GRANDES VULTOS
Parece-me notável e digno de indagação e posterior reflexão o seguinte fato: por que Sócrates, Platão e Aristóteles – isto é, citando-os como uma espécie de personificação da Filosofia grega – permanecem não apenas como grandes vultos, porém, relevantes após milênios de sua passagem vital?
Ora, a humanidade já foi contemplada em sua História com miríades de eventos e intercorrências.
Se o filósofo é filho de seu tempo, a conjuntura sociológica da contemporaneidade é outra. Ademais, dispomos de tecnologias que os egrégios sábios mencionados não desfrutavam em sua época.
Logo, permanece o questionamento: por que eles não foram substituídos por outras figuras e seus escritos fadados a serem consumidos pela poeira na estante?
A devida réplica pode encontrar-se na Teologia.
Para Santo Agostinho, a Filosofia não configurava-se como um fim em si mesma, antes, um caminho para a transcendência.
Ademais, o objetivo último do labor filosófico não seria uma retenção naquilo que é medido pela temporalidade e constitui-se da materialidade, ou seja, o perene, mas sim o que permanece, o eterno.
Pode-se citar ainda Santo Tomás de Aquino. Este compreendia que, tal como o princípio agostiniano, o conhecimento da imanência seria uma ponte para a transcendência. Outrossim, «fides» e «ratio» consistem em duas estradas que desembocam no mesmo destino. Finalmente, para o Doutor Angélico, o teólogo não se debruça em seu ofício com o intuito de ratificar racionalmente os elementos provenientes do dado da fé, mas, por sua vez, efetuar a explanação do sacro conteúdo, tal como o filósofo, que irá esmiuçar o que concerne a «fides quae».
Conclui-se que os filósofos gregos também obtiveram contato com aquilo que São Justino chamaria de «logos spermátikos», ou sementes do Verbo, tornando possível o acessar a Verdade que buscavam com afinco.
Verdade esta que consiste em algo atemporal, portanto, independe das problemáticas geracionais ou tecido social, tampouco torna-se obsoleta mediante recursos tecnológicos outros.
Se o filósofo é filho de seu tempo, a conjuntura sociológica da contemporaneidade é outra. Ademais, dispomos de tecnologias que os egrégios sábios mencionados não desfrutavam em sua época.
Logo, permanece o questionamento: por que eles não foram substituídos por outras figuras e seus escritos fadados a serem consumidos pela poeira na estante?
A devida réplica pode encontrar-se na Teologia.
Para Santo Agostinho, a Filosofia não configurava-se como um fim em si mesma, antes, um caminho para a transcendência.
Ademais, o objetivo último do labor filosófico não seria uma retenção naquilo que é medido pela temporalidade e constitui-se da materialidade, ou seja, o perene, mas sim o que permanece, o eterno.
Pode-se citar ainda Santo Tomás de Aquino. Este compreendia que, tal como o princípio agostiniano, o conhecimento da imanência seria uma ponte para a transcendência. Outrossim, «fides» e «ratio» consistem em duas estradas que desembocam no mesmo destino. Finalmente, para o Doutor Angélico, o teólogo não se debruça em seu ofício com o intuito de ratificar racionalmente os elementos provenientes do dado da fé, mas, por sua vez, efetuar a explanação do sacro conteúdo, tal como o filósofo, que irá esmiuçar o que concerne a «fides quae».
Conclui-se que os filósofos gregos também obtiveram contato com aquilo que São Justino chamaria de «logos spermátikos», ou sementes do Verbo, tornando possível o acessar a Verdade que buscavam com afinco.
Verdade esta que consiste em algo atemporal, portanto, independe das problemáticas geracionais ou tecido social, tampouco torna-se obsoleta mediante recursos tecnológicos outros.
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