DIA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO

Texto originalmente publicado em 24 de janeiro de 2025


Neste Dia Internacional da Educação, evoco os dizeres daquele que foi teólogo, doutor em Filosofia, pastor presbiteriano, colunista da Folha de S.Paulo e professor Rubem Alves (1933-2014): “Os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos”.

O ato de educar não prescinde do ser, mas parte dele – tanto do docente quanto do discente. Trata-se de uma ponte que se constrói, uma janela que se abre, um ir ao encontro do outro (ou do “próximo”, utilizando um termo do universo da teologia).

E, nessa dança do saber, o docente não apenas ensina, mas também aprende. Afinal, quem cessa de aprender cessa de ensinar. O que supõe que detém o saber em sua integralidade está diametralmente antagônico à máxima socrática diante do Oráculo de Delfos.

O discente aprende, mas também ensina. Pois cada indivíduo carrega consigo um universo. Cada história merece ser contada – e ouvida. Nesse sentido, vale a exortação de Alves: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciados cursos de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir”.

A Educação é um processo dinâmico, e não estático. Portanto, que nesta data possamos refletir, repensar para juntos promovermos cada vez mais essa ferramenta que transforma vidas!



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