LOREN CUNNINGHAM (1935 – ∞)
Para os filhos do Altíssimo, a morte não é um adeus, mas sim um até logo.
Numa cerimônia fúnebre, não cabem dizeres teológicos, mas chorar com os que choram (cf. Romanos 12:15).
Entretanto, no fim do dia, o que deve prevalecer é o que se extrai a partir do fatídico, segundo Salomão ensina em Eclesiastes 7:2.
E, quando um general retorna às fileiras eternas do Senhor dos Exércitos, o que prevalece é a vida e o legado desse.
Na última sexta-feira (6), Loren Cunningham foi “morar com Jesus”, conforme destacou o portal oficial da Jovens Com Uma Missão (JOCUM), a maior organização missionária do mundo, a qual ele fundou.
O chamado do Loren para a Grande Comissão aconteceu quando estava de joelhos diante do altar durante uma reunião de reavivamento em 1948, aos 13 anos de idade. Deus falou com ele por meio de Marcos 16:15: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.
Esse chamado pessoal foi confirmado por uma visão – um filme mental – que ele teve quando se preparava para ministrar nas Bahamas em 1956. Ele estava hospedado na casa de um missionário, ajoelhado ao lado da cama, orando em preparação para falar naquela noite. Ele conta: “De repente, eu estava olhando para um mapa do mundo, só que o mapa estava vivo e se movendo! Eu podia ver todos os continentes, e as ondas batiam em suas costas. Cada onda entrava em um continente, depois recuava e subia ainda mais, até cobrir completamente o continente. As ondas se transformavam em jovens – da minha idade e até mais novos – cobrindo todos os continentes do globo. Eles conversavam com as pessoas nas esquinas das ruas e do lado de fora dos bares. Eles iam de casa em casa e pregavam o Evangelho. Eles vinham de todos os lugares e iam a todos os lugares, cuidando das pessoas. Então, tão repentinamente quanto surgira, a cena desapareceu.” (Trecho do livro “Pode Falar, Senhor... estou ouvindo”, de Loren Cunningham com Janice Rogers, Editora Betânia).
Das iniciativas globais lançadas sob a liderança de Loren temos King’s Kids Internacional, a Universidade das Nações, JOCUM Navios (28 embarcações que atendem atualmente as ilhas e litorais mais isolados) e uma miríade de outros ministérios criados por líderes que ele inspirou.
A Carta Magna Cristã, redigida por Loren em 1981, incluía tanto suas metas pessoais quanto as metas corporativas da JOCUM que estão implícitas no Evangelho:
Todos na Terra têm o direito a:
1. Ouvir e entender o Evangelho de Jesus Cristo.
2. Ter uma Bíblia disponível em sua própria língua.
3. Ter uma comunidade cristã por perto para a comunhão semanal, estudos bíblicos e louvor com outros no corpo de Cristo.
4. Ter educação cristã disponível para seus filhos.
5. Ter as necessidades básicas da vida: alimentação, água, vestuário, abrigo e assistência médica supridas.
6. Ter uma vida produtiva de realizações espirituais, mentais, sociais, emocionais e físicas.
Loren foi a primeira pessoa na história a viajar em nome de Cristo e da Grande Comissão para todas as nações soberanas da Terra, todos os países independentes e mais de 100 territórios e ilhas (Marcos 16:15). Agora ele adicionou mais um “carimbo” ao seu passaporte já bem utilizado: CÉU!
Loren foi muitas vezes chamado de “desregulador de missões” porque quebrou o paradigma missionário da década de 1960 ao criar oportunidades para que jovens servissem a curto prazo, interdenominacional e globalmente, sem salários. Essa visão abriu portas para que milhões de pessoas pudessem vir DE todos os lugares e ir PARA todos os lugares como missionários, ao redor do globo, para proclamar a verdade de Deus e demonstrar Seu amor.
O ministério que ele fundou, Jovens Com Uma Missão, um movimento missionário global em constante expansão, nascido em 1960, alcançou todas as nações do mundo por meio de evangelismo, treinamento e ministérios de misericórdia. São dezenas de milhares de obreiros de tempo integral de mais de 200 países e de várias denominações e tradições cristãs servindo em mais de 2.000 locais da JOCUM em quase 200 nações. Milhões de pessoas já participaram em programas da JOCUM como estudantes, voluntários de curto prazo e obreiros de tempo integral.
Muitos consideram que a JOCUM está entre os maiores movimentos missionários do mundo. Mas quando essa afirmação era feita, Loren sempre atribuía a glória a Jesus, dizendo: “Bem, por maior que seja, não é grande o suficiente porque o último mandamento de Jesus de alcançar o mundo inteiro com o Evangelho ainda não foi cumprido”. Ele era bem conhecido por seu chamado para edificar pontes de unidade entre o corpo de Cristo, sempre pronto a reconhecer as numerosas missões e igrejas servindo juntas em parceria.
Um homem de Deus, humilde e com um senso de humor maravilhoso, Loren era acessível e pioneirou a JOCUM para ser descentralizada, enfatizando “JOCUMeiros Zé e Maria”, e não uma hierarquia de liderança. Quando as pessoas se referiam a ele como “doutor” ou “reverendo”, ele dizia rapidamente: “Por favor, me chame apenas de Loren”.
Nossa geração tem presenciado o retorno pra casa de grandes heróis da fé, como Billy Graham no ano de 2018, Reinhard Bonnke em 2019 e, agora em 2023, Loren Cunningham.
Isto aumenta a nossa responsabilidade. Em suas redes sociais, o pastor Téo Hayashi destacou:
“Hoje, enquanto o Céu recebe Loren com alegria e celebrações sonoras, nós temos a oportunidade de viver o seu legado, pegar o bastão e continuar a correr a corrida. Que se diga de nós, o que se diz dele: ‘Loren combateu o bom combate, terminou a corrida e guardou a fé’.”
Finalizo esta singela homenagem a Loren com os dizeres de Billy Graham, que está assentado na mesma mesa do banquete a qual nosso grande missionária agora se encontra:
“Um dia você vai ouvir que Billy Graham morreu. Não acredite nisso. Naquele dia, eu vou estar mais vivo do que nunca! Vou ter apenas mudado de endereço.”
Até logo, Loren!
(Referências bibliográficas: https://jocum.org.br/wp-content/uploads/2023/10/PORTUGUESE-Loren-Cunningham-Obituary-v12.pdf; https://www.instagram.com/p/CyFFcUSOnju/?igshid=NTc4MTIwNjQ2YQ==)

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