PERPLEXIDADE E ASSOMBRO
“Segundo Aristóteles, a filosofia é essencialmente teorética: deve decifrar o enigma do universo, em face do qual a atitude inicial do espírito é o assombro do mistério.” (PUC-SP)
Os filósofos gregos já faziam teologia, tocando a Sabedoria disponível desde a fundação do “kosmos”.
E, se a a filosofia nasce do espanto, conforme o pensamento socrático, o exercício do meu labor intelectual diante do Eu Sou possui a perplexidade como fio condutor.
“Teologia se faz de joelhos”, foi uma das frases que ouvi nos bancos da faculdade teológica e nunca mais esqueci. Isto é, ao debruçar-se sobre esta nobre ciência, não apenas as funções cognitivas são acionadas, mas também um aspecto metafísico, o que as Escrituras chamam de “néfesh”.
Imagino-me no pós-realidade terrena contemplando a face do Eu Sou, experimentado o que o apóstolo escrevera: “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12).
E imagino-me como que fitando cada gota de um enorme oceano; todavia, não como um ato enfadonho, mas sim desfrutando da plena “eudaimonia”.
Diversos aspectos, inúmeros mistérios, como (mas em potencial infinitamente maior) se a cada vez que meus olhos vissem a bela “Mona Lisa”, algo novo fosse descortinado.
Eis a boa notícia: essa contemplação é um convite para o já, sem ser excludente do “ainda não” inerente ao Reino. O Eterno me chama para realizar esse exercício que envolve “luz na mente e fogo no coração” a partir desta vida.
Portanto, como não assombrar-me mediante tal magnânimo chamamento?
Se a “perplexidade é o início do conhecimento”, conforme ensinou o filósofo libanês Khalil Gibran (1883-1931), compartilho do assombro do profeta Isaías diante do Rei assentado no trono, de Pedro diante do Cristo encarnado. Mas também compartilho do desejo de Moisés de vê-lo, ainda que através da fresta da montanha.
E, se a a filosofia nasce do espanto, conforme o pensamento socrático, o exercício do meu labor intelectual diante do Eu Sou possui a perplexidade como fio condutor.
“Teologia se faz de joelhos”, foi uma das frases que ouvi nos bancos da faculdade teológica e nunca mais esqueci. Isto é, ao debruçar-se sobre esta nobre ciência, não apenas as funções cognitivas são acionadas, mas também um aspecto metafísico, o que as Escrituras chamam de “néfesh”.
Imagino-me no pós-realidade terrena contemplando a face do Eu Sou, experimentado o que o apóstolo escrevera: “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12).
E imagino-me como que fitando cada gota de um enorme oceano; todavia, não como um ato enfadonho, mas sim desfrutando da plena “eudaimonia”.
Diversos aspectos, inúmeros mistérios, como (mas em potencial infinitamente maior) se a cada vez que meus olhos vissem a bela “Mona Lisa”, algo novo fosse descortinado.
Eis a boa notícia: essa contemplação é um convite para o já, sem ser excludente do “ainda não” inerente ao Reino. O Eterno me chama para realizar esse exercício que envolve “luz na mente e fogo no coração” a partir desta vida.
Portanto, como não assombrar-me mediante tal magnânimo chamamento?
Se a “perplexidade é o início do conhecimento”, conforme ensinou o filósofo libanês Khalil Gibran (1883-1931), compartilho do assombro do profeta Isaías diante do Rei assentado no trono, de Pedro diante do Cristo encarnado. Mas também compartilho do desejo de Moisés de vê-lo, ainda que através da fresta da montanha.

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