pecaram contra mim e perdoarei todas as suas iniquidades . . . E esta cidade [Jerusalém] me servirá de nome de alegria, de louvor e de glória, entre todas as nações da terra que ouvirem todo o bem que eu lhe faço; e espantar-se-ão e perturbar-se-ão por causa de todo o bem e por causa de toda a paz que eu lhe dou” (Jeremias 33:6-9).
Conforme o povo de Israel aprenda a seguir os caminhos de Deus, o exemplo deles inspirará outras nações a buscar o mesmo modo de vida e a querer colher as mesmas bênçãos:
“Assim, virão muitos povos e poderosas nações buscar, em Jerusalém, o senhor dos Exércitos e suplicar a bênção do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.”
(Zacarias 8:22-23)
As nações verão que cumprir a lei de Deus vale a pena. E virão a Jerusalém para aprender como podem aplicá-la em suas próprias terras: “E irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à Casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e nós andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém” (Miquéias 4:2). E, finalmente, “a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9).
Com Jesus Cristo como Rei, Jerusalém será o centro de aprendizagem para o mundo. A Palavra de Deus, a Bíblia, providenciará uma base sólida para o desenvolvimento da educação e do conhecimento:
“Assim será a palavra que sair da minha boca . . . fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei. Porque, com alegria, saireis e, em paz, sereis guiados; os montes e os outeiros exclamarão de prazer perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão palmas. Em lugar do espinheiro, crescerá a faia, e, em lugar da sarça, crescerá a murta; isso será para o Senhor por nome, por sinal eterno, que nunca se apagará.”
(Isaías 55:11 -13)
A prosperidade aumentará, enquanto que o crime e a corrupção acabará: “Por cobre trarei ouro, e por ferro trarei prata, e, por madeira, bronze, e, por pedras, ferro; e farei pacíficos os teus inspetores e justos, os teus exatores. Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição, nos teus termos” (Isaías 60:17-18).
Entretanto, é preciso muito mais do que o mero conhecimento para produzir paz e cooperação duradoura. A mudança espiritual também é necessária. E essa a mudança espiritual do povo de Israel irá inspirar outras nações a admirar seu estilo de vida e vão querer imitá-lo:
“Dize, portanto, à casa de Israel . . . pelo meu santo nome . . . E vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. Então, espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.”
(Ezequiel 36:22-27)
A restauração espiritual da humanidade é a transformação mais importante que irá ocorrer durante este período milenar, quando o mundo será mudado. “Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jeremias 31:33, ARA; Hebreus 8:10).
De uma maneira fenomenal, o Espírito de Deus transformará as pessoas. A obediência será generalizada, as pessoas manifestarão atitude de liderança honrosa e desfrutarão de uma sociedade estável: “E te restituirei os teus juízes, como eram dantes, e os teus conselheiros, como antigamente; e, então, te chamarão cidade de justiça, cidade fiel” (Isaías 1:26).
As mudanças serão permanentes e continuarão ao longo das gerações subsequentes: “E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra . . . para que eu seja glorificado. O menor virá a ser mil, e o mínimo, um povo grandíssimo. Eu, o Senhor, a seu tempo o farei prontamente” (Isaías 60:21-22).
Cada nova geração vai continuar essa tradição de justiça: “E todos os teus filhos serão discípulos do senhor; e a paz de teus filhos será abundante” (Isaías 54:13). As pessoas em todo o mundo vão notar e respeitarão o seu exemplo: “E a sua posteridade será conhecida entre as nações, e os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os conhecerão como semente bendita do Senhor” (Isaías 61:9).
Conforme as pessoas de outras nações vejam o que acontece em Jerusalém e seus arredores, elas também vão querer servir ao Deus vivo: “E aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto, também os levarei ao meu santo monte e os festejarei na minha Casa de Oração . . . porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Isaías 56:6-7).
Finalmente, cairão as barreiras entre Israel e as outras nações. Isto ocorrerá porque todos acabarão percebendo que “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).
Quando as pessoas em todo o mundo começarem a obedecer a Deus, colocando suas prioridades espirituais em primeiro lugar, elas começarão a experimentar uma prosperidade material sem precedentes:
“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto . . . e reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto.”
(Amós 9:13-14)
Isaías compara esse tempo com uma festa perpétua onde há o melhor de tudo: “Neste monte o Senhor dos Exércitos preparará um farto banquete para todos os povos, um banquete de vinho envelhecido, com carnes suculentas e o melhor vinho” (Isaías 25:6, NVI).
Observe esta descrição inspiradora de futuras bênçãos: “Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles”.
“E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi . . . Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 65:21-25, ARA).
Esta visão do reino milenar de Cristo não é uma ilusão, mas, uma promessa real. Jesus Cristo voltará à Terra para transformar espiritualmente Seu povo e estabelecer uma utopia, um Paraíso na Terra. A combinação da remoção da influência de Satanás, da oferta do Espírito de Deus a humanidade e o ensinamento ao mundo das leis e dos caminhos de Deus resultará em mil anos de paz e uma sociedade abençoada muito além dos seus sonhos.
Entretanto, por incrível que pareça, a profecia revela que um período ainda mais surpreendente aguarda a humanidade: o Reino eterno se Cristo, que nunca mais terá fim.
É por isso que somos convocados pela Bíblia a orar por Israel! Você percebeu que lá é o epicentro dos eventos escatológicos? É por isso que Jesus nos instruiu: “Olhai para a figueira” (Lucas 21:29). E há mais:
“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o Verão. Assim também vós: quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo (o reino de Deus), às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração (a que vir todos os sinais mencionados) sem que tudo isto aconteça.”
(Evangelho segundo Marcos 13:28-30; conf. Mateus 24:32-33 e Lucas 21:29-32).
Há uma razão para a Parábola da Figueira, isto é, uma simbologia. À semelhança da oliveira e da videira, a figueira é também muito abundante na terra de Israel, sendo referida várias vezes no Antigo Testamento como um símbolo dessa nação:
“Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova...” (Oséias 9:10).
“Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Do modo por que vejo estes bons figos, assim favorecerei os exilados de Judá, que Eu enviei deste lugar para a terra dos caldeus. Porei sobre eles favoravelmente os Meus olhos, e os farei voltar para esta terra; edificá-los-ei, e não os destruirei, e plantá-los-ei, e não os arrancarei” (Jeremias 24:5-6).
O figo - fruto da figueira - representa assim cada israelita, por vezes classificado por Deus como “intragável”, devido à sua rebeldia e desobediência.
A figueira é um dos 7 produtos da terra de Israel com que Deus abençoou o Seu povo (Deuteronômio 8), e que será também um símbolo de bênção, paz e prosperidade nos dias do Seu Reino vindouro sobre toda a terra (“Assentar-se-à cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do Senhor dos Exércitos o disse” - Miquéias 4:4), tal como foi no “protótipo” do Reino Milenar demonstrado nos dias do grande rei Salomão: “Judá e Israel habitavam confiados, cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão” (1 Reis 4:25).
Israel é o termômetro do mundo. Devemos “olhar para a figueira”, porque será a partir do trono em Jerusalém que Jesus irá governar as nações.
“Foi isto que Isaías, filho de Amoz, viu a respeito de Judá e de Jerusalém: Nos últimos dias o monte do templo do Senhor será estabelecido como o principal; será elevado acima das colinas, e todas as nações correrão para ele.
Virão muitos povos e dirão: ‘Venham, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacó, para que ele nos ensine os seus caminhos, e assim andemos em suas veredas’.
Pois a lei sairá de Sião, de Jerusalém virá a palavra do Senhor. Ele julgará entre as nações e resolverá contendas de muitos povos.
Eles farão de suas espadas arados, e de suas lanças, foices. Uma nação não mais pegará em armas para atacar outra nação, elas jamais tornarão a preparar-se para a guerra.”
(Isaías 2:1-4)
O ministério JesusCopy realizou uma publicação convocando uma assembleia global para esse propósito:
“Ao olharmos hoje para a cidade de Jerusalém, vemos que ela é um objeto de grande controvérsia: as nações, governos, religiões, pessoas e sociedade; todos carregam uma opinião divergente sobre a cidade de Jerusalém.
Mas o fato é que Isaías 62 profetiza um dia em que esta cidade voltará a ter sua glória e ser um objeto de admiração entre todos.
Deus, tendo em vista a conclusão do Seu plano, se compromete a levantar sentinelas sobre os muros, os intercessores, e os convoca a orar de dia e de noite por este propósito. Pessoas que entregam suas vidas para proclamar diante de Deus e dos homens Seu glorioso plano.
Deus está nos dando a oportunidade de nos posicionarmos como intercessores, em favor da cidade de Jerusalem e Seus planos para o povo judeu.
É para um momento como esse que estamos aqui hoje, assim como Ester diante do rei em meio a ameaça da aniquilação do povo judeu.
Queremos te convidar para estar conosco nesse momento histórico, se unido a milhões de cristãos em toda terra. Entre os dias 7 e 28 de maio estaremos reunidos em jejum e oração.”
Mas o fato é que Isaías 62 profetiza um dia em que esta cidade voltará a ter sua glória e ser um objeto de admiração entre todos.
Deus, tendo em vista a conclusão do Seu plano, se compromete a levantar sentinelas sobre os muros, os intercessores, e os convoca a orar de dia e de noite por este propósito. Pessoas que entregam suas vidas para proclamar diante de Deus e dos homens Seu glorioso plano.
Deus está nos dando a oportunidade de nos posicionarmos como intercessores, em favor da cidade de Jerusalem e Seus planos para o povo judeu.
É para um momento como esse que estamos aqui hoje, assim como Ester diante do rei em meio a ameaça da aniquilação do povo judeu.
Queremos te convidar para estar conosco nesse momento histórico, se unido a milhões de cristãos em toda terra. Entre os dias 7 e 28 de maio estaremos reunidos em jejum e oração.”
Essa convocação a orar por Israel está embasada em Isaías 62:
“Por meu amor misericordioso para com Tsión, Sião, não deixarei de agir, por compaixão a Jerusalém não descansarei enquanto a sua justiça não resplandecer como o romper da aurora, e a sua salvação como as chamas de uma grande tocha.
Eis que as nações contemplarão a sua justiça, e todos os reis e governantes da terra, a sua glória; tu, ó Israel, serás chamada por um novo nome que a própria boca de Yahweh te conferirá!
Serás um maravilhoso diadema nas mãos do Eterno, uma coroa real na mão do seu Deus.
Ó Israel, tua terra não mais será chamada ‘Desprezada’ nem ‘Abandonada’. Tu serás honrada e chamada Hefzibá, O Meu Prazer Nela Está; e sua terra: Beulá, Casada, porquanto o SENHOR terá grande prazer em ti, e a tua terra estará desposada!
Do mesmo modo como um jovem se casa com sua noiva, assim teus filhos se casarão contigo; e, da mesma maneira como o noivo se alegra da noiva, assim também o teu Deus se alegrará de ti.
Ó Jerusalém, coloquei sentinelas sobre os teus muros, que jamais deixarão de estar atentos, dia e noite, sem descansar. Para vós, vigias, que clamais incessantemente a Yahweh, não há trégua!
Também não deixes que o Eterno descanse, até que tenha reconstruído Jerusalém, fazendo dela uma cidade elogiada no mundo todo.
Yahweh jurou pela sua destra e pelo seu braço forte: ‘Não tornarei a dar o teu trigo como alimento aos teus inimigos, nem os estrangeiros tornarão a beber do teu vinho, aquele com que tu te afadigaste produzindo.
Entretanto, aqueles que ceifaram o trigo o comerão, louvando a Yahweh, aqueles que juntaram as uvas delas beberão alegremente nos pátios do meu Templo, os meus átrios sagrados!’
Passai, passai pelos portões! Preparai um caminho para o meu povo. Construí, construí a estrada, removei as pedras. Erguei uma bandeira para as nações!
Em verdade, Yahweh faz ouvir a sua voz até os confins da terra: ‘Dizei à Filha, cidade de Sião: Eis que o teu Salvador está chegando, eis com ele a sua recompensa e o seu galardão está seguro em sua mão.
Eles serão chamados ‘Povo Santo’, ‘Redimidos de Yahweh’; e tu serás chamada ‘Querida’, ‘Cidade Não Desprezada’!”
(Isaías 62:1-12)
ORE POR ISRAEL! O apóstolo Paulo foi claro em suas palavras: “Uma vez mais pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem prostrados sobre a terra? De forma alguma! Antes, pela sua transgressão veio a salvação para os gentios, para provocar ciúme em Israel. Contudo, se a transgressão deles constitui-se em riqueza para o mundo, e o seu insucesso, fortuna para os gentios, quanto mais significará a sua plenitude!” (Romanos 11:11-12). O que isso significa? Que o tropeço de Israel (descendência de Abraão, com quem Deus fez a aliança) resultou na salvação dos gentios (nós!). E, se o tropeço deles gerou algo tão glorioso pra nós (a salvação!), que fomos enxertados na videira, imagina só o que a plenitude deles não trará! Na verdade, não são “eles”, mas “nós”, o povo de Deus.
E o que resultará na plenitude de Israel? O retorno de Jesus. O local preparado para receber o Messias, o Filho de Davi que sentará no trono em Jerusalém e governar o mundo. É isso!
Faça uma consagração por Israel. Ore, jejue. Seja esse sentinela de Jerusalém o qual Isaías 62 descreve!
E como orar e jejuar por Israel? Em resumo, faça o passos a seguir:
1) Interceda para que o coração dos judeus se converta ao Senhor e que eles reconheçam Jesus como o Messias prometido.
“Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”
(Jeremias 31:33)
2) Ore para que o Senhor levante intercessores que amarão Israel e não darão descanso ao Senhor.
“Ó Jerusalém, sobre os teus muros pus guardas que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; ó vós, os que fazeis lembrar ao Senhor, não haja descanso em vós.”
(Isaías 62:6)
3) Jejue enquanto pede pelo cumprimento profético das promessas de Deus. Daniel também orou e jejuou para que se cumprissem as promessas de Deus.
Vamos!
(Referências bibliográficas: https://www.youtube.com/watch?v=NNSrAREZ1Nk; https://www.gotquestions.org/Portugues/reino-milenar.html; https://www.abiblia.org/ver.php?id=5551; https://portugues.ucg.org/ferramentas-de-estudo-da-biblia/guias-de-estudo/voce-pode-entender-a-profecia-biblica/o-reino-milenar-de-jesus-cristo; https://www.instagram.com/p/CrzcI7DulsW/?igshid=YmMyMTA2M2Y=; https://www.instagram.com/p/Cr0jUEIu-gw/)
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