EM CASA
Volte e meia, o filho lembrava da casa do pai.
O lar de onde saíra para desbravar o mundo.
Só que ele se sentia como alguém que comprou gato por lebre. O diabo lhe passara a perna direitinho!
Afinal, à primeira vista o que o mundo tinha a oferecer era como um banquete (bem parecido com o cardápio que chegou até Daniel na Babilônia). Quem com a barriga roncando recusaria um x-tudo, uma macarrão com queijo bem derretido, ou a comida preferida?
Mas, o inimigo só não contou a parte que aquilo era uma baita furada: no fim das contas, a fome não passava. Pelo contrário, só aumentava.
E ali, sujo, chafurdando em meio à lama dos porcos, de vez em quando batia uma saudade de casa...
Porém, sabe aqueles desenhos animados que fica um anjinho e um diabinho falando um em cada ouvido? A voz do segundo parecia mais estridente: "Hahaha, você está pensando em voltar? É sério?! Pra você, não tem mais jeito. Depois de tudo o que fez, vai ter a cara de pau de voltar pra casa do seu pai?"
Mas, em um dia comum, desses que o despertador toca no mesmo horário, você dá "bom dia" pro mesmo vizinho, o ônibus passa no mesmo ponto, a ficha do filho caiu.
"O inimigo da alma quer fazer você pensar que acabou. É mentira. O ladrão na cruz não achou que era tarde demais, e poucos minutos antes do coração dele parar de bater, ele entendeu que era bem-vindo em casa. O eterno lar doce lar. E, agora, ele está vivendo uma alegria que eu não conseguiria expressar em palavras. Só pra você ter uma noção, Lá é como se todo dia fosse manhã de Natal! O irmão Paulo resolveu a charada quando disse que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem ninguém nunca chegou perto de imaginar a surpresa que Deus está preparando para seus amados". Era a voz do anjo, dessa vez soando mais alto. Ou seria a voz do próprio Papai? Não sei, nem Jacó soube!
Mas o que importa é que, enfim, o filho decidiu voltar pra casa. E aí parecia uma cena de filme, aqueles com final bem feliz.
Quando ele estava chegando em casa, a primeira lágrima caiu. Tantas memórias! Lembrou de tudo o que ele já tinha vivido ali!
O filho não estava levando nada além dele mesmo.
Mas mal sabia ele que isso era mais do que suficiente para seu pai.
O lar de onde saíra para desbravar o mundo.
Só que ele se sentia como alguém que comprou gato por lebre. O diabo lhe passara a perna direitinho!
Afinal, à primeira vista o que o mundo tinha a oferecer era como um banquete (bem parecido com o cardápio que chegou até Daniel na Babilônia). Quem com a barriga roncando recusaria um x-tudo, uma macarrão com queijo bem derretido, ou a comida preferida?
Mas, o inimigo só não contou a parte que aquilo era uma baita furada: no fim das contas, a fome não passava. Pelo contrário, só aumentava.
E ali, sujo, chafurdando em meio à lama dos porcos, de vez em quando batia uma saudade de casa...
Porém, sabe aqueles desenhos animados que fica um anjinho e um diabinho falando um em cada ouvido? A voz do segundo parecia mais estridente: "Hahaha, você está pensando em voltar? É sério?! Pra você, não tem mais jeito. Depois de tudo o que fez, vai ter a cara de pau de voltar pra casa do seu pai?"
Mas, em um dia comum, desses que o despertador toca no mesmo horário, você dá "bom dia" pro mesmo vizinho, o ônibus passa no mesmo ponto, a ficha do filho caiu.
"O inimigo da alma quer fazer você pensar que acabou. É mentira. O ladrão na cruz não achou que era tarde demais, e poucos minutos antes do coração dele parar de bater, ele entendeu que era bem-vindo em casa. O eterno lar doce lar. E, agora, ele está vivendo uma alegria que eu não conseguiria expressar em palavras. Só pra você ter uma noção, Lá é como se todo dia fosse manhã de Natal! O irmão Paulo resolveu a charada quando disse que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem ninguém nunca chegou perto de imaginar a surpresa que Deus está preparando para seus amados". Era a voz do anjo, dessa vez soando mais alto. Ou seria a voz do próprio Papai? Não sei, nem Jacó soube!
Mas o que importa é que, enfim, o filho decidiu voltar pra casa. E aí parecia uma cena de filme, aqueles com final bem feliz.
Quando ele estava chegando em casa, a primeira lágrima caiu. Tantas memórias! Lembrou de tudo o que ele já tinha vivido ali!
O filho não estava levando nada além dele mesmo.
Mas mal sabia ele que isso era mais do que suficiente para seu pai.
Ah! O pai...
O pai já estava na porta de casa, esperando, de braços tão abertos como seu sorriso.
O pai foi ao encontro do filho, super emocionado. O filho não conseguiu sequer estender os braços, numa mistura de surpresa, constrangimento e acanhamento.
"P-pai", disse o filho, "eu não mereço mais ser chamado de filho".
A resposta do pai foi a mais linda de todos os tempos.
"Filho, você sempre está comigo.
Por mais que você tenha me deixado, eu nunca te deixei. Toda noite antes de dormir eu pensava em você. Onde quer que você estivesse, numa montanha-russa ou no porão de algum lugar, meu amor te alcançava.
Eu sonhei com você antes de você nascer. Quando você estava na barriga da sua mãe, eu já te amava. À medida que você crescia, eu te acompanhava. Por mais que você nem sempre me visse, meus olhos te viam, assim como na época em que você era um bebêzinho e estava dormindo no berço, e eu ficava em silêncio só te observando. Mas eu estava lá, te protegendo.
Filho, não importa o que você fez. Seu passado pra mim está apagado. Tudo o que importa agora é que meu filho que estava perdido voltou pra casa!
Não fique pensando no tempo que você perdeu. Pense em todo o tempo que temos pela frente!"
E assim viveram felizes, literalmente, para sempre.
O pai já estava na porta de casa, esperando, de braços tão abertos como seu sorriso.
O pai foi ao encontro do filho, super emocionado. O filho não conseguiu sequer estender os braços, numa mistura de surpresa, constrangimento e acanhamento.
"P-pai", disse o filho, "eu não mereço mais ser chamado de filho".
A resposta do pai foi a mais linda de todos os tempos.
"Filho, você sempre está comigo.
Por mais que você tenha me deixado, eu nunca te deixei. Toda noite antes de dormir eu pensava em você. Onde quer que você estivesse, numa montanha-russa ou no porão de algum lugar, meu amor te alcançava.
Eu sonhei com você antes de você nascer. Quando você estava na barriga da sua mãe, eu já te amava. À medida que você crescia, eu te acompanhava. Por mais que você nem sempre me visse, meus olhos te viam, assim como na época em que você era um bebêzinho e estava dormindo no berço, e eu ficava em silêncio só te observando. Mas eu estava lá, te protegendo.
Filho, não importa o que você fez. Seu passado pra mim está apagado. Tudo o que importa agora é que meu filho que estava perdido voltou pra casa!
Não fique pensando no tempo que você perdeu. Pense em todo o tempo que temos pela frente!"
E assim viveram felizes, literalmente, para sempre.
(Texto por: Pedro Quintão)
— APOIE: pedroquintaojf@gmail.com (PIX)
(Imagem: "O Retorno do Filho Pródigo", por Rembrandt. 1669)
.jpg)
Comentários
Postar um comentário