QUANDO A MORTE É VIDA

Você considera sua vida preciosa?

Pense bem.

Independente da sua resposta, quero te dar uma informação: sabia que a resposta de um homem chamado apóstolo Paulo de Tarso era “não” para essa pergunta?

Conforme ele escreveu e está relatado na Bíblia:


“Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.”

(Atos 20:24)


Sim, meu amigo. Na verdade, Paulo considerava seu propósito de pregar o evangelho como algo precioso. Quanto à sua vida, não fazia muita diferença ao seu ver, no fim das contas.

Tal concepção pode assustar muitos, simplesmente por entender-se que o contrário de “vida” é “morte”.

“Como alguém não tem medo da morte?!”, podem perguntar, assustados.

Fato é que nossa cosmovisão (ou visão de mundo) é formada por tudo aquilo que consumimos: os livros que lemos, os filmes e programas de TV que assistimos, as pessoas com quem conversamos, os lugares que visitamos, etc.

Isso é natural. E as crianças são ainda mais assim. Elas são como esponjas, que absorvem tudo.

Se formos falar, por exemplo, do assunto morte, é possível que muitos fiquem com um frio na barriga só de ouvir essa palavra. Mas por que? Será que sempre foi assim? O que é a morte?

Já começo dizendo que: não, nem sempre foi assim. Antigamente, no passado, a morte era exposta. A pessoa morria e ficava o corpo na cama nove horas, dez horas, até que se resolvesse, porque não tinha o sistema funerário que tem hoje.

Na Peste Negra, que acometeu principalmente a Europa na Idade Média, os corpos ficavam amontoados nas ruas das cidades, por falta de covas.

Segundo uma matéria do portal Aventuras na História, “a peste negra foi responsável por mudar a relação dos europeus com a morte. Isso porque, antes, os cemitérios seriam usados como espaços de socialização”. E acrescenta-se:


“Os cemitérios eram espaços comuns que ficavam no centro da vida paroquial, mais parecidos com mercados de rua do que qualquer coisa. Bandas de atores viajantes encenavam peças de teatro, as pessoas jogavam futebol, dançavam, bebiam e lutavam no terreno sagrado.”


Parênteses aqui: com isso, não quer dizer que o cemitério não deve ser um local respeitado. Entretanto, o que se vê em muitas manifestações sócio-culturais é que o cemitério é um ambiente sombrio, soturno. Não é sem motivo que filmes de terror retratam esses locais como assombrados. Mas, na Europa antiga, os cemitérios não eram vistos dessa forma, mas com mais leveza e familiaridade.

Além disso, aqui mesmo no Brasil de outrora, os velórios eram costumeiramente realizados na sala da casa do falecido, com direito a comida e tudo o mais para os presentes.

Outra coisa: o modo de se lidar com a morte varia de cultura para cultura. Os indonésios da região de Sulawesi do Sul, na Indonésia, tem o costume de desenterrar, limpar e conviver um tempo com os cadáveres de amigos e familiares. O ritual é chamado “Cerimônia de Limpeza de Corpos”, praticado no mês de agosto.

Nos tempos modernos, a morte ganhou uma conotação mais distante das pessoas. Os filmes do gênero “Terror” tem boa parcela de contribuição nisso. Afinal, a morte quase sempre é retratada como algo macabro, sinistro, assustador. É a personificação do mal em certos personagens e localidades.

Muitos gregos, como o filósofo Platão (428 a.C.-347 a.C.), enxergavam a morte como uma espécie de “libertação da alma”.

Agora, o que a Bíblia diz sobre a morte?

Jesus Cristo foi enfático: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

O próprio Cristo foi morto, mas ressuscitou ao terceiro dia. Sobre isso, Paulo escreveu: “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1 Coríntios 15:16-17).

Falando no apóstolo, é incrível a maneira libertadora como ele mesmo enxergava a morte. Olhe só estas palavras: “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

Serenidade total na hora de falar de um assunto tão delicado! Não imagino Paulo com um frio na espinha, mesmo sendo gente como a gente, mas totalmente confiante em quem cuidava dele.

Como eu disse, Paulo é gente como a gente, de carne e osso, portanto esse nível de fé é alcançável por todo aquele que assim buscar.

Isso explica o que abordamos no começo do texto: Paulo não considerava sua vida preciosa porque o modo que ele enxergava o tema “vida/morte” era de forma leve, esperançosa e gloriosa. Para o apóstolo, a morte era tão somente uma porta de entrada para a eternidade!” Ou então, em outras palavras, para Paulo a morte era vida, porque a morte não representava o fim, mas sim o começo de tudo (da verdadeira vida).

Foi por isso que ele afirmou:


“Sinto-me conclamado pelos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é infinitamente melhor; mas, entendo que, por vossa causa, é mais necessário que eu permaneça no corpo.”

(Filipenses 1:23-24)


Incrível! Paulo considerava melhor morrer nesta realidade terrena porque, num piscar de olhos, ele estaria desfrutando da vida eterna ao lado do seu Senhor. Porém, ele entendia a necessidade (foco para “necessidade”, e não capricho, ou entender essa breve jornada como se fosse um definitivo parque de diversões) de estar vivo ainda por um tempo pelas bandas terrenas a fim de cumprir seu propósito de expandir o Reino.

Ressalta-se que Paulo não possuía essa compreensão a respeito da morte simplesmente por uma postura estóica ou por relativizar a vida. O segredo de Paulo é que ele sabia quem cuidava e guardava sua vida, a saber, Jesus Cristo. Afinal, foi o próprio que ensinou:


“Porquanto quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, encontrará a verdadeira vida.”

(Mateus 16:25)


Em outras palavras: quem considerar essa vida preciosa demais a ponto de não cumprir o propósito, vai perder a verdadeira vida.

Os pais da Igreja deram continuidade ao legado apostólico. Inácio de Antioquia (discípulo do apóstolo João, bispo de Antioquia da Síria entre 68 e 100 ou 107), foi jogado aos leões do Coliseu de Roma devido à sua profissão de fé em Jesus Cristo. Mas, até o fim, manteve-se firme, pois sabia que a morte não era um ponto final:


“Coisa alguma visível e invisível me impeça que encontre a Jesus Cristo. Sou trigo de Deus e sou moído pelos dentes das feras, para encontrar-me como pão puro de Cristo.”


Prova disso é a mesma confiança vista nas palavras do pastor Billy Graham:


“Um dia você vai ouvir que Billy Graham morreu. Não acredite nisso. Naquele dia, eu vou estar mais vivo do que nunca! Vou ter apenas mudado de endereço”.


Meu irmão, minha irmã... que confiança!

Há ainda uma história maravilhosa do encontro de John Wesley com os morávios. Lembra daquela pergunta inicial de se consideramos nossa vida como preciosa? Bom, havia um grupo de cristãos que não considerou nem um pouco preciosa, e deixou um dos maiores heróis da fé de toda a história com uma pulga atrás da orelha.

No mesmo navio, “Simmonds”, em que Wesley e seus companheiros viajaram para Georgia, 25 morávios sob a liderança do bispo Davi Nietchmann, também se dirigiam para o novo mundo. Wesley mal havia se instalado no seu camarote quando decidiu aprender o alemão para poder se comunicar com essa gente. Apenas três dias após o embarque, ele se referiu, em seu diário, aos morávios como “pessoas que deixaram tudo pelo Mestre, e que têm realmente aprendido dele, sendo mansos e humildes, mortos para o mundo, cheios de fé e do Espírito Santo”.

Diversos eventos durante a viagem confirmaram para ele a primeira impressão. Eles faziam, aparentemente com alegria, tarefas tidas como as mais humildes, dizendo que “fazia bem aos seus corações altivos”. Mas foi numa tempestade feroz, que aterrorizou os passageiros ingleses e até os tripulantes, que Wesley notou a grande coragem dos alemães. Mesmo no auge da tempestade, continuaram seu culto costumeiro, nem parando de cantar, apesar de tudo indicar que o navio não fosse aguentar a força do mar em revolta.

Após o culto, Wesley perguntou a um deles se não havia ficado com medo. Ele respondeu singelamente: “Graças a Deus, não”. Não inteiramente satisfeito, Wesley indagou sobre as mulheres e crianças. A resposta veio: “Não, nossas mulheres e crianças não têm medo de morrer”.

Mais tarde, quando chegaram à terra o pregador Morávio, Spangenberg, perguntou a John:

“Você conhece Jesus Cristo?” Esta pergunta perturbou-o durante os dois anos seguintes.

De regresso a Inglaterra, John Wesley procurou o pregador morávio, Peter Böhler, que lhe deu o célebre conselho: “Pregue a fé até conseguir tê-la; e depois, porque já a tem, pregará a fé”.

Quando se fala em morte, muitos evitam o assunto. Mas o interessante é que as Escrituras abordam exaustivamente sobre essa pauta.

Leia:


“É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério.

A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração.

O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o do tolo, na casa da alegria.”

(Eclesiastes 7:2-4)


A própria Palavra afirma que refletir sobre a brevidade dessa vida deve ser um assunto de “mesa” para nós.

Eu acredito que, se Pedro pudesse “descer de elevador” aqui na Terra para nos fazer uma visita, umas das primeiras coisas que ele iria dizer seria:


“Amados, exorto-vos como a peregrinos e estrangeiros a vos absterdes das paixões da carne, que batalham contra a alma.”

(1 Pedro 2:11)


Sim, ele iria dizer algo que ele já disse no passado, porque os tempos passam, mas a Palavra continua a mesma!

Creio que Pedro iria “puxar a nossa orelha” no sentido de que, se nós somos chamados pela própria Bíblia de “estrangeiros” e “peregrinos” neste mundo, por que não estamos vivendo de tal forma? Por que parece que gostamos desse século? Por que parece que, ao invés de sairmos de nossas tendas, queremos estabelecê-las?

Talvez seja por isso que a morte ganhou uma conotação tão macabra: estamos tão apegados a esta vida terrena que não queremos deixá-la!

Não canso de refletir sobre os dizeres de Paulo: “Viver é Cristo, morrer é lucro (ou ganho)”.

E ele continua:


“Caso continue vivendo no corpo, certamente apreciarei o fruto do meu labor. Mas já não sei o que escolher. Sinto-me conclamado pelos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é infinitamente melhor; mas, entendo que, por vossa causa, é mais necessário que eu permaneça no corpo. Portanto, imbuído dessa confiança, creio que vou permanecer e continuar com todos vós, para o vosso progresso e alegria na fé, a fim de que, pela minha presença, uma vez mais a vosso louvor e glória em Cristo Jesus transborde por minha causa.”

(Filipenses 1:22-26)


Em outras palavras, o apóstolo está dizendo: “Olha, eu preferia morrer porque, dessa forma, estaria na glória com meu Jesus que vivo está! Porém, eu ainda tenho um propósito pra cumprir aqui na Terra, a fim de edificar o Corpo e ser sal e luz”.

Quando a gente vê essas e outras palavras, ganhamos uma confiança no sentido de que é possível chegar em um nível tão sublime de fé.

Uma linda descrição do que a morte representa para o salvo em Cristo é a do escritor britânico C.S. Lewis (1898-1963) no livro “A Última Batalha”, de “As Crônicas de Nárnia”:


“E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior.”


Agora, a pergunta de um milhão de dólares é: como adquirir a serenidade paulina diante de um assunto que causa medo em 99,9% das pessoas? A resposta é simples: entendendo que Deus possui controle sobre absolutamente tudo, inclusive sobre a morte.

Vejamos o seguinte episódio bíblico:


“Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele Isaías, o profeta, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.

Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor.

E disse: Ah! Senhor, lembra-te, peço-te, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo.

Então veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo:

Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescento sobre os teus dias quinze anos.”

(Isaías 38:1-5)


Incrível! Claramente as Escrituras demonstram que o Senhor é soberano sobre a morte, e isso desde antes do sacrifício vicário de Jesus Cristo, que retirou de vez o poder da morte – que estava ligado ao poder do pecado sobre a vida humana.

Falando no apóstolo Paulo, ele mesmo viveu e demonstrou esse controle divino diante da morte:


“Uma vez em terra, descobrimos que a ilha se chamava Malta. Os habitantes da ilha mostraram extraordinária bondade para conosco. Fizeram uma fogueira e receberam bem a todos nós, pois estava chovendo e fazia frio. Paulo ajuntou um monte de gravetos; quando os colocava no fogo, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se à sua mão. Quando os habitantes da ilha viram a cobra agarrada na mão de Paulo, disseram uns aos outros: ‘Certamente este homem é assassino, pois, tendo escapado do mar, a Justiça não lhe permite viver’. Mas Paulo, sacudindo a cobra no fogo, não sofreu mal nenhum. Eles, porém, esperavam que ele começasse a inchar ou que caísse morto de repente, mas, tendo esperado muito tempo e vendo que nada de estranho lhe sucedia, mudaram de ideia e passaram a dizer que ele era um deus.”

(Atos 28:1-6)


Entende o porquê de grandes personagens bíblicos e heróis da fé não temerem a morte? O segredo está na compreensão de que Deus comanda o dia e a hora em que vamos partir. Conforme escreveu o salmista:


“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.”

(Salmos 139:16)


E também no livro de Jó:


“Tu já avaliaste quantos meses e dias cada ser humano vai viver; o tempo de vida de cada pessoa já está decidido, e não há ninguém que possa mudar isso!”

(Jó 14:5)


E, se Ele quiser, pode acrescentar quantos dias mais for de Sua vontade, como no caso de Ezequias e do apóstolo João, o único que não foi martirizado, pois lhe foi incumbido o propósito de escrever as palavras do livro de Apocalipse, quando estava exilado na ilha de Patmos.

Em seu livro “Uma Vida com Propósitos”, o pastor Rick Warren disserta (pág. 33-34):


“Esta vida não é tudo o que há.

A vida é apenas um ensaio geral, antes da verdadeira produção. Você passará muito mais tempo do outro lado da morte – na eternidade – do que aqui. A terra é um lugar de preparação, a pré-escola, o vestibular para sua vida na eternidade. É o treinamento coletivo que ocorre antes do jogo; a volta de aquecimento antes do início da corrida. Esta vida é uma preparação para a próxima.

(...)

Você viverá no máximo cem anos sobre a terra, mas para sempre na eternidade. O seu tempo na terra é, como disse Thomas Browne, ‘apenas um parêntese na eternidade’. Você foi feito para ser eterno.

(...)

Um dia, o nosso coração parará de bater. Então será o fim de seu corpo e de seu tempo na terra; mas não será o fim. Seu corpo terreno é apenas uma residência temporária de seu espírito. A Bíblia chama o nosso corpo terreno de ‘temporária habitação’, mas se refere ao nosso futuro corpo como uma ‘casa’. A Bíblia diz: ‘De fato, nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na terra, Deus nos dará, para morarmos nela, uma casa no céu. Essa casa não foi feita por mãos humanas; foi Deus quem a fez, e ela durará para sempre’.

(...)

Quando você compreender plenamente que há mais na vida que apenas o aqui-e-agora e perceber que a vida é apenas uma preparação para a eternidade, você começará a viver de forma diferente. Você começará a viver à luz da eternidade, e isso lhe dará nova perspectiva de como lidar com cada relacionamento, tarefa ou circunstância.”


Portanto, que não apenas o assunto “morte”, mas qualquer outro tipo de assunto, seja formado em nossa mente a partir do que diz a Bíblia Sagrada! Dessa forma, não teremos frio na espinha, na barriga ou em qualquer outro lugar, mas sim uma confiança no senhorio absoluto de Cristo!




(Referências bibliográficas: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/amp/noticias/almanaque/peste-negra-qual-o-destino-dos-cadaveres-mortos-pela-pandemia.phtml; https://aventurasnahistoria.uol.com.br/amp/noticias/galeria/historia-manene-o-ritual-indonesio-que-desenterra-corpos.phtml; https://filosofianaescola.com/metafisica/dualismo-de-corpo-e-alma-de-platao/; http://jonatasjoao316.blogspot.com/2010/03/john-wesley-seu-encontro-com-os.html?m=1)




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