EPISTEME
Desde os primórdios, a «episteme» é vislumbrada como item essencial na formação do indivíduo enquanto tal (fator singular do «homo sapiens»), sublime a ponto de ser classificada como oriunda divinamente. O titã Prometeu foi castigado por Zeus por ter roubado o fogo dos deuses e outorgado-o à humanidade. Adão e Eva também foram punidos por comerem do fruto do conhecimento do bem e do mal. Sócrates foi condenado por provocar o questionamento na juventude ateniense. O acesso à Bíblia Sagrada (o livro codificado com mais concentração de conhecimento aplicável à integralidade das áreas do «kósmos» e do ser com a tripartição convergente) era restrito a apenas determinadas classes sociais. O conhecimento não é explícito. Ele custa tudo. Por isso nele há rebuliço, impacto e às vezes revolta – tanto na interioridade daquele que o busca quanto nos que recebem a dispensação desse conhecimento. “Um filósofo que não incomoda ninguém tem tanta importância quanto um ur...