ADVENTO #4

O começo (que não começou naquele momento) aponta para o fim (que não terminará nesse momento).

Afinal, o nascimento de Jesus aconteceu na historicidade por volta de dois milênios atrás na linha do tempo, em uma hospedaria de Belém. Todavia, o planejamento deste maravilhoso ocorrido já estava efetuado desde antes da fundação do mundo. Os profetas registraram a chegada do Messias muito antes da consumação do fato.

Da mesma forma, o fim da nossa peregrinação nessa realidade terrena assim como o fim dos tempos não consiste em um final que leva ao vazio, mas sim um novo começo. Jesus voltará a fim de implementar o Céu na Terra.

O anjo Gabriel anunciou à Maria: “Será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono do seu antepassado, o rei David. Governará sobre a descendência de Jacob para sempre. O seu reino jamais terá fim!” (Lucas 1:32-33).

Ao mesmo tempo em que dava a notícia da encarnação do Verbo, o ser celestial também apontava para o fim dos tempos (pelo menos, na forma como conhecemos).

O retorno glorioso de Cristo para governar a Terra a partir de Jerusalém, cumprindo plena e definitivamente a promessa de Deus para Davi acerca de seu descendente que ocuparia o trono para sempre, junta o começo e o fim, pois tudo faz parte do mesmo plano. E este governo se dará juntamente com os reis e sacerdotes que foram conquistados a preço de sangue no Calvário.

A manjedoura e a cruz. O bebê e o rei. Tudo devidamente encaixado no Plano Emanuel.

Olhar para Belém suscita o olhar para a Nova Jerusalém.



— APOIE ESTE TRABALHO: pedroquintaojf@gmail.com (PIX)







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TIRADENTES E O ARQUÉTIPO DE JESUS CRISTO

“O AUTO DA COMPADECIDA” (2000): ANÁLISE TEOLÓGICA

A CRIAÇÃO NOS AGUARDA