EFEITO BORBOLETA
Você já ouviu falar do termo “efeito borboleta?”
Basicamente consiste numa teoria científica que equivale a dizer que o simples bater de asas de uma borboleta no Brasil pode ocasionar um furacão no Texas, nos Estados Unidos.
Em outras palavras, uma pequena ação gera consequências inimagináveis – com impactos gigantescos.
Tal fato nos demonstra que nada é por acaso. Desde uma folha que cai da árvore até um rei que se assenta no trono.
E, devido a nada ser por acaso, todo o “kosmos” está ligado por um teia invisível – e isso só seria possível mediante a existência de um Criador e mente inteligente por trás de tudo, que efetua o ajuste fino de todas as coisas.
Nossa vida não é um acidente. Não somos obra do acaso. A Bíblia deixa isso claro:
“Mesmo antes de criar o mundo, Deus nos amou e nos escolheu em Cristo para sermos santos e sem culpa diante dele.
Ele nos predestinou para si, para nos adotar como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito de sua vontade.”
(Efésios 1:4-5)
Antes de sequer o planeta Terra existir, antes de sermos formados no ventre de nossa mãe, Deus já havia nos separado para viver Seu propósito nessa realidade – e eternamente.
O ano em que nascemos, a geração a qual pertencemos, nossa família, país, cidade... nada disso é por acaso.
O salmista declara:
“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.”
(Salmos 139:16)
Deus nos vê nascendo e morrendo ao mesmo tempo. Quando Deus revelou a José que ele teria uma grande autoridade no futuro (“chronos”), Deus já tinha visto José sentado no trono de governador do Egito. A promessa já tinha acontecido em algum lugar da linha temporal (“kairós”)!
Quando Deus usou o profeta Samuel para ungir Davi rei de Israel, tudo aquilo já era realidade antes de Davi sequer ser concebido.
Quando Jesus fez o chamado a Pedro para ele largar o barco e ir mudar o mundo, Pedro não deve ter entendido nada ao ouvir que de “pescador de peixes” ele seria um “pescador de homens”. Certamente, passou pela sua cabeça: “Como assim? Eu sou sei jogar as redes no mar e pegar os peixes. O que o Nazareno quis dizer com ‘pescador de homens’? Mal sei falar direito!”
Todavia, quando Jesus chamou Pedro, Ele já tinha visto aquilo acontecer. Cristo já tinha visto Pedro curando os enfermos, convertendo multidões e sendo figura essencial no estabelecimento da Igreja.
Mas, espera aí...
Pedro chegou a desistir de tudo. João capítulo 21 relata que Pedro voltou a pescar. Por que, depois de três anos intensos ao lado de Jesus? Porque ele estava atrasado. Havia negado o Seu Mestre e visto-o pendurado no madeiro. Então, Pedro desistiu. Sentia culpa pela negação e tristeza pelo então fim do ministério de Jesus. Messias morto não era Messias, segundo pensavam, pois o Messias haveria de liderar o povo.
Até que Jesus aparece a Pedro, e pergunta-o três vezes: “Tu me amas?”
Ao responder positivamente, Cristo instruiu ao apóstolo: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17).
E Pedro, que havia pendurado a toalha, volta pro jogo.
Pedro não apascentou apenas as ovelhas de seu tempo. As ovelhas apascentadas por Pedro não são somente aquelas que viram o apóstolo presencialmente, que viram alguma pregação ou milagre de sua parte. Não são apenas os membros da Igreja Primitiva.
NÓS também fazemos parte desse aprisco!
Quando Deus chamou Pedro, quando Deus falou para Pedro apascentar as ovelhas, quando Deus formou o embrião de Pedro, Ele estava vendo Pedro apascentar a Igreja de todos os tempos.
Assim como Jesus, quando bradou “está consumado”, pensou em todos os remidos pelo Seu sangue.
Na verdade, o sangue de Jesus gera efeito há muito tempo antes da cruz... desde antes de existir mundo, desde antes da criação de Adão e Eva, desde quando era apenas a Trindade a desfrutar da eternidade, o sangue já estava sobre nós, pois as Escrituras afirmam a respeito daqueles que “tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo” (Apocalipse 13:8).
Você está lendo um texto que fala bastante sobre Pedro... milênios após a existência desse homem.
Mas e se Pedro tivesse desistido? Como as ovelhas seriam apascentadas? Como a “ekklesia” teria sido estabelecida a partir da disseminação do Evangelho? Será que ouviríamos falar do homem que andou sobre as águas, que ouvir de Jesus que era “bem-aventurado”, que foi libertado da prisão por um anjo?
Se Michael Jordan tivesse desistido, o Chicago Bulls teria ganhado os seis campeonatos na NBA?
Se Steve Jobs não tivesse falado para John Sculley parar de fabricar “água com gás” para ter uma chance de mudar o mundo, a Apple seria o que é hoje?
Se os integrantes dos Beatles não tivesse encampado o projeto da banda, a música seria o que é hoje?
Quando você desiste de viver o seu chamado e de cumprir o seu propósito, o mundo não é mais o mesmo. Assim como quando você decide viver o seu chamado e cumprir o seu propósito, o mundo muda para sempre.
Qual é o seu chamado? Qual é o seu propósito?
Não fique pensando em profissão, faculdade, etc. Tudo isso faz parte do processo, mas não te definem. Você é definido pelo sua identidade de FILHO DE DEUS, ou seja, o que você é, e não o que você faz ou tem.
Você foi criado para governar, conforme a ordenança dada a Adão. Você foi criado à imagem e semelhança do Todo Poderoso. Entender isso vai ativar a sua identidade.
Alguém pode pensar: “Ah, se Pedro tivesse desistido, Deus ia dar um jeito. Se eu desistir, nada vai mudar. Deus não precisa de mim!”
A resposta pra isso está no seguinte trecho do livro “Uma Vida com Propósitos”, do pastor Rick Warren (pág. 118):
“Enquanto Jesus andou sobre a terra, Deus trabalhou por meio do corpo físico de Cristo; nos dias de hoje, ele usa seu corpo espiritual. A igreja é o instrumento de Deus na terra. Não devemos apenas ser exemplo do amor de Deus ao nos amarmos uns aos outros; devemos transmiti-lo em conjunto para o resto do mundo. Esse é um privilégio incrível que foi concedido a todos nós. Como membros do corpo de Cristo, nós somos suas mãos, seus pés, seus olhos e seu coração. Ele trabalha no mundo por meio de nós, e cada um de nós tem uma contribuição a dar. Paulo nos diz: ‘Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos’.”
NÓS somos as mãos, os pés, os olhos e o coração de Jesus nessa Terra. Quando Ele me chamou em 2015, disse: Quem vai continuar minha obra, Pedro? Desde o primeiro momento eu entendi que Deus estava me chamando para cumprir o propósito que Ele designou pra mim desde a eternidade.
Jesus não vai descer aqui na Terra pra fazer o que Ele me incumbiu de fazer. Isso é muito forte. Está na Bíblia! Na Parábola dos Talentos (Mateus 25:14-30), o senhor apenas distribuiu os talentos entre os servos. Ele não pegou os talentos da mão de ninguém para multiplicá-los, pois isso era tarefa deles! Meu Deus! Porém, depois o senhor entrou em cena para fazer a prestação de contas com cada servo.
Pegou? Deus não vai cumprir o nosso propósito em nosso lugar, mas no dia em que estiver diante do trono branco, teremos que prestar contas do nosso trabalho. Teremos de prestar contas de todas as zilhões de pessoas que foram designadas para apascentarmos, assim como ocorreu com Pedro.
Assim como o bater de asas de uma borboleta pode causar um furacão, sua desistência pode causar uma série de consequências estrondosas. Assim como a sua aceitação de cumprir o propósito também pode causar uma série de consequências estrondosas, mas para o bem.
Diga SIM para o que Deus te chamou, e gerações serão beneficiadas pelo seu legado!
— Esse blog é feito com muito esmero, fruto de longas pesquisas e estudos para lhe trazer um conteúdo edificante. Portanto, se você gosta desse trabalho, CONTRIBUA através do PIX: pedroquintaojf@gmail.com

Comentários
Postar um comentário