JUIZ DE FORA: A CAPITAL DO AVIVAMENTO NO BRASIL
Hoje, dia 31 de maio de 2024, Juiz de Fora (MG) completa 174 anos!
A Princesa de Minas (apelido devido ao trecho no hino da cidade: “Viva a princesa de Minas, Viva bela Juiz de Fora”) foi pioneira em muitos quesitos:
– em 1889, foi inaugurado o Banco de Crédito Real, a primeira instituição financeira de Minas Gerais;
– neste mesmo ano, foi inaugurada a Usina de Marmelos-Zero, a primeira usina hidrelétrica da América do Sul (e isto rendeu à cidade o título de “Farol da América”).
Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora, a Usina de Marmelos, localizada na Estrada União Indústria, foi inaugurada em 1889 por Bernardo Mascarenhas. O empresário queria utilizar energia da hidrelétrica para a fábrica dele no ramo da indústria têxtil e na iluminação da cidade.
Os primeiros watts/hora (w/h) de energia hidrelétrica gerados na América Latina foram possíveis graças às águas do Rio Paraibuna, que atravessa a Zona da Mata mineira e desagua no litoral fluminense. Há mais de 120 anos, quando as turbinas importadas dos Estados Unidos giravam pela primeira vez na Usina de Marmelos, em Juiz de Fora, ocorreu de forma inédita no país a transformação da energia mecânica em elétrica;
– isto é, graças a esse empreendimento, Juiz de Fora foi a primeira cidade a contar com iluminação publicação através do fornecimento de energia elétrica;
– a primeira rodovia pavimentada da América Latina.
Juiz de Fora fez história na área da engenharia também.
Os primeiros watts/hora (w/h) de energia hidrelétrica gerados na América Latina foram possíveis graças às águas do Rio Paraibuna, que atravessa a Zona da Mata mineira e desagua no litoral fluminense. Há mais de 120 anos, quando as turbinas importadas dos Estados Unidos giravam pela primeira vez na Usina de Marmelos, em Juiz de Fora, ocorreu de forma inédita no país a transformação da energia mecânica em elétrica;
– isto é, graças a esse empreendimento, Juiz de Fora foi a primeira cidade a contar com iluminação publicação através do fornecimento de energia elétrica;
– a primeira rodovia pavimentada da América Latina.
Juiz de Fora fez história na área da engenharia também.
A Estrada União Indústria, que liga Petrópolis (RJ) a Juiz de Fora, é a primeira rodovia pavimentada da América Latina, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A estrada, que é um marco na engenharia, foi inaugurada por Dom Pedro II no século XIX. Hoje, a via já não é a principal ligação entre os estados por conta da BR-040, mas ainda é muito procurada por rotas turísticas.
– em 1893, ocorreu o primeiro registro de partida de futebol no Brasil.
Neste ano, dois times de alunos disputaram uma partida nas dependências da escola que na época se chamava “Collegio Americano Granbery”. John McPhearson Lander, primeiro reitor do Granbery e diretor do colégio na época, participou dos primeiros passos da instituição e foi responsável por registrá-los nos livros de matrícula do colégio.
Há uma certa polêmica neste assunto, conforme matéria do G1 Zona da Mata: “Em 1894, Charles Miller, tratado por vários livros como o pai do futebol brasileiro, supostamente trouxe a primeira bola de futebol para o país. Segundo esses registros, a primeira partida ocorreu em 1895, na cidade de São Paulo. Mas, documentos do Colégio Granbery e da imprensa juiz-forana na época mostram que a bola de futebol já estava no país há algum tempo e rolou pelos gramados do centro esportivo em março de 1893, ou seja, dois anos antes da primeira partida registrada por Miller. Documentos encontrados na instituição mostram registros feitos pelo diretor da época, John McPhearson Lander no livro de matrículas do colégio. Duas citações chamam a atenção para possíveis partidas de futebol antes de 1895, quando supostamente o esporte teria chegado no Brasil. A primeira fala sobre a introdução de ‘foot-ball e tennis’ no Granbery. O registro seguinte fala da realização do ‘field day’, um evento com várias competições de atletismo, críquete e ‘foot-ball’. Dois times formados por estudantes, chamados Gregos e Troianos, se enfrentaram no campo. A palavra ‘foot-ball’ poderia até ser uma referência ao futebol americano, país do diretor. Mas uma carta escrita pela filha dele, quase um século depois, indica que a palavra fazia menção ao esporte criado na Inglaterra”.
– em 1896, foi inaugurada a Associação Comercial e Empresarial, a primeira de Minas Gerais;
– o primeiro Cristo Redentor do Brasil. Apesar do mais famoso ser o do Rio de Janeiro, o primeiro monumento em homenagem ao Cristo é de Juiz de Fora. Pesquisadores da Faculdade de Belas Artes de São Paulo apontam o Cristo Redentor de São Cristóvão, em Sergipe, de 1926, como o primeiro do país. Entretanto, segundo a Arquidiocese de Juiz de Fora, acervos do Museu Mariano Procópio datam a inauguração da estátua juiz-forana em 1905. A inauguração teria sido realizada pelo empresário Francisco Batista de Oliveira. O monumento do Rio de Janeiro só viria a ser inaugurado em 1931;
– em 1909, foi inaugurada a Academia Mineira de Letras, posteriormente transferida para Belo Horizonte;
– a primeira galeria de Minas Gerais é de Juiz de Fora. Estudos indicam que em 1923, ano em que a Pio X foi construída, não existia nada semelhante no estado e em território nacional, apenas a Galeria Cruzeiro no Rio de Janeiro;
– o Cine-Theatro Central foi o primeiro teatro arrojado de Minas, contando inclusive com cinema, denotando a vida cultural intensa do município;
– a piscina no Sport Club foi inaugurada em 1938, sendo reconhecida como a primeira piscina suspensa da América Latina;
– a primeira transmissão de imagem em circuito aberto do Brasil e a primeira transmissão esportiva de TV da América Latina foi em Juiz de Fora.
Em 1950, a TV Tupi, chefiada pelo empresário Assis Chateaubriand, fazia a primeira transmissão de TV do país. Só que segundo documentos do acervo da Funalfa, três anos antes, em 1947, em Juiz de Fora, Olavo Bastos Freire realizava a inaugural difusão de imagens em circuito aberto no Brasil.
O eletricista utilizou o quintal de casa na Rua Marechal Deodoro, 373, em uma oficina que realizava conserto de eletrônicos.
O responsável deixou a câmera na janela e focalizou o bonde que passava na rua, transmitindo por meio de ondas hertzianas. Um ano depois, Olavo tornou público seu experimento e transmitiu a passagem do bonde no Edifício Clube Juiz de Fora para uma plateia de nomes de prestígio na cidade.
Mas Olavo não parou por aí. Ainda segundo documentos da Funalfa, em 1950, ele transmitiu a partida de futebol entre Tupi e Bangu, por meio de televisores colocados no Centro da cidade. Foi o primeiro registro de uma transmissão esportiva em imagens na América do Sul;
– ademais, a cidade também foi conhecida nos tempos áureos como Manchester Mineira, devido à proeminência industrial, com destaque para a companhia têxtil de Bernardo Mascarenhas (e à notável presença de fábricas e suas chaminés entre o final do século XIX e início do século XX).
A estrada, que é um marco na engenharia, foi inaugurada por Dom Pedro II no século XIX. Hoje, a via já não é a principal ligação entre os estados por conta da BR-040, mas ainda é muito procurada por rotas turísticas.
– em 1893, ocorreu o primeiro registro de partida de futebol no Brasil.
Neste ano, dois times de alunos disputaram uma partida nas dependências da escola que na época se chamava “Collegio Americano Granbery”. John McPhearson Lander, primeiro reitor do Granbery e diretor do colégio na época, participou dos primeiros passos da instituição e foi responsável por registrá-los nos livros de matrícula do colégio.
Há uma certa polêmica neste assunto, conforme matéria do G1 Zona da Mata: “Em 1894, Charles Miller, tratado por vários livros como o pai do futebol brasileiro, supostamente trouxe a primeira bola de futebol para o país. Segundo esses registros, a primeira partida ocorreu em 1895, na cidade de São Paulo. Mas, documentos do Colégio Granbery e da imprensa juiz-forana na época mostram que a bola de futebol já estava no país há algum tempo e rolou pelos gramados do centro esportivo em março de 1893, ou seja, dois anos antes da primeira partida registrada por Miller. Documentos encontrados na instituição mostram registros feitos pelo diretor da época, John McPhearson Lander no livro de matrículas do colégio. Duas citações chamam a atenção para possíveis partidas de futebol antes de 1895, quando supostamente o esporte teria chegado no Brasil. A primeira fala sobre a introdução de ‘foot-ball e tennis’ no Granbery. O registro seguinte fala da realização do ‘field day’, um evento com várias competições de atletismo, críquete e ‘foot-ball’. Dois times formados por estudantes, chamados Gregos e Troianos, se enfrentaram no campo. A palavra ‘foot-ball’ poderia até ser uma referência ao futebol americano, país do diretor. Mas uma carta escrita pela filha dele, quase um século depois, indica que a palavra fazia menção ao esporte criado na Inglaterra”.
– em 1896, foi inaugurada a Associação Comercial e Empresarial, a primeira de Minas Gerais;
– o primeiro Cristo Redentor do Brasil. Apesar do mais famoso ser o do Rio de Janeiro, o primeiro monumento em homenagem ao Cristo é de Juiz de Fora. Pesquisadores da Faculdade de Belas Artes de São Paulo apontam o Cristo Redentor de São Cristóvão, em Sergipe, de 1926, como o primeiro do país. Entretanto, segundo a Arquidiocese de Juiz de Fora, acervos do Museu Mariano Procópio datam a inauguração da estátua juiz-forana em 1905. A inauguração teria sido realizada pelo empresário Francisco Batista de Oliveira. O monumento do Rio de Janeiro só viria a ser inaugurado em 1931;
– em 1909, foi inaugurada a Academia Mineira de Letras, posteriormente transferida para Belo Horizonte;
– a primeira galeria de Minas Gerais é de Juiz de Fora. Estudos indicam que em 1923, ano em que a Pio X foi construída, não existia nada semelhante no estado e em território nacional, apenas a Galeria Cruzeiro no Rio de Janeiro;
– o Cine-Theatro Central foi o primeiro teatro arrojado de Minas, contando inclusive com cinema, denotando a vida cultural intensa do município;
– a piscina no Sport Club foi inaugurada em 1938, sendo reconhecida como a primeira piscina suspensa da América Latina;
– a primeira transmissão de imagem em circuito aberto do Brasil e a primeira transmissão esportiva de TV da América Latina foi em Juiz de Fora.
Em 1950, a TV Tupi, chefiada pelo empresário Assis Chateaubriand, fazia a primeira transmissão de TV do país. Só que segundo documentos do acervo da Funalfa, três anos antes, em 1947, em Juiz de Fora, Olavo Bastos Freire realizava a inaugural difusão de imagens em circuito aberto no Brasil.
O eletricista utilizou o quintal de casa na Rua Marechal Deodoro, 373, em uma oficina que realizava conserto de eletrônicos.
O responsável deixou a câmera na janela e focalizou o bonde que passava na rua, transmitindo por meio de ondas hertzianas. Um ano depois, Olavo tornou público seu experimento e transmitiu a passagem do bonde no Edifício Clube Juiz de Fora para uma plateia de nomes de prestígio na cidade.
Mas Olavo não parou por aí. Ainda segundo documentos da Funalfa, em 1950, ele transmitiu a partida de futebol entre Tupi e Bangu, por meio de televisores colocados no Centro da cidade. Foi o primeiro registro de uma transmissão esportiva em imagens na América do Sul;
– ademais, a cidade também foi conhecida nos tempos áureos como Manchester Mineira, devido à proeminência industrial, com destaque para a companhia têxtil de Bernardo Mascarenhas (e à notável presença de fábricas e suas chaminés entre o final do século XIX e início do século XX).
No tocante a fatos históricos que marcaram a trajetória do país, foi de Juiz de Fora que saíram as tropas que deram início ao regime militar, em 31 de março de 1964. Em Juiz de Fora ocorreu o episódio do atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018, que mudou o rumo das eleições daquele ano.
Todavia, Juiz de Fora não é apenas um centro geopolítico, mas também um centro espiritual.
Juiz de Fora é considerada a Capital do Avivamento no Brasil (Lei n° 10.771, de 02 de julho de 2004, de autoria do então vereador João Batista Barbosa Júnior).
Gabriel Cantarino, quando esteve na Igreja ONE em Juiz de Fora, em 06 de setembro de 2020, disse: “Eu tava passando um tempo com Jesus, e eu sinto que essa noite é uma noite de colheita. E obviamente eu não vou falar de colheita de almas, mas eu queria começar profetizando sobre essa igreja aqui. Alguns poucos meses atrás eu preguei uma mensagem que era ‘Subindo Como Um Renovo’, que Juiz de Fora seria como um broto pra nação, e o nome pra isso lá em Isaías 53 é um ‘rebento’. E isso tem a ver com a palavra em inglês ‘breaktrough’, que é um romper, que é algo que sai de um lugar e explode, avança, vai além. E eu fico muito feliz porque eu posso ver o Senhor aqui, pra rapidamente colher o fruto que já deu!”
Conheci homens por volta dos seus quarenta anos de idade que afirmaram que, desde a infância, ouvem a profecia de que Juiz de Fora será um cenáculo do avivamento.
Portanto, Juiz de Fora será o berço de um avivamento que se alastrará por todo o Brasil. Essa profecia não começou ontem, mas perpassa gerações.
Cabe a nós escrevermos as páginas desta história. O hino oficial da cidade é profético: “Os seus filhos operosos asseguram-lhe o porvir”.
Todavia, Juiz de Fora não é apenas um centro geopolítico, mas também um centro espiritual.
Juiz de Fora é considerada a Capital do Avivamento no Brasil (Lei n° 10.771, de 02 de julho de 2004, de autoria do então vereador João Batista Barbosa Júnior).
Gabriel Cantarino, quando esteve na Igreja ONE em Juiz de Fora, em 06 de setembro de 2020, disse: “Eu tava passando um tempo com Jesus, e eu sinto que essa noite é uma noite de colheita. E obviamente eu não vou falar de colheita de almas, mas eu queria começar profetizando sobre essa igreja aqui. Alguns poucos meses atrás eu preguei uma mensagem que era ‘Subindo Como Um Renovo’, que Juiz de Fora seria como um broto pra nação, e o nome pra isso lá em Isaías 53 é um ‘rebento’. E isso tem a ver com a palavra em inglês ‘breaktrough’, que é um romper, que é algo que sai de um lugar e explode, avança, vai além. E eu fico muito feliz porque eu posso ver o Senhor aqui, pra rapidamente colher o fruto que já deu!”
Conheci homens por volta dos seus quarenta anos de idade que afirmaram que, desde a infância, ouvem a profecia de que Juiz de Fora será um cenáculo do avivamento.
Portanto, Juiz de Fora será o berço de um avivamento que se alastrará por todo o Brasil. Essa profecia não começou ontem, mas perpassa gerações.
Cabe a nós escrevermos as páginas desta história. O hino oficial da cidade é profético: “Os seus filhos operosos asseguram-lhe o porvir”.
(Referências bibliográficas: https://www.pjf.mg.gov.br/administracao_indireta/funalfa/patrimonio/historico/usina_marmelos.php; https://www.ipatrimonio.org/juiz-de-fora-banco-de-credito-real/#!/map=38329&loc=-21.760423000000014,-43.346407,17; https://pjf.mg.gov.br/noticias/view.php?modo=link2&idnoticia2=65923; https://www.radiocatedraljf.com.br/post/sport-club-juiz-de-fora-comemora-107-anos-com-programação-especial; https://procopao.com.br/blog/10-curiosidade-sobre-juiz-de-fora-que-voce-precisa-saber/; https://www.instagram.com/p/C7hVifVtoeG/?igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==; https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/323875/lei-10771-04; https://m.youtube.com/watch?v=44le0yuSrdY&t=269s&pp=ygUiR2FicmllbCBjYW50YXJpbm8gb25lIGp1aXogZGUgZm9yYQ%3D%3D; https://www.instagram.com/p/C7eEsJ6swUb/?igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==; https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2024/05/31/cinco-vezes-em-que-juiz-de-fora-foi-pioneira-na-historia-e-talvez-voce-nao-sabia.ghtml; https://www.ipatrimonio.org/juiz-de-fora-monumento-caio-martins/)

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