VIDA ATIVA CONTEMPLATIVA

Alguns inferem equivocadamente que a vida intelectual se resume no ostracismo e passividade.

Cito como réplica Santo Tomás de Aquino na sua obra “De Magistro”: “Quanto mais contemplativa for a vida ativa, mais ativa e produtiva ela será”.

Uma boa práxis é oriunda de uma boa ortodoxia. E, para chegar a esta última, urge a dedicação intelectual, o exercício racional, o uso cognitivo.

Ora, é possível um indivíduo externar aquilo que ele nunca interiorizou? Pode um homem manifestar o desconhecido para ele mesmo?

Interessante é que John Wesley, herói da fé e grande avivalista inglês do século XVIII, em uma carta ao seu discípulo John Trembath datada de 17 de agosto de 1760, advertiu-o quanto a carência espiritual, não ordenando que o rapaz orasse mais ou evangelizasse mais (práxis), mas sim “o que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve”. Isto é, ortodoxia – para atingir ortopraxia.

O aguçar da inteligência provê benefícios físicos, mentais e espirituais.






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