SARTRE E O LIVRE-ARBÍTRIO
Para o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, o ser humano é condenado a ser livre, e a liberdade reside em escolher e aceitar as consequências de nossos atos. Podemos ainda escolher não escolher; podemos simplesmente não agir, não fazer nada. Porém, ao fazer isso, já estamos escolhendo. Se o homem é livre para escolher, reside sobre si a responsabilidade por todo e qualquer ato. Uma indagação inicial é: até que ponto vai essa liberdade humana? Para o teólogo João Calvino, o homem não possui tamanha liberdade uma vez que é afligido pela “depravação total”. Para ele, a depravação é “total” no sentido de que afeta todas as partes de nosso ser — não somente o corpo, não somente as emoções, mas igualmente a carne, o espírito, a mente, as emoções, os desejos, os motivos e a vontade, juntos. Não somos tão maus quanto podemos ser, mas isso acontece apenas por causa da graça restringente de Deus. Nós mesmos somos totalmente corruptos, porque de uma maneira ou de outra o pecado contamina tu...