EM ORAÇÃO PELO PAPA FRANCISCO

Estou em oração pela plena recuperação da saúde do Papa Francisco.

As Sagradas Escrituras nos orientam: “Orai uns pelos outros” (Tiago 5:16). Aqui, não há asterisco, tampouco alguma conjunção adversativa. Não está escrito “orai apenas por aqueles que são da mesma denominação a qual você pertence”, ou “você, que é protestante, orai somente pelos protestantes”. Não. O chamado é à oração por todos.

Diferenças doutrinárias não são empecilho para orar. Sei que é óbvio para alguns, mas nos tempos os quais vivemos, o óbvio também deve ser ressaltado. Se fosse raciocinar dessa forma, o batista não poderia orar pelo presbiteriano e vice-versa, pois enquanto este crê no batismo por aspersão, aquele comunga da doutrina do batismo por imersão.

Há pouco, tive a grata oportunidade de ler a Carta Encíclica “Dilexit Nos”, publicada em 24 de outubro do ano passado, um dos mais belos documentos teológicos e filosóficos os quais pude ter contato nos últimos tempos, e destaco um trecho: “Neste mundo líquido, é necessário voltar a falar do coração; indicar onde cada pessoa, de qualquer classe e condição, faz a própria síntese; onde os seres concretos encontram a fonte e a raiz de todas as suas outras potências, convicções, paixões e escolhas. Movemo-nos, porém, em sociedades de consumidores em série, preocupados só com o agora e dominados pelos ritmos e ruídos da tecnologia, sem muita paciência para os processos que a interioridade exige. Na sociedade atual, o ser humano «corre o perigo de se desorientar do centro de si mesmo». «O homem contemporâneo encontra-se com frequência transtornado, dividido, quase privado de um princípio interior que crie unidade e harmonia no seu ser e no seu agir. Modelos de comportamento infelizmente bastante difundidos, exaltam a sua dimensão racional-tecnológica ou, ao contrário, a instintiva». Falta o coração”.

Na imagem que ilustra esse artigo, está o Papa Francisco na capa da revista Time em 2013, ocasião na qual foi escolhido como “Person Of The Year”. Isso significa que sua figura transcende o âmbito religioso. Todos conhecem aquele que, com um singelo “Boa noite” diante de uma Praça de São Pedro lotada, foi simples e revolucionário ao mesmo tempo, em sua primeira aparição pública após ser escolhido como o bispo de Roma.

A mesa de Jesus nos convida para todos sentarmos, desfrutarmos de um banquete e dialogarmos. Quando se fala em diálogo (e respeito), vem à minha memória a imagem de Billy Graham, grande evangelista do século XX, ao lado do Papa João Paulo II.

Que possamos amar mais e odiar menos. Que possamos construir mais pontes ao invés de muros.



(Referências bibliográficas: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/20241024-enciclica-dilexit-nos.html; https://poy.time.com/2013/12/11/person-of-the-year-pope-francis-the-peoples-pope/)







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