O DEUS INCOMPREENSÍVEL
O fato da incompreensibilidade de Deus não constitui-se motivo de recuo, mas sim de inclinação da parte do intelectual, visto que Ele não é incognoscível, segundo as palavras de Santo Agostinho.
Decerto, há uma limitação cognitiva por parte do homem em esgotar tal compreensão – eis a definição do “mysterium fidei”.
Um clássico exemplo trata-se da denominação das três pessoas da Trindade. Assim o é (Pai, Filho e Espírito Santo) por motivos os quais podemos recorrer por exemplo ao psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961) no tocante à definição do arquétipo, isto é, Deus é Pai devido às características paternas que se encontram na primeira pessoa trinitária (cuidado, provisão, direcionamento). Todavia, estas características também são contempladas no arquétipo materno – o que ficou representado na obra literária “A Cabana”, de William P. Young.
O vocabulário em si já denota a limitação cognitiva argumentada anteriormente. No livro “Convite à Filosofia”, Mário Ferreira dos Santos disserta (págs. 28-29): “Se observarmos bem as palavras, vemos que elas expressam conceitos: casa, cadeira, livro, estante, etc. Para distinguir os conceitos, são necessárias ‘notas’ que os individualizem. Não devemos confundir o conceito com a palavra que o expressa. O conceito é uma operação mental; a palavra, apenas o seu enunciado. Por isso, devemos evitar cair no ‘verbalismo’, que consiste no emprego exagerado de palavras sem conteúdo preciso. Como não devemos confundir o conceito com o seu enunciado verbal, não devemos também confundi-lo com o ‘fato’. Não há dúvida de que os conceitos decorrem dos fatos, mas, no conceito, há uma ‘abstração do fato’.
Decerto, há uma limitação cognitiva por parte do homem em esgotar tal compreensão – eis a definição do “mysterium fidei”.
Um clássico exemplo trata-se da denominação das três pessoas da Trindade. Assim o é (Pai, Filho e Espírito Santo) por motivos os quais podemos recorrer por exemplo ao psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961) no tocante à definição do arquétipo, isto é, Deus é Pai devido às características paternas que se encontram na primeira pessoa trinitária (cuidado, provisão, direcionamento). Todavia, estas características também são contempladas no arquétipo materno – o que ficou representado na obra literária “A Cabana”, de William P. Young.
O vocabulário em si já denota a limitação cognitiva argumentada anteriormente. No livro “Convite à Filosofia”, Mário Ferreira dos Santos disserta (págs. 28-29): “Se observarmos bem as palavras, vemos que elas expressam conceitos: casa, cadeira, livro, estante, etc. Para distinguir os conceitos, são necessárias ‘notas’ que os individualizem. Não devemos confundir o conceito com a palavra que o expressa. O conceito é uma operação mental; a palavra, apenas o seu enunciado. Por isso, devemos evitar cair no ‘verbalismo’, que consiste no emprego exagerado de palavras sem conteúdo preciso. Como não devemos confundir o conceito com o seu enunciado verbal, não devemos também confundi-lo com o ‘fato’. Não há dúvida de que os conceitos decorrem dos fatos, mas, no conceito, há uma ‘abstração do fato’.
No conceito, já despojamos alguns elementos do fato, fazemos uma abstração mental. O fato tem existência no tempo e no espaço; o conceito só existe ‘quando’ pensamos. Intuímos o fato; pensamos o conceito. Na prática, poucos percebem isso. Não notam que, quando pronunciam a palavra ‘árvore’, por exemplo, tal objeto não existe aqui e agora. Trata-se de uma abstração. É o hábito que nos faz tomar os conceitos por fatos. O processo de abstração do conceito consiste em retirarmos atributos reais até ficarem apenas o mais amplo ou os mais amplos”.
As palavras do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) parecem ratificar: “O Universo não é uma idéia minha. A minha ideia do Universo é que é uma idéia minha”.
Portanto, na dificuldade inerente à temática trinitária e uma rígida nomenclatura, por este motivo as metáforas são utilizadas como forma explicativa, conforme a citação de John Wesley, avivalista inglês do século XVIII: “Diga-me como pode haver três velas neste recinto e apenas uma luz e então eu lhe explicarei a Trindade”.
As palavras do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) parecem ratificar: “O Universo não é uma idéia minha. A minha ideia do Universo é que é uma idéia minha”.
Portanto, na dificuldade inerente à temática trinitária e uma rígida nomenclatura, por este motivo as metáforas são utilizadas como forma explicativa, conforme a citação de John Wesley, avivalista inglês do século XVIII: “Diga-me como pode haver três velas neste recinto e apenas uma luz e então eu lhe explicarei a Trindade”.

Comentários
Postar um comentário