UM PASTOR BATISTA NA CAPA DA ROLLING STONE

Você sabia que um pastor batista já foi capa da Rolling Stone?

Para quem não sabe, a revista Rolling Stone é um dos maiores ícones da história da música pop e da cultura mundial.

Essa revista fundada no remoto ano de 1967, no estado norte-americano da Califórnia, dedicada a falar sobre música, entretenimento, política e afins, viu sua capa tornar-se sonho de consumo, a ponto de virar uma canção, a exemplo da composta pelo grupo Dr. Hook & the Medicine Show.

Estar na capa da RS era sinônimo de “zerar a vida”.

E um pastor batista estar com o rosto estampado em um dos maiores veículos culturais da história demonstra que o discurso religioso não se restringe às quatro paredes do templo.

Martin Luther King Jr. Foi ele que, na data de 7 de abril de 1988, foi capa da revista Rolling Stone.

O homem mais importante da história moderna dos Estados Unidos, com uma atuação ímpar na luta em prol dos direitos civis.

Sua influência é tão grande que Barack Obama, então presidente dos Estados Unidos, prestou juramento sobre a Bíblia que pertenceu ao Dr. King, na sessão solene de posse para seu segundo mandato, em 2013.

Há em Washington – mesmo local em que MLK liderou a famosa marcha em 1963, onde fez seu lendário discurso “Eu tenho um sonho” nos degraus do Lincoln Memorial – um monumento em sua homenagem.

Confira algumas outras marcas desse que é um dos principais nomes não apenas do século XX, mas de toda a História:


1) Em 1964 recebeu o Nobel da Paz, se tornando a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio até então.

2) Anualmente há na terra do Tio Sam a celebração do feriado Martin Luther King Day. A celebração é feita sempre na terceira segunda-feira de janeiro, sem possuir data fixa. A ideia é realizar as festas próximo ao aniversário do ativista, nascido em 15 de janeiro de 1929. O primeiro estado norte-americano a adotar o feriado foi Illinois, em 1973. Em 1986, o Martin Luther King Dayse tornou feriado nacional.

3) A National Basketball Association (NBA), liga norte-americana de basquete, realiza todo ano diversas homenagens e atividades na data, além de programar muitos jogos. A única temporada que não teve celebração foi a de 1998-1999, já que o calendário daquela edição começou no início de fevereiro.

4) MLK já foi retratado em diversos filmes, dentre eles “Selma – Uma Luta pela Igualdade” (2015), que conta a história de luta de Martin Luther King Jr. para garantir o direito de voto dos negros. Em 1965, King liderou uma marcha épica de Selma a Montgomery, Alabama. A marcha estimulou a opinião pública estadunidense e convenceu o presidente Lyndon Johnson (1963-1969) a implementar a Lei dos Direitos de Voto, em 1965, que pôs fim às práticas eleitorais discriminatórias, decorrentes da segregação racial nos EUA.

5) Em 18 de fevereiro de 1957, Dr. King foi capa da revista Time, um dos principais veículos de comunicação do planeta.


Martin Luther King estar na capa da Rolling Stone – o que muitos classificariam como algo destinado apenas aos rockstars, devido à especialidade musical da revista – demonstra que o discurso teológico não pode ser algo de nicho, mas sim ter penetração no âmbito social. Afinal, a cosmovisão bíblica do menino de Atlanta foi essencial para pautar sua luta política.

Em uma ministração no Céu na Terra Movement, realizada em 2017, o pastor Gustavo Paiva comentou sobre uma transição geracional, no tocante à nossa geração acreditar mais em uma luta pela inteligência (Salomão) do que uma luta pela espada (Davi). Muitos ainda não captaram essa verdade, e estão agindo como Pedro que cortou a orelha do soldado Malco, isto é, impedindo que o mundo ouça o que a Igreja tem a dizer.

Creio que o manto de Martin Luther King está sobre nossa geração. Isso significa que estamos indagando: a Igreja tem respondido às questões propostas pelo mundo? E, a partir desse entendimento, não há de se pedir para que Jesus envie fogo dos céus (cf. Lucas 9:54), “pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los” (vv. 55).

Estamos compreendendo que os eventos escatológicos já começaram a acontecer há um tempo e nos localizamos num clímax apocalítico. Portanto, sabemos que os campos estão brancos, e o “ekballo” urge!

Para isso, há de se ter a sabedoria de MLK, que foi um pastor batista, mas não dialogou apenas com um nicho, mas seu discurso penetrou a sociedade.




(Referências bibliográficas: https://rollingstone.uol.com.br/amp/noticia/50-anos-1-rolling-stonei-publicacao-que-revolucionou-cultura-pop-chegava-bancas/; https://www.amazon.com/Martin-Luther-King-Portrait-Generation/dp/B07D6WSQZT; https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/barack-obama-fara-juramento-de-posse-sobre-biblia-que-foi-de-martin-luther-king.html; https://washington.org/pt/visit-dc/martin-luther-king-jr-memorial; https://www.torcedores.com/noticias/2023/01/entenda-por-que-o-martin-luther-king-day-e-tao-importante-na-nba/amp; https://nucleopiratininga.org.br/90-anos-de-luther-king-confira-8-filmes-para-celebrar-um-dos-maiores-lideres-do-seculo-20/; https://content.time.com/time/covers/0,16641,19570218,00.html; https://m.youtube.com/watch?v=gYLrVQZZW1A)




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