A CONCEPÇÃO DO SUJEITO EM KANT
A concepção a respeito do “sujeito” atinge a sua maturidade em Immanuel Kant (1724-1804).
Por que não seria em René Descartes (1596-1650)? Este ainda trabalhava no sentido de sujeito + Deus. Afirmava que a mente pode captar a realidade, portanto, era realista. Deus seria a garantia dessa possibilidade, a âncora da realidade. Sua construção a respeito do gênio maligno seria mais um argumento retórico.
Agora, em Kant, todo o processo de Aristóteles (tudo o que vemos está no espaço, tempo, quantidade, etc. A inteligência apenas identifica/reconhece o que está na realidade – realismo) encontra-se no interior do homem. O mundo das ideias de Platão aliado à questão das reminiscências também está na interioridade. A mente é fruto não de Deus, mas de um processo biológico evolutivo (darwinismo).
Dizem que Kant tirou Deus da sala (por, além do descrito anteriormente, ter separado a moral da religião, num sentido do utilitarismo), mas deixou a porta dos fundos aberta (sua mãe era protestante pietista, e ele foi “discípulo” de Isaac Newton). Ao abordar a “númesis” (fenômeno, em grego, que consiste na realidade em si, na coisa em si, sem as vestes que a inteligência põe nela), há essa possibilidade de Deus. Da mesma forma que Descartes ainda tinha um pé na Idade Média (por exemplo, não descartava a alma, mas separava-a do corpo, explicando este através das leis naturais, como um engenho hidráulico. Perceba que a alma não deixa de existir no pensamento cartesiano, mas tão somente não esgota a explicação a respeito da funcionalidade do corpo com a justificativa da alma que move).
Ou seja, Kant é um filósofo da síntese. Não poderia ter descartado a ciência, tampouco a moral, porém, da mesma forma não poderia desconsiderar David Hume (1711-1776).
Agora, em Kant, todo o processo de Aristóteles (tudo o que vemos está no espaço, tempo, quantidade, etc. A inteligência apenas identifica/reconhece o que está na realidade – realismo) encontra-se no interior do homem. O mundo das ideias de Platão aliado à questão das reminiscências também está na interioridade. A mente é fruto não de Deus, mas de um processo biológico evolutivo (darwinismo).
Dizem que Kant tirou Deus da sala (por, além do descrito anteriormente, ter separado a moral da religião, num sentido do utilitarismo), mas deixou a porta dos fundos aberta (sua mãe era protestante pietista, e ele foi “discípulo” de Isaac Newton). Ao abordar a “númesis” (fenômeno, em grego, que consiste na realidade em si, na coisa em si, sem as vestes que a inteligência põe nela), há essa possibilidade de Deus. Da mesma forma que Descartes ainda tinha um pé na Idade Média (por exemplo, não descartava a alma, mas separava-a do corpo, explicando este através das leis naturais, como um engenho hidráulico. Perceba que a alma não deixa de existir no pensamento cartesiano, mas tão somente não esgota a explicação a respeito da funcionalidade do corpo com a justificativa da alma que move).
Ou seja, Kant é um filósofo da síntese. Não poderia ter descartado a ciência, tampouco a moral, porém, da mesma forma não poderia desconsiderar David Hume (1711-1776).

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