AVIVAMENTO, BÍBLIA E MARVEL
A Marvel é uma das marcas mais conhecidas do mundo. Fundada em 1939 por Martin Goodman, nos Estados Unidos, a Casa das Ideias tem dominado o cinema ao longo de mais de uma década, através de seu universo compartilhado.
E você sabia que um dos motivos do sucesso da Marvel é o fato dos super-heróis serem “humanizados”?
Sim. Em suma, eles são gente como a gente. Apesar dos superpoderes, passam por pepinos do dia a dia como qualquer cidadão. Um clássico exemplo disso é uma história do Gavião Arqueiro no qual um grande “vilão” que ele enfrenta é nada mais nada menos do que... arrumar sua TV a cabo.
Mas, vamos lá. Você há de convir que, uma das principais características que nos torna humanos é o fato de todos nós errarmos. Tem até um ditado pra isso: “Errar é humano”. Os heróis da Marvel não seriam considerados humanizados se não cometessem erros, se fossem perfeitos justiceiros e nada mais. Porém, pelo contrário: eles erram muito, e não apenas isso, também enfrentam seus próprios gigantes.
Podemos citar por exemplo a clássica história do Homem de Ferro chamada “O Demônio da Garrafa”, cuja história em quadrinhos foi lançada em 1979. Nela, Tony Stark enfrenta problemas com o alcoolismo.
Lembra da icônica cena do “Peter Parker emo” no filme “Homem-Aranha 3” (2007)? Peter estava usando um uniforme com o simbionte, que o conferia mais poderes, e a partir disso ele se tornou outra pessoa: arrogante, vingativo e orgulhoso.
Loki, irmão do Thor, que foi o vilão do primeiro “Vingadores”, em 2012, agora é uma espécie de herói em sua nova série que está rolando no Disney +.
Se não fossem essas situações, esses altos e baixos e pisadas na bola, eles não seriam tão humanos assim.
Agora, deixa eu te contar uma outra história.
Você sabia que Moisés, o líder da libertação do povo hebreu do Egito, matou um homem (cf. Êxodo 2:11-12)?
Você sabia que Davi, chamado de “homem segundo o coração de Deus”, cometeu adultério (cf. 2 Samuel 11:4) e mandou matar um de seus mais fiéis soldados (cf. 2 Sm 11:14-27)?
Você sabia que Pedro, um dos líderes da Igreja, negou a Jesus (cf. Lucas 22:54-71)?
Perceba: a Bíblia não é um livro de contos-de-fadas, no qual tudo sempre dá certo e corre bem. A Bíblia é um livro real, que fala de pessoas reais que vivem a vida real! Por isso, não é de se espantar que esses heróis da fé cometeram erros tão graves. Contudo, talvez nos espantemos porque ainda não entendemos plenamente o que é a graça de Deus.
Em seu livro “O Evangelho Maltrapilho”, o autor Brennan Manning relata:
“O evangelho da graça nulifica a nossa adulação aos televangelistas, superastros carismáticos e heróis da igreja local. Ele oblitera a teoria de duas classes de cidadania que opera em muitas igrejas americanas. Pois a graça proclama a assombrosa verdade de que tudo é de presente. Tudo de bom é nosso não por direito, mas meramente pela liberdade de um Deus gracioso. Embora haja muito que podemos ter feito por merecer - nosso diploma e nosso salário, nossa casa e nosso jardim, uma garrafa de boa cerveja e uma noite de sono caprichada - tudo é possível apenas porque nos foi dado tanto: a própria vida, olhos para ver e mãos para tocar, mente para formar ideias e coração para bater com amor. A nós foram-nos dados Deus em nossa alma e Cristo na nossa carne. Temos o poder de crer quando outros negam; de ter esperança quanto outros desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa fidelidade é um presente. ‘Se nos voltamos para Deus’, disse Agostinho, ‘até mesmo isso é um presente de Deus’.”
Os heróis da Marvel são fenômenos pop porque as pessoas se identificam com suas falhas, erros e quedas. Os heróis da fé são fonte de inspiração pelo mesmo motivo.
No avivamento vindouro, Deus não vai usar homens perfeitos, simplesmente por um motivo: não existem homens perfeitos! É por esse motivo que o missionário inglês Hudson Taylor (1832-1905) disse: “Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos e pequenos nas mãos de um grande Deus”.
O diabo tem tentado colocar na cabeça de muitos que, para participar do avivamento, tem que estar 100%, sem nenhuma aresta a ser aparada. Se for assim, todo mundo vai ficar de fora!
Meu amigo, o que Deus está procurando são pessoas que têm o coração disponível, que entenderam o que é o Evangelho, e não metidos a santarrões.
John Wesley, líder do avivamento na Inglaterra no século XVIII, teve uma crise de fé diante dos moravianos. William Seymour, líder do avivamento da Rua Azusa (1906), recebeu críticas como a de Frank Bartleman registrada no livro “A História do Avivamento Azusa” (pág. 94): “Enquanto o irmão Seymour manteve a cabeça na velha caixa de madeira, tudo correu bem em Azusa. Depois, fizeram um trono para ele também. Agora, não temos só uma hierarquia, mas muitas”.
Repito: não são os homens perfeitos que participam e lideram avivamento, porque homens perfeitos não existem.
E o ser humano gosta mais de criticar do que elogiar. Se você procurar ter um feedback de sua vida espiritual de terceiros, vai ouvir muita abobrinha. “Ah, ele (a) é bacana, mas...”. Sempre tem um “mas”. É igual goleiro que faz um milagre numa partida mas na outra toma um frango... advinha qual vai ser a manchete do jornal?
Se prepare para o avivamento que está chegando. Arrependa-se do que precisa, santifique-se a Deus (“santo” no hebraico significa separado, e não sinônimo de alguém que não erra), e vai com tudo no que Ele está preparando!
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