A TRAGÉDIA DE ATLAS

A inferência fatídica da intelectualidade é a melancolia, sendo a solitude sua confrade.

O fardo do saber acarreta o vislumbrar do que se apresenta diante dos olhos e no âmago da alma de maneira obstinadamente perscrutatória, abnegando o bálsamo proveniente da insciência.

O douto exercício verte-se na tragédia de Atlas, na constatação do rei Salomão de que tudo é vaidade e não há nada de novo debaixo do sol, no profundo abatimento de Kafka.

O aparelho cognitivo apreende o que está posto enquanto geme por não sistematizar os mistérios do que se chama realidade, mediante a coarctação de suas funções inerentes a posteriori da sentença: “Maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3:17-19).




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