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Mostrando postagens de março, 2022

NO CENTRO DO PROPÓSITO

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“Quando comecei meu ministério, eu pregava baseado no que Jesus diz: ‘O ladrão vem pra matar, roubar e destruir’. Eu dizia: ‘O Diabo quer roubar a sua família, o Diabo quer roubar a sua saúde, o Diabo quer roubar o seu dinheiro’. Eu descobri que não é isso que ele quer roubar. Isso é um meio que ele usa pra tentar chegar a um fim. O que ele quer roubar é a sua comunhão com Deus. O que ele quer roubar é a sua fé. O que ele quer roubar de você é um lugar seguro. Pensa no lugar mais seguro do mundo: é o colo de Deus. Jesus diz: ‘As minhas ovelhas ninguém pode arrancar da minha mão’. Quando você vai pro colo de Deus, não tem quem possa te arrancar de lá. Não tem capeta, não tem demônio, não tem inferno, não tem pra ninguém. Paulo diz: ‘Eu estou bem certo que nem a morte, nem a vida, nem principado, nem potestade, nada poderá nos separar do amor de Deus!’ Então não há nada nem ninguém que nos arranque do colo do Senhor. No entanto, Deus não nos fez reféns no seu colo. Ele não obriga a gente...

O PERIGO DA AUTOSSUFICIÊNCIA

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A revista Superinteressante explica a origem do conceito dos Sete Pecados Capitais: “Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. A lista só se tornou ‘oficial’ na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo ‘capital’ deriva do latim ‘caput’, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as ‘líderes’ de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até t...

O CRISTÃO E A POLÍTICA

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“Por que o cristão deve ter interesse em política? Primeiro porque a Bíblia fala muito sobre política. O que a gente mais tem na Bíblia são histórias ligadas a reis, príncipes, campanhas militares, o Antigo Testamento todo é carregado dessas histórias. Nós temos conspirações palacianas no Antigo Testamento, nós temos tensões entre a nobreza e o povo no Antigo Testamento. No Novo Testamento nós temos um império que reina sobre todo o mundo antigo, nós temos Israel (ou Judá) como uma província desse império. O Novo Testamento registra as tensões entre os habitantes da província e os poderes imperiais. A Bíblia retrata, especialmente no Novo Testamento, coletores de impostos, tropas militares, dinheiro. Então, a Bíblia é dada num contexto eminentemente político. Deus retrata a si mesmo como Rei. Ele retrata o seu projeto como um projeto do Reino, isto é, Ele com poder vai implantar uma nova era quando Cristo voltar em glória. Então, toda a Sagrada Escritura, tanto no Antigo como no Novo T...

SENHOR JESUS

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Jesus Cristo é chamado de “Senhor”. Tanto por aqueles que professam a fé nEle quanto também de maneira respeitosa por indivíduos que não necessariamente vivenciam de maneira ativa uma confissão de fé. Todavia, será que realmente sabemos o que significa chamá-lo de “Senhor”? Certa vez um homem de Deus afirmou: “Quem dera se nós, cristãos, vivêssemos tudo o que cantamos na igreja!”. Pois é... cantamos que Jesus é o Senhor da nossa vida, nos referimos a Ele como Senhor, mas será que Ele tem sido de fato nosso Senhor? Vejamos o que diz o apóstolo Paulo: “Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertenceis a vós mesmos? Pois fostes comprados por alto preço; portanto, glorificai a Deus no vosso próprio corpo.” (1 Coríntios 6:19-20) Forte, não?! Paulo está falando que nós fomos comprados por um alto preço. Que preço foi esse? O sangue de Jesus vertido na cruz do Calvário! Ora, nós estávamos sob domínio...

NADA ALÉM DA PROMESSA (parte II)

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Precisamos compreender que Deus é soberano. Ele possui todo o controle da História. “Toda História está nas mãos do Senhor. Tudo o que acontece neste mundo está sob seu controle, sem exceção.” (Martyn Lloyd-Jones) Uma das evidências bíblicas de que Deus está no controle de toda a História está no livro do profeta Daniel, mais especificamente no episódio do sonho de Nabucodonosor. Certa vez, Nabucodonosor, rei da Babilônia, teve um sonho que ninguém conseguia interpretar. Então o profeta Daniel orou e Deus lhe deu a interpretação. O sonho de Nabucodonosor era sobre uma grande estátua e era uma profecia sobre o futuro (Daniel 2:29-30). Daniel se apresenta ao rei e interpreta seu sonho. A estátua do sonho de Nabucodonosor representava o futuro de quatro impérios, depois do reinado do Messias. Esses impérios seriam o babilônico, o persa, o grego e o romano. E encerra o sonho imaginando que depois desses quatro impérios (o babilônico, o persa, o grego e o romano) surgiria um reino diferente...

NADA ALÉM DA PROMESSA (parte I)

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A Palavra de Deus nos relata que José teve dois sonhos. O primeiro que ele contou aos seus irmãos: “Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele” (Gênesis 37:7). E o segundo: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim” (vv. 9). Os irmãos e os pais de José logo entenderam que ele iria reinar, governar sobre eles. Todos se curvariam até o chão diante dele. Porém, Deus contou a José a promessa, e não o processo para o cumprimento da promessa. Mas imagina só se Ele tivesse contado a José? Talvez, ele iria desistir antes mesmo de ter começado! Ou você acha que ele ia achar top ser jogado em um poço, ser vendido pelos próprios irmãos como escravo, ser preso, sofrer calúnias e tudo o mais? Imagina a cabeça do menino José quando ele estava, literalmente, no fundo do poço. Imagina a cabeça de José quando ele estava a caminho do Egit...

O DEUS QUE ATENDE AS NOSSAS EXPECTATIVAS (FRUSTRANDO ELAS)

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Quem é Deus? Como Ele é? Qual seu modo de agir? São indagações presentes no âmbito existencial humano. Há respostas, e segundo a fé cristã, elas são encontradas nas Sagradas Escrituras. O ponto de partida para compreendermos quem é Deus, como Ele é e qual seu modo de agir é entendê-lo como o “Totalmente Outro”, conforme a expressão cunhada pelo teólogo alemão Karl Barth (1886-1968). Conceber Deus como o “Totalmente Outro” significa afirmar, à priori, que Ele não se esgota na racionalidade ou lógica humana, tampouco numa infalibilidade da religião que por ventura presuma não estar constantemente posta à disposição da análise efetuada à luz das Escrituras. Vejamos um exemplo bíblico desse Deus “Totalmente Outro”: “Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: ‘Abraão!’ Ele respondeu: ‘Eis-me aqui’. Então disse Deus: ‘Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei’.” (Gên...

A ARTE DE FILOSOFAR

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Eu defino a Filosofia como a arte de dissecar tudo. É o labor de colocar o “cosmos” sob as lentes de um microscópio. É a impossibilidade de se contentar com o raso. É o ímpeto de escrutinar, mediante a ciência de que há de se cavar para obter os maiores tesouros. Sob os ombros de gigantes, enxergamos mais longe. Por tal motivo, é impossível filosofar sem passar pelos grandes vultos. Todavia, também é impossível experimentar a integralidade do que a Filosofia oferece sem filosofar por si só, a partir de sua própria perspectiva e vivência. A Filosofia nada mais é do que a necessidade da busca pela verdade, a fim de simplesmente compreendermos o mundo que nos cerca. Evocando o pensamento do poeta Murilo Mendes, “a poesia não pode ser e nem deve ser um luxo para alguns iniciados: é o pão cotidiano de todos, uma aventura simples e grandiosa do espírito”. O escritor e teólogo C.S. Lewis afirmava que “Os homens tornaram-se cientistas porque esperavam encontrar lei na natureza, e esperavam enc...

MULHERES: RESPEITO, INSPIRAÇÃO E REFLEXÃO

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Uma das coisas que eu sempre ouvi, desde o início da minha conversão, é que os mais belos comentários acerca de Maria foram feitos justamente por Martinho Lutero, o cabeça da Reforma Protestante. E é verdade. Em 1521, Lutero conclui sua análise e interpretação do Magnificat de Maria (Lc 1,46b – 55). O comentário do Magnificat foi motivado por um pedido do Príncipe João Frederico, duque da Saxônia. O Cântico de Maria – Magnificat – serviu também de consolo para o ex-monge agostiniano e foi-lhe conforto quando, com seus direitos políticos cassados, esteve exilado no Castelo de Wartburg. O estudo ao cântico de Maria é um dos grandes legados (dentre muitos outros) deixados por Martinho Lutero, em que ele comenta sobre a natureza de Maria. Consolidando sua ideia da primazia de Cristo no plano da redenção, Lutero observa que: “Maria notou a grande obra de Deus nela, mas ela não se considerou maior do que a pessoa mais humilde da terra. […] teve apenas este pensamento: se outra jovem tivesse ...