HÁ UM LUGAR VAZIO NA MESA

“Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas vieram a Jesus e lhe perguntaram: ‘Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, mas os teus não?’

Jesus respondeu: ‘Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo. Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; e nesse tempo jejuarão’.”

(Marcos 2:18-20)


Qual era o sentido dos discípulos de Jesus jejuarem, se o próprio Noivo estava presente?

Sua presença era sinônimo de alegria, completude, paz.

Quando estamos alegres, comemos fartamente. Não é à toa que, quando vamos celebrar algo, fazemos um banquete (ex: a ceia de Natal).

Porém, nunca vi alguém triste proporcionar um banquete. Do tipo: “Estão tão triste que vou chamar todos os meus amigos para juntos fazermos um belo almoço aqui em casa!” Pelo contrário, uma das primeiras coisas que vão embora quando estamos tristes é a fome.

Com isso, Jesus não quis dizer que devemos viver tristes. Porém, devemos viver com uma postura de: “Está faltando algo”. Há um lugar vazio na mesa.

(É por isso que o Apocalipse fala do grande banquete celestial, pois naquele dia nós estaremos juntos com o Noivo, “E Deus enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” - Ap 21:4, e então teremos motivos de sobra para celebrar!)

Jonathan Edwards orou: “Senhor, grave a eternidade nos meus olhos!”

Será que estamos desesperados pela presença do Noivo? Ou tudo está ok, estamos “indo”, dá pra seguir, mesmo sem Ele?

Será que estamos vivendo como “peregrinos” e “estrangeiros”, conforme o apóstolo Pedro definiu, ou essa presente era está suficientemente confortável?

Em seu livro “Avivamento ou Morte”, Dr. Michael Brown escreve (pág. 166): “Mais uma vez eu afirmo: tudo depende de nossa fome, de nosso desespero, de nosso desejo. Em que medida nós queremos ver este avivamento na Igreja e este despertamento na sociedade? Deus não derramará o Seu Espírito onde não há espaço para contê-lo. Deus não nos visitará com Seu poder se não tivermos um desejo profundo de que isso aconteça. Mas Ele certamente derramará água sobre a terra sedenta. Ele certamente satisfará o anseio de nossas almas. Ele certamente responderá ao clamor e às lágrimas de arrependimento do seu povo. Afinal, Ele quer nos visitar mais do que nós desejamos ser visitados por Ele”.



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