DEUS COMO FIM ÚLTIMO
Deus pode ser conhecido – assim como o «kósmos», que decorre dEle.
Tomás de Aquino (1225-1274) argumenta: “Aquilo que em si é supremamente conhecido, por algum intelecto pode não ser cognoscível devido à desproporção entre o inteligível e esse intelecto; assim como o sol, que é visível ao mais alto grau, não pode ser visto pelo morcego, por causa do excesso de luz.
Com base nessa reflexão, alguns sustentaram que nenhum intelecto criado pode ver a essência de Deus.
Mas isto é inadmissível. De fato, como a última bem-aventurança do homem consiste em sua operação mais elevada, que é a operação intelectual, se o intelecto criado não pode de forma alguma conhecer a essência de Deus, ou nunca alcançará a bem-aventurança, ou essa consistirá em algo diferente de Deus. E isto é contra a fé” (Suma Teológica I, 12, 1).
Diversas vertentes de pensamento argumentam que há uma dificuldade inerente à busca pelo genuíno conhecimento. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) brada: “Todo objeto, seja qual for a sua origem, é, enquanto objeto, sempre condicionado pelo sujeito e, assim, essencialmente, apenas uma representação do sujeito”. Em tempos mais remotos, Platão (428-347 a.C.) utilizou do Mito da Caverna, alegoria presente em “A República”, na qual homens agrilhoados em uma caverna, de costas para a entrada e de frente para uma das paredes, visualizavam somente projeções do mundo exterior (cavalos, pessoas, etc). O hinduísmo ensina acerca do véu de Maya, que provê aos indivíduos ilusões, estando a realidade encoberta. A sétima arte contempla a obra cinematográfica “Matrix” (1999), cujo enredo demonstra os seres humanos presos em máquinas vivendo sonhos induzidos com o enganoso pensamento de que tal simulacro constitui-se na genuína vida – urge portanto a necessidade de ingestão da pílula vermelha para que ocorra o despertamento. No clássico da literatura “Alice no País das Maravilhas” (1865), do autor Lewis Carroll, o coelho convida a protagonista para adentrar na toca, conhecendo uma outra dimensão de possibilidades.
Com base nessa reflexão, alguns sustentaram que nenhum intelecto criado pode ver a essência de Deus.
Mas isto é inadmissível. De fato, como a última bem-aventurança do homem consiste em sua operação mais elevada, que é a operação intelectual, se o intelecto criado não pode de forma alguma conhecer a essência de Deus, ou nunca alcançará a bem-aventurança, ou essa consistirá em algo diferente de Deus. E isto é contra a fé” (Suma Teológica I, 12, 1).
Diversas vertentes de pensamento argumentam que há uma dificuldade inerente à busca pelo genuíno conhecimento. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) brada: “Todo objeto, seja qual for a sua origem, é, enquanto objeto, sempre condicionado pelo sujeito e, assim, essencialmente, apenas uma representação do sujeito”. Em tempos mais remotos, Platão (428-347 a.C.) utilizou do Mito da Caverna, alegoria presente em “A República”, na qual homens agrilhoados em uma caverna, de costas para a entrada e de frente para uma das paredes, visualizavam somente projeções do mundo exterior (cavalos, pessoas, etc). O hinduísmo ensina acerca do véu de Maya, que provê aos indivíduos ilusões, estando a realidade encoberta. A sétima arte contempla a obra cinematográfica “Matrix” (1999), cujo enredo demonstra os seres humanos presos em máquinas vivendo sonhos induzidos com o enganoso pensamento de que tal simulacro constitui-se na genuína vida – urge portanto a necessidade de ingestão da pílula vermelha para que ocorra o despertamento. No clássico da literatura “Alice no País das Maravilhas” (1865), do autor Lewis Carroll, o coelho convida a protagonista para adentrar na toca, conhecendo uma outra dimensão de possibilidades.
A Psicanálise, através de Sigmund Freud (1856-1939), traz o conceito de que somos influenciados por elementos presentes em determinado local no nosso sistema neurológico para além da consciência atingível.
Logo, percebe-se que Filosofia, religião, cinema, literatura e Psicanálise atingem o mesmo cerne: estamos envoltos de fatores ilusórios e parte do indivíduo o esforço hercúleo para chegar à compreensibilidade da verdade.
E insiro um adendo: cujo fim último é Deus.
Logo, percebe-se que Filosofia, religião, cinema, literatura e Psicanálise atingem o mesmo cerne: estamos envoltos de fatores ilusórios e parte do indivíduo o esforço hercúleo para chegar à compreensibilidade da verdade.
E insiro um adendo: cujo fim último é Deus.

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