QUARESMA
Diz-se na Teologia que vivemos uma tensão no tocante ao Reino do “já” e “ainda não”.
Como uma semente de feijão é um pé de feijão em potencial, vivemos a realidade dos Céus em potencial na presente era, mas não em sua totalidade.
No Sermão da Montanha, Jesus realiza uma série de promessas, dentre elas: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mateus 5:6). Ora, com quantas injustiças convivemos diariamente? Nem sempre os melhores funcionários recebem promoção, nem sempre os que fazem o bem colhem o bem na mesma proporção e nem sempre o melhor time vence o campeonato. Na verdade, Cristo estava apontando para uma realidade vindoura, o Reino do “ainda não”.
Dito que nos deparamos com as trevas exteriores e interiores, com as mazelas sociais e existenciais, o convite à introspecção de espírito e à reflexão mediante o coração contrito se fazem necessárias.
A Quaresma, iniciada na Quarta-Feira de Cinzas e terminando no Domingo de Ramos, consiste neste período de encarar o deserto a fim da ocorrência da renovação espiritual. Tratam-se dos 40 dias que antecedem a Páscoa, símbolo do renascimento e principal celebração do calendário litúrgico. O 40 remete ao mesmo período no qual Elias caminhou para ter um encontro com Deus no monte Horebe, que o povo hebreu peregrinou no deserto rumo à Terra Prometida e que Jesus foi tentado antes do início de seu ministério.
Afirmam as Escrituras: “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gênesis 3:19). O Espírito Santo nos convida a deparar-nos e ruminarmos essa verdade. Tal meditação urge para que outra verdade logo se faça evidente, a de que o Nazareno “nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai” (Apocalipse 1:6).
O tempo quaresmal faz sentido tanto no tocante a intencionalidade do olhar para dentro de si, principalmente num contexto em que o imperativo é olhar “para” ou “através de”, quanto em relação ao que está adiante, a saber, a luz da ressureição.
Como uma semente de feijão é um pé de feijão em potencial, vivemos a realidade dos Céus em potencial na presente era, mas não em sua totalidade.
No Sermão da Montanha, Jesus realiza uma série de promessas, dentre elas: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mateus 5:6). Ora, com quantas injustiças convivemos diariamente? Nem sempre os melhores funcionários recebem promoção, nem sempre os que fazem o bem colhem o bem na mesma proporção e nem sempre o melhor time vence o campeonato. Na verdade, Cristo estava apontando para uma realidade vindoura, o Reino do “ainda não”.
Dito que nos deparamos com as trevas exteriores e interiores, com as mazelas sociais e existenciais, o convite à introspecção de espírito e à reflexão mediante o coração contrito se fazem necessárias.
A Quaresma, iniciada na Quarta-Feira de Cinzas e terminando no Domingo de Ramos, consiste neste período de encarar o deserto a fim da ocorrência da renovação espiritual. Tratam-se dos 40 dias que antecedem a Páscoa, símbolo do renascimento e principal celebração do calendário litúrgico. O 40 remete ao mesmo período no qual Elias caminhou para ter um encontro com Deus no monte Horebe, que o povo hebreu peregrinou no deserto rumo à Terra Prometida e que Jesus foi tentado antes do início de seu ministério.
Afirmam as Escrituras: “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gênesis 3:19). O Espírito Santo nos convida a deparar-nos e ruminarmos essa verdade. Tal meditação urge para que outra verdade logo se faça evidente, a de que o Nazareno “nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai” (Apocalipse 1:6).
O tempo quaresmal faz sentido tanto no tocante a intencionalidade do olhar para dentro de si, principalmente num contexto em que o imperativo é olhar “para” ou “através de”, quanto em relação ao que está adiante, a saber, a luz da ressureição.
(Imagem: “Cristo no Deserto”, pintura do artista russo Ivan Kramskoi, datada de 1872)
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