GLORIOSO PROPÓSITO
Há muitas respostas para uma mesma pergunta. E a globalização (cuja ferramenta mór é a internet) potencializou isso a níveis estratosféricos.
Temos uma biblioteca na palma da mão. Basta um “clique” para você chegar em milhões de possibilidades de réplicas para qualquer indagação.
Nesse sentido, quando se questiona a respeito do que é a vida e se há algum sentido nela, você vai achar uma miríade de linhas de pensamento, filosofias, cosmovisões, etc.
Nossa geração anda perdida em certos aspectos muito devido a esse bombardeio de falas. “Entre na faculdade”, alguém brada. “Não! Abra seu negócio”, o outro fala. “Você não é quem pensa que é”, dizem alguns canais de televisão.
O que é a verdade? A célebre indagação de Pilatos volta à tona.
Todavia, há uma esperança.
Havendo um Criador do universo, e pressupondo que esse Criador é bom, Ele jamais deixaria suas criaturas perdidas, desnorteadas.
A boa notícia é que há esse criador. E Ele é bom.
Deus nos deixou Sua Palavra justamente para que nós tivéssemos essa bússola, essa âncora, esse alimento para a alma.
E a Bíblia nos afirma que tudo o que há foi obra minuciosa de uma mente inteligente, e que nossa vida não é por acaso, pelo contrário, há um glorioso propósito por trás.
Diz o salmista:
“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.
Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!”
(Salmos 139:16-17)
Muito tempo antes de sequer nascermos, Deus já havia escrito a nossa história, elaborado um propósito pra nós. Ou você acha que Jesus estava andando de boa pelas ruas de Israel, e de repente viu um homem chamado Simão em cima de seu barco pescando, e como não tinha ninguém melhor pra chamar, Jesus resolveu chamar Simão mesmo?
É claro que não! O próprio Deus declara a respeito de Jeremias, e essa regra serve para todos os escolhidos:
“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações.”
(Jeremias 1:5)
A Bíblia nos chama de “estrangeiros” e “peregrinos” (1Pedro 2:11). Ser estrangeiro significa não estar na sua cidade ou pátria-natal. Ser peregrino significa ser alguém que está de passagem, que não possui morada fixa. E a Bíblia diz isso ao nosso respeito porque não estamos nessa Terra para viver uma colônia de férias ou desejar ficar aqui para sempre, mas apenas de passagem, até que cumpramos nossa missão.
É comum ouvirmos em velórios: “Fulano cumpriu sua missão, por isso a hora dele chegou”. E há verdade nisso.
Dê uma olhada no que diz esse vídeo do Canal Contraste, do rabino Rony Gurwicz:
“Deus cuidou de cada detalhe do corpo humano, mas sua atenção pela alma é muito maior.
No primeiro dia, Ele criou a alma como o Espírito que pairava sobre as águas. Ela possui cinco poderes, incluindo a capacidade de se desvincular do corpo durante a noite e buscar nova vida no Céu para o homem.
As almas de todas as gerações foram criadas junto com a alma de Adão e estão armazenadas no Sétimo Céu, sendo atribuídas aos corpos conforme necessário.
Antes do nascimento, a alma é escolhida, designada por Deus, determinando características e destino. Ela é colocada no ventre materno sob a supervisão de anjos com uma luz que a guia.
Ao nascer, a criança esquece tudo que a alma viu e aprendeu. Quando chega o momento de partir desse mundo, um anjo aparece para conduzir a alma. A alma reluta, mas é lembrada que nasceu e morrerá contra a sua vontade, prestando contas ao Criador.
Entre a manhã e a tarde, o anjo mostra à alma sua vida, morte e local de sepultamento.”
Lembra do que eu disse a respeito de que Jesus não chamou Pedro por acidente, por mero acaso? Então, o momento em que Jesus sobe no marco e diz “Vem, Pedro! Vou te fazer um pescador de homens” (parafraseando Mateus 4:19) trata-se do momento certo, o tempo oportuno (“kairós”), que já estava escrito no livro da vida de Pedro que o salmista menciona, predeterminado muito antes não apenas daquela cena acontecer, mas antes sequer de existir planeta Terra.
Hoje eu assisti o último episódio da série “Loki”, no Disney Plus. “O cristão deve usar a arte para glorificar a Deus, não simplesmente como propaganda evangelística, mas como algo belo para a glória de Deus”, conforme as palavras de Francis Schaeffer (1912-1984). Portanto, se as coisas criadas proclamam a glória de Deus, devíamos estar atentos ao nosso redor para percebê-lo.
No episódio em questão, Loki assenta-se no trono e segura com as próprias mãos todas as linhas temporais do multiverso, após ele ouvir do Aquele Que Permanece que esse pavimentou o caminho de tudo o que havia ocorrido até ali.
Em dado momento, Loki é lembrado do seu “glorioso propósito”, que se cumpre, mediante o sacrifício e redenção.
Todos nós possuímos um glorioso propósito. Quando Deus ordenou que Noé construísse uma arca (Gênesis 6:13-22), Deus não teve aquele ideia 24 horas antes. O momento oportuno, a janela temporal, o encontro entre “kairós” e “chronos” que seria o momento da fala de Deus para Noé já estava predeterminado. Da mesma forma que Deus permitiu que Moisés crescesse no palácio do faraó, vivesse sua vida normalmente até que, em dado momento (“kairós”), Ele falasse com Seu servo através da sarça ardente.
Voltando à questão do glorioso propósito de Loki. O deus da Marvel precisou se sacrificar, pois está sozinho sustentando o multiverso (no formato da Yggdrasil, a árvore da mitologia nórdica que é o centro do cosmos, ligando os nove reinos), para que pudesse obter a redenção (lembra que no primeiro “Vingadores” ele era o vilão?).
O glorioso propósito envolve sacrifício, abnegação, redenção. Noé sacrificou décadas de sua vida para construir algo que seria destruído. Mas sua vida valeu a pena. O que é melhor: viver 27 anos de forma extraordinária ou morrer com 90 anos vivendo uma vida “água de salsicha”?
Pedro poderia ter optado por montar sua empresa de pesca e morrer bem idoso, desfrutando do trabalho de uma vida. Mas se Pedro tivesse feito isso, a História nunca mais seria a mesma.
Já ouviu falar no Efeito Borboleta? Basicamente consiste numa teoria científica que equivale a dizer que o simples bater de asas de uma borboleta no Brasil pode ocasionar um furacão no Texas, nos Estados Unidos.
Se Pedro tivesse dito “não” para o chamado de Jesus (como se isso fosse possível, mas enfim), as ovelhas não teriam sido apascentadas. A Igreja perderia um dos seus pilares. As três mil almas que se converteram em Atos não teriam se convertido. E se uma dessas almas foi um governante que se rendeu ao Evangelho e isso exerceu impacto direito no seu governo? E se uma das pessoas que foram curadas pela sombra de Pedro fosse progenitor de um dos Pais da Igreja? Olha o Efeito Borboleta aí...
Você possui um glorioso propósito. Viva-o, ainda que tenha que se sacrificar, abnegar, redimir. Vale a pena. Você está aqui pra isso.
(Referência bibliográfica: https://m.youtube.com/shorts/yEjvnJeMVuU)
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