LINGUAGEM
Conforme bem ilustrou o filósofo austríaco Ludwig Joseph Wittgenstein, a linguagem é como um jogo de tênis, cuja bola pode subir à vontade dos jogadores, todavia, a partida prossegue.
De fato, a linguagem é um jogo.
Os termos carregam consigo significados distintos, de modo que o discurso (seja escrito, seja oral, seja visual) prossegue como um furioso oceano que não se pode controlar.
Um exemplo consiste no episódio do autor que fez uma prova de múltipla escolha e, surpreendentemente, errou de forma integral as questões relacionadas à interpretação do texto de sua própria obra.
Isto se deve não apenas ao diverso campo semântico que uma mesma palavra carrega consigo, mas também ao que a Psicanálise vai definir como o “inconsciente” freudiano, que exerce influência em nosso ser sem que percebamos. Nesse sentido, o autor pode não ter percebido elementos no seu próprio texto, elementos estes oriundos do seu inconsciente, e por isso não apreendidos pela consciência do autor, mas sim por outrem que não foram retidos nesse vácuo mental.
(A própria expressão “nesse sentido” da filosofia já pressupõe uma miríade de possibilidades que circundam uma mesma temática.)
Ademais, há de se levar em conta no discurso a interpretação das partes envolvidas – interlocutor e ouvintes –, o que nem sempre ocorre. Ou seja, se o sujeito afirma que “Beethoven foi um exímio compositor”, conjectura-se que há o entendimento de que a referência faz-se ao artista alemão, e não ao cachorro homônimo do filme de 1992.
Entretanto, em inúmeros casos, nem sempre a esperada clareza ocorre – tanto de quem fala quanto de quem ouve. Ou, então, há a clareza, mas por fins retóricos o ouvinte teatraliza uma não-compreensão, como numa espécie de política à la Maquiavel da estirpe de afirmar que o adversário é contra a saúde porque ele teria dito que irá atuar com afinco na educação.
No campo da Teologia, potencializa-se o imbróglio em torno da utência da linguagem. Um santo ponderou que o homem diante de Deus é como uma criança a balbuciar.
E falar de Deus consiste em falar de si. Por sua vez, falar de si desemboca no falar do meio. Falar do meio liga-se a falar da vida, da existência, do “kósmos”. Em suma, falar do todo – desafio hercúleo ante a compreensão da linguagem.
Os termos carregam consigo significados distintos, de modo que o discurso (seja escrito, seja oral, seja visual) prossegue como um furioso oceano que não se pode controlar.
Um exemplo consiste no episódio do autor que fez uma prova de múltipla escolha e, surpreendentemente, errou de forma integral as questões relacionadas à interpretação do texto de sua própria obra.
Isto se deve não apenas ao diverso campo semântico que uma mesma palavra carrega consigo, mas também ao que a Psicanálise vai definir como o “inconsciente” freudiano, que exerce influência em nosso ser sem que percebamos. Nesse sentido, o autor pode não ter percebido elementos no seu próprio texto, elementos estes oriundos do seu inconsciente, e por isso não apreendidos pela consciência do autor, mas sim por outrem que não foram retidos nesse vácuo mental.
(A própria expressão “nesse sentido” da filosofia já pressupõe uma miríade de possibilidades que circundam uma mesma temática.)
Ademais, há de se levar em conta no discurso a interpretação das partes envolvidas – interlocutor e ouvintes –, o que nem sempre ocorre. Ou seja, se o sujeito afirma que “Beethoven foi um exímio compositor”, conjectura-se que há o entendimento de que a referência faz-se ao artista alemão, e não ao cachorro homônimo do filme de 1992.
Entretanto, em inúmeros casos, nem sempre a esperada clareza ocorre – tanto de quem fala quanto de quem ouve. Ou, então, há a clareza, mas por fins retóricos o ouvinte teatraliza uma não-compreensão, como numa espécie de política à la Maquiavel da estirpe de afirmar que o adversário é contra a saúde porque ele teria dito que irá atuar com afinco na educação.
No campo da Teologia, potencializa-se o imbróglio em torno da utência da linguagem. Um santo ponderou que o homem diante de Deus é como uma criança a balbuciar.
E falar de Deus consiste em falar de si. Por sua vez, falar de si desemboca no falar do meio. Falar do meio liga-se a falar da vida, da existência, do “kósmos”. Em suma, falar do todo – desafio hercúleo ante a compreensão da linguagem.

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