AS VICISSITUDES INERENTES À PSIQUÉ HUMANA

As vicissitudes inerentes à “psiqué” humana ratificam a lacuna existencial consequente da decisão adâmica, que, em vista de contemplar o apanágio do ser autônomo, obteve antes a subordinação aos grilhões oriundos do fato de que, uma vez as naturezas vitais maculadas pelo pecado, anula qualquer possibilidade de livre-arbítrio ontológico ao indivíduo.

Faz-se mister, portanto, uma intervenção externa ao próprio indivíduo, pois deste há a incapacidade de originar qualquer autonomia.

Tal intervenção necessita de uma irresistibilidade o suficiente a fim de suprimir a conspurcação impregnada nas esferas substanciais biológicas, psicológicas e espirituais do ser.

Necessita ser uma ação tamanha que dê vazão à potência aristotélica desse ser, não para que ocorra um fim próprio calcado no ineditismo, todavia, antes, constituir-se-ia num retorno à originalidade do que a tradição teológica denomina “imago Dei”.




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