SOFRIMENTO
Deus não é apático e indiferente à historicidade humana.
Antes, adentra nela.
Não como um ser que desce de sua morada celestial com fins de divagar sobre a face da Terra como um menino que se agacha diante do formigueiro para divertir-se com os pequenos insetos, todavia, impondo-se como maior e mais forte.
A respeito do mistério natalício, G.K. Chesterton disserta: “As mãos que fizeram o sol e as estrelas eram pequenas demais para alcançar as cabeças do gado ao redor”. O Verbo que se fez carne, e habitou entre nós. Encarou de frente os dilemas humanos, perante a “kenosis”, inclusive a cruz.
O Deus crucificado é o cerne do Deus que mergulhou de cabeça na história. É a consumação da Parábola do Bom Samaritano (Ele se compadece e assume as dores). É o clímax do “theatrum gloriae Dei” no qual os espectadores sobressaltam-se, pois ali está a consumação – de fato – do maior assombro da raça humana.
O sangue vertido no madeiro ratifica que a mensagem do Reino não encerra-se nas cátedras teológicas, na programação eclesiástica e na profissão de fé que reflete nas estatísticas. Consiste numa trombeta que proclama: “Deus se identifica com aqueles que sofrem”.
Os que assim como Jacó manquejam na caminhada. Os que, como Natanael, foram vistos debaixo da figueira quando ninguém mais fitava-os. Como Pedro, que necessitam do divã para fazer um balanço a fim de retomar as rédeas.
Jürgen Moltmann escreve: “Toda história humana, por mais marcada que esteja pela culpa e pela morte, é superada nessa ‘história de Deus’, quer dizer, na Trindade, e integrada no futuro da ‘história de Deus’. Não existe nenhum sofrimento que nessa história de Deus não seja sofrimento de Deus, assim como não existe nenhuma morte que não tenha se tornado morte de Deus na história do Gólgota. Por isso, não existirão muito menos vida, felicidade e alegria que não sejam integradas, mediante sua história, na história eterna, na alegria infinita de Deus”.
O sofrimento de Deus. O Deus que sofre pois, caso contrário, não seria encarnação tampouco redenção.
(Imagem: Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - CES | 18 de setembro de 2017)
Não como um ser que desce de sua morada celestial com fins de divagar sobre a face da Terra como um menino que se agacha diante do formigueiro para divertir-se com os pequenos insetos, todavia, impondo-se como maior e mais forte.
A respeito do mistério natalício, G.K. Chesterton disserta: “As mãos que fizeram o sol e as estrelas eram pequenas demais para alcançar as cabeças do gado ao redor”. O Verbo que se fez carne, e habitou entre nós. Encarou de frente os dilemas humanos, perante a “kenosis”, inclusive a cruz.
O Deus crucificado é o cerne do Deus que mergulhou de cabeça na história. É a consumação da Parábola do Bom Samaritano (Ele se compadece e assume as dores). É o clímax do “theatrum gloriae Dei” no qual os espectadores sobressaltam-se, pois ali está a consumação – de fato – do maior assombro da raça humana.
O sangue vertido no madeiro ratifica que a mensagem do Reino não encerra-se nas cátedras teológicas, na programação eclesiástica e na profissão de fé que reflete nas estatísticas. Consiste numa trombeta que proclama: “Deus se identifica com aqueles que sofrem”.
Os que assim como Jacó manquejam na caminhada. Os que, como Natanael, foram vistos debaixo da figueira quando ninguém mais fitava-os. Como Pedro, que necessitam do divã para fazer um balanço a fim de retomar as rédeas.
Jürgen Moltmann escreve: “Toda história humana, por mais marcada que esteja pela culpa e pela morte, é superada nessa ‘história de Deus’, quer dizer, na Trindade, e integrada no futuro da ‘história de Deus’. Não existe nenhum sofrimento que nessa história de Deus não seja sofrimento de Deus, assim como não existe nenhuma morte que não tenha se tornado morte de Deus na história do Gólgota. Por isso, não existirão muito menos vida, felicidade e alegria que não sejam integradas, mediante sua história, na história eterna, na alegria infinita de Deus”.
O sofrimento de Deus. O Deus que sofre pois, caso contrário, não seria encarnação tampouco redenção.
(Imagem: Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - CES | 18 de setembro de 2017)
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