ESPLENDOR PERENE

O esforço intelectual para conhecer a Verdade possui esplendor perene.

Os frutos podem ser vislumbrados na imanência. Mediante o uso da razão natural, buscando explicitar o conteúdo do arcabouço teológico alvo da fé, o alcançar da «episteme» trata-se de benefício para o indivíduo desde já.

Todavia, de maneira complementar, há o entendimento de que tais pérolas intelectuais não se findam no tempo presente; antes, irrompem a eternidade.

O galardão o qual as Sagradas Escrituras faz referência consiste na visão beatífica, o «Lumen Gloriæ» conforme a expressão teológica, que contemplará justas disparidades perante cada sujeito.

De acordo com a definição do Concílio de Florença (1438-1445): “Veem claramente a Deus mesmo, trino e uno, tal como é; mas uns com mais perfeição que outros, conforme a diversidade dos méritos”.

Para Tomás de Aquino, em alusão à Parábola dos Trabalhadores na Vinha (Mateus 20:1-16), existe uma subjetividade na bem-aventurança, no tocante ao grau de glória a ser desfrutado perante a visão beatífica.

Em suma, quanto mais o conhecer a Deus na presente era é fomentado, mais o conhecimento de Deus na era vindoura será logrado.





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