A COISA SINGULAR COMO PRIMÁRIA EM ARISTÓTELES
Aristóteles passou 10 anos como aluno e 10 anos como professor na escola de Platão – posteriormente, viria a fundar sua própria escola, o Liceu.
A academia platônica contratava pessoas com pensamentos diferentes de Platão. Inclusive, Aristóteles teve suas próprias discordâncias filosóficas com Platão. Afinal, o discípulo não apenas segue o mestre, senão é papagaio. Ele reconhece os limites e vai além.
Para pensar é necessário que algo permaneça ("eidos" - ideia).
Para Platão, a ideia é a verdadeira realidade (e "ideia" aqui não no sentido de pensamento proveniente da mente do indivíduo, mas sim "modelo"), e as coisas sensíveis são imitação da realidade. Essa seria a causa formal.
Em outras palavras, para Platão a verdadeira realidade são as ideias, estas são os modelos das coisas que são, são as coisas universais. É "a cadeira", que permite chamar a cadeira singular de imitação da ideia "cadeira".
Já Aristóteles inverte isso: a coisa singular é em sentido primário. A ideia é substância, mas secundária. A coisa que realmente é consiste na substância singular.
Ou seja, o homem em sentido primário e o gênero animal são substâncias em sentido secundário, pois a substância em sentido primário é o homem "fulano de tal", que nasceu em "tal lugar". Aristóteles é muito mais atento à singularidade.
Nesse sentido, em relação a Platão, para Aristóteles não ficou clara como as ideias dão origem às coisas. Como a ideia de cadeira deu origem à cadeira?
Segundo ele, toda matéria já tem uma forma.
A verdadeira substância para Platão são as ideias, as formas. As matérias não podem ser substâncias porque as matérias não se dão sem forma. A substância para Aristóteles é a coisa concreta, que não é só matéria, mas matéria e forma.
Por exemplo, uma pedra de mármore que Michelangelo usou para fazer o "Davi" ou a "Pietà" já tinha uma forma, isto é, não que Michelangelo deu depois, mas já tinha.
Michelangelo dizia que pegava o bloco de mármore e tirava o que estava atrapalhando. Ele pegava o bloco de mármore e via o "Davi", a "Pietà", o "Moisés".
Substância não se predica, mas é o sujeito dos predicados. Sujeito, verbo e predicado da Gramática tem origem na Filosofia.
Para pensar é necessário que algo permaneça ("eidos" - ideia).
Para Platão, a ideia é a verdadeira realidade (e "ideia" aqui não no sentido de pensamento proveniente da mente do indivíduo, mas sim "modelo"), e as coisas sensíveis são imitação da realidade. Essa seria a causa formal.
Em outras palavras, para Platão a verdadeira realidade são as ideias, estas são os modelos das coisas que são, são as coisas universais. É "a cadeira", que permite chamar a cadeira singular de imitação da ideia "cadeira".
Já Aristóteles inverte isso: a coisa singular é em sentido primário. A ideia é substância, mas secundária. A coisa que realmente é consiste na substância singular.
Ou seja, o homem em sentido primário e o gênero animal são substâncias em sentido secundário, pois a substância em sentido primário é o homem "fulano de tal", que nasceu em "tal lugar". Aristóteles é muito mais atento à singularidade.
Nesse sentido, em relação a Platão, para Aristóteles não ficou clara como as ideias dão origem às coisas. Como a ideia de cadeira deu origem à cadeira?
Segundo ele, toda matéria já tem uma forma.
A verdadeira substância para Platão são as ideias, as formas. As matérias não podem ser substâncias porque as matérias não se dão sem forma. A substância para Aristóteles é a coisa concreta, que não é só matéria, mas matéria e forma.
Por exemplo, uma pedra de mármore que Michelangelo usou para fazer o "Davi" ou a "Pietà" já tinha uma forma, isto é, não que Michelangelo deu depois, mas já tinha.
Michelangelo dizia que pegava o bloco de mármore e tirava o que estava atrapalhando. Ele pegava o bloco de mármore e via o "Davi", a "Pietà", o "Moisés".
Substância não se predica, mas é o sujeito dos predicados. Sujeito, verbo e predicado da Gramática tem origem na Filosofia.

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