JESUS ERA NEGRO
Ignorar o racismo nos púlpitos das igrejas ou nos debates teológicos é ter olhos, mas não conseguir enxergar, e ter ouvidos, mas perder a capacidade de ouvir (conforme as palavras do profeta Isaías no versículo 8 do capítulo 43 de seu livro) um pecado que assola o mundo. É obrigação moral do teólogo classificar o racismo como pecado – portanto, como algo que avilta contra a face de Deus –, assim como é dos homens da Lei classificá-lo como crime e dos cidadãos em geral combatê-lo estruturalmente. Diz nosso Senhor Jesus: “Eu, porém, vos digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a juízo. Também qualquer que disser a seu irmão: Racá, será levado ao tribunal. E qualquer que o chamar de idiota estará sujeito ao fogo do inferno” (Mateus 5:22). Cristo condenava o ato de agressão verbal como passível da ira divina. Imagina então atos que ultrajam contra o direito de existir do outro? Sempre válido ressaltar que o maior líder da luta pelos direitos civis dos negros era um pas...