SINAIS E MARAVILHAS

Nossa referência de igreja deve ser a igreja de Atos.

E a nossa saúde ministerial será medida com o quão próximos ou distantes estamos da igreja de Atos.

Eu creio no Grande Avivamento que precederá a volta de Cristo. Creio que muitas cidades serão focos de avivamento, conforme aconteceu em Asbury há poucos meses atrás. Creio que aquela visão de Billy Graham que o Brasil será o celeiro do avivamento que se espalhará pelo mundo é real.

E os avivamentos que aconteceram ao longo da História, assim como os que virão a acontecer, possuem sua base fundamentada no avivamento de Atos 2. Este Avivamento de Jerusalém foi um molde (ou tipo) dos avivamentos posteriores.

Por sua vez, a igreja de Atos estava sob dois pilares: profético e apostólico. Ou seja, a literatura veterotestamentária, a Lei e os profetas serviam como um dos pilares (cf. Lucas 16:29); somado a isso, havia a doutrina ensinada por Jesus aos apóstolos, e repassada aos demais membros do Corpo (cf. Marcos 16:15).

E como a igreja de Atos vivia?

As Escrituras e o poder de Deus andavam em perfeito equilíbrio, assim como as duas asas de um pássaro.

Eles viviam sinais extraordinários: a sombra de Pedro curava (Atos 5:15), visitações de anjos eram normais e corriqueiras (Atos 12:15), as conversões ocorriam em massa, aos milhares (Atos 2:41).

Em suma, a Bíblia enfatiza:


“Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos.”

(Atos 5:12)


Viver sinais e maravilhas deveria ser algo normal para a Igreja de hoje. Não deveríamos duvidar de que Deus pode fazer simplesmente porque Ele é o mesmo. Como escreveu o pastor Leonardo Ravenhill, não devíamos indagar onde está o Deus de Elias, mas sim onde estão os Elias de Deus. Ou seja, talvez não vivamos os mesmos milagres que Elias viveu porque não temos a mesma fé que Elias tinha.

Ressalta-se que estes sinais e maravilhas não se restringiram ao tempo apostólico. Ao longo da História, a Igreja também viveu sinais e maravilhas, avivamentos e experimentações do poder de Deus, conforme o relato:


“Na época, havia nas casas dos puritanos um quarto reservado para momentos de oração. Geralmente se tratava de um cômodo bastante simples, com uma cadeira, uma mesa, a Bíblia e além disso, quando muito, um diário. Quem usava o quarto de oração na casa de Edwards era sua mulher, Sarah Pierpont. Ninguém menos que Martyn Lloyd-Jones, talvez o maior pregador do século 20, conta que, em uma das vezes em que regressava à casa, ao dirigir-se ao quarto de oração para deixar o casaco, Jonathan Edwards encontrou a mulher como que flutuando acima da cama, em decorrência da ação do amor de Cristo sobre ela. O fato foi registrado por ele em um de seus tratados sobre o avivamento e serve para mostrar que avivamentos podem ser caracterizados por sinais extraordinários.”

(FERREIRA, Franklin. Avivamento Para a Igreja: o papel do Espírito Santo e da oração na renovação da igreja. Pág. 66)


Ora, então por que há dúvidas quanto a possibilidade da Igreja de hoje viver experiências não apenas similares, mas maiores?

Todavia, sermos internacionais em experimentar o sobrenatural não exclui o fato de enxergarmos Deus na cotidianidade, de haver poder na comunhão dos santos, de o mero partir do pão ser digno de maravilhamento assim como a cura de um cego de nascença. Afinal, a Igreja de Atos também vivia esse aspecto:


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.

E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo.

E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.”

(Atos 2:42-47)


Perceba que, além do “shaba”, havia também profundidade nas Escrituras, pois todos perseveravam na doutrina dos apóstolos.

E olhe bem o que diz o versículo: “Comiam juntos com alegria e singeleza de coração”. Isto é, eles não viam Deus apenas nas manifestações grandiloquentes, mas também no simples.

Meus amigos, nós como Igreja precisamos nos reunir mais pra jogar conversa fora, pra ir no cinema, pra jogar videogame, pra passear... há poder nisso! Igreja não consiste em ir no culto e só – afinal de contas, você consegue fazer amizade com alguém e nutrir relacionamento só em uma hora e meia de culto?!

O avivamento virá também através do relacionamento. A Bíblia diz que o próprio Senhor acrescentava pessoas àquela Igreja, pois era um ambiente tão saudável e cheio de amor que eles estavam preparados para acolher mais e mais pessoas.

Que possamos buscar viver tanto o “dunamis” (poder explosivo do Espírito Santo) quanto enxergar Deus na simplicidade do dia a dia! Dessa forma, virá o avivamento esperado!




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