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Mostrando postagens de dezembro, 2024

DEUS MEU

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Jesus nunca nos prometeu ausência de dificuldades. Pelo contrário: Ele nos advertiu quanto a elas. “Neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33). Porém, o versículo não termina aí. Tem a parte b: “Contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. Deus não impediu que Daniel fosse parar na cova dos leões. Mas não permitiu que os animais ferozes devorassem o profeta. Deus não impediu que Davi enfrentasse o gigante. Mas não permitiu que Golias o vencesse. (Isso evidencia a lição do pastor e escritor Max Lucado: “Concentre-se nos gigantes e você tropeçará. Concentre-se em Deus e os seus gigantes tropeçarão”.) Jesus, mesmo estando presente, não impediu que a tempestade acometesse o barco dos discípulos. Mas não permitiu que o mar revolto os engolisse. Em suma: as tempestades vão acontecer, mas Jesus nos prometeu que estaria no barco, sempre no controle de todas as coisas (inclusive, com uma palavra, podendo acalmar a força na natureza). Ele mesmo prometeu: “E eis que eu estou convosco todos os di...

DESPERTA

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Eu estava meditando sobre o que o Senhor fez em Juiz de Fora há alguns anos. Vivemos algo especial no período 2015-2019, mais ou menos. A cidade estava inflamada com o poder do Espírito Santo. Nunca vimos tantos cultos em praças. Pela graça, tive a oportunidade de participar de muitos. Seja pregando, seja adorando juntamente com os irmãos. Essas imagens são de 25 de maio de 2019, num evangelismo na Praça de Benfica realizado pelo Revolução (ministério jovem da PIB Zona Norte). A crença que Deus derramaria avivamento em nossa cidade nos movia. “O que aconteceu?”, muitos se perguntam. “Aqueles dias ficaram pra trás?” Estava meditando sobre isso. E o Senhor me respondeu: “Voltarei a despertar muitos.” Aleluia! A Bíblia diz em Gênesis 15 que Deus fez uma aliança com Abraão. Era um costume na época que, quando duas pessoas faziam um acordo, ambas sacrificavam animais, faziam um corredor com o sangue e entranhas desse animais, e caminhavam nesse corredor, para afirmar que caso um descumpriss...

CONTEMPLAI

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Contemplai, damas e cavalheiros. Eis que a História da humanidade prossegue rumo a um ápice que não poderia ser descrito segundo Camões como algo da estirpe de mares nunca dantes navegados. Estando correta a elucubração do Rei Salomão, não há nada de novo debaixo do sol. Portanto, eis que nossos olhos estarão a fitar não o assombroso desconhecido, mas a familiaridade até mesmo inconsciente, à la Freud. A Igreja estará a ser convidada a demonstrar a dita ortodoxia, assim como a ortopraxia. A disparidade entre ciência e fé não será vislumbrada como um fator auspicioso – não no sentido de cada matéria dedicar-se em sua esfera, sem embargo das devidas subjetividades, todavia, exultando o imperativo categórico kantiano da particularidade do ser enquanto cosmovisão e sua permanência na conjuntura do direito de outrem. A Academia suscitará indagações. E, tal como o detentor do Anel do Pescador no século passado compreendeu cognitiva e espiritualmente, urgirá a aber...

O NATURAL QUE APONTA PARA O SOBRENATURAL

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Na minha concepção, uma das maiores contribuições da teologia tomista foi alicerçar a possibilidade do conhecimento de Deus através do conhecimento dos elementos que constituem o mundo natural. Nas palavras de G.K. Chesterton: “Porque apesar de uma vara ou pedra serem uma visão terrena, é por meio delas que Santo Tomás encontra caminho para o céu; e o importante é que ele obedece à visão; não a desmente”. Por tal motivo, o Doutor Angélico debruçou-se nas obras de Aristóteles, pois entendia que aqueles tijolos gregos seriam componentes bem-vindos na construção da “morada interior”, utilizando um termo de Teresa D’Ávila. Ademais, a perspectiva em questão dirime um antagonismo do Criador com a criação, como se fossem incompatíveis devido à natureza santa daquele e a corruptibilidade desta. Somos convidados a enxergar além e, conforme o ensinamento milenar do provérbio judaico, obter a glória real de descobrir aquilo que foi encoberto pelo Logos.

AVIVAMENTO DE ASBURY: 2 ANOS DEPOIS

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Ontem, conversei com um irmão em Cristo norte-americano que participou ativamente do Avivamento de Asbury, ocorrido na universidade homônima em 2023, na cidade de Wilmore, estado do Kentucky. O avivamento da Rua Azusa, em Los Angeles (Califórnia), aconteceu no começo do século XX, mas seus frutos não pararam: centenas de milhões de cristãos foram e continuam sendo influenciados pelos frutos de Azusa. E quanto aos frutos de Asbury? Como está o cenário cerca de 2 anos depois do avivamento? Perguntei a este irmão, ao que ele replicou: “I think we are seeing the beginning of a major move of God” (“Acho que estamos vendo o início de um grande/importante/principal mover de Deus”). E ainda me indicou seguir a página de outros irmãos em Cristo que estão cumprindo o ide. Aleluia! Isso significa que a expectativa é para o próximo mover. Deus nunca faz algo tão bom que não possa fazer melhor. Como diz a Bíblia: “A glória da segunda casa será maior do que da primeira” (Ageu 2...

POR QUE LER A BÍBLIA?

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Por que ler a Bíblia? Porque nossa vida depende disso, como disse Paul Washer. Mas não apenas essa vida. Afinal, a presente vida é apenas um treino para a eternidade, nas palavras de Rick Warren: “Esta vida não é tudo o que há. A vida é apenas um ensaio geral, antes da verdadeira produção. Você passará muito mais tempo do outro lado da morte – na eternidade – do que aqui. A terra é um lugar de preparação, a pré-escola, o vestibular para sua vida na eternidade. É o treinamento coletivo que ocorre antes do jogo; a volta de aquecimento antes do início da corrida. Esta vida é uma preparação para a próxima” (Livro “Uma Vida Com Propósitos: você não está aqui por acaso; Pág. 33). Lemos a Bíblia – ou, como diz o salmista, meditamos nas Escrituras – em vista de frutos para esta vida e para o que virá. No HUB Podcast, Ângelo Bazzo afirmou: “Os salvos estão com Jesus agora no Céu (na Nova Jerusalém, provavelmente aprendendo mais de Deus pra se preparar pra estar na Terra quando Jesus voltar), e ...

AMOR PELA SABEDORIA

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A graça comum está ao alcance de todos, tal como a radiação solar e a precipitação pluvial. Conceber a boa teologia como elemento restrito àqueles que detém um arcabouço da “fides qua” consiste em sinônimo dos dizeres shakespearianos a respeito da presunção do “universo numa casca de noz”. São Justino utiliza o termo “logos spermatikos” para designar justamente essa disseminação e disponibilidade no tocante ao adjetivo cristológico da “Verdade”. Portanto, extingue-se quaisquer intentos corporativistas do âmbito teológico. Em seu livro “Os Dez Mandamentos (+um)”, Luiz Felipe Pondé explicita que está a efetuar “aforismos teológicos” provenientes de “um homem sem fé”. Todavia, faz-se um paralelo com o austríaco Friedrich Nietzsche, “um homem que não tinha nenhum artigo de fé, mas entendia mais de deuses do que os próprios crentes, pois sabia que a rota para o mistério é o assalto que este faz ao nosso cotidiano” (Pág. 10). Pondé tece suas palavras tal como Va...

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

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Conforme noticiou o Tribuna de Minas, “a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ficou em 54º lugar no ranking 2024 de melhores universidades da América Latina, divulgado nesta terça-feira (12) pela consultoria britânica Times Higher Education, considerada uma das mais conceituadas do mundo”. Destaca-se que “entre as universidades mineiras, a UFJF é a quinta melhor na classificação, atrás da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que alcançou o 13º lugar geral e primeiro no estado; da Universidade Federal de Viçosa (UFV), posicionada em 23º; da Universidade Federal de Lavras (25º); e da Universidade Federal de Uberlândia (48º)”. É um motivo de orgulho para o município, para o estado e para a nação que a UFJF seja reconhecida e prestigiada dessa forma. Afinal, “fazer parte dessa lista é uma forma de ganhar visibilidade internacional”, como destaca Michèle Farage, pró-reitora adjunta de Sistemas de Dados e Avaliação Institucional da UFJF. No ano de 2015, quan...

SOFRIMENTO

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Deus não é apático e indiferente à historicidade humana. Antes, adentra nela. Não como um ser que desce de sua morada celestial com fins de divagar sobre a face da Terra como um menino que se agacha diante do formigueiro para divertir-se com os pequenos insetos, todavia, impondo-se como maior e mais forte. A respeito do mistério natalício, G.K. Chesterton disserta: “As mãos que fizeram o sol e as estrelas eram pequenas demais para alcançar as cabeças do gado ao redor”. O Verbo que se fez carne, e habitou entre nós. Encarou de frente os dilemas humanos, perante a “kenosis”, inclusive a cruz. O Deus crucificado é o cerne do Deus que mergulhou de cabeça na história. É a consumação da Parábola do Bom Samaritano (Ele se compadece e assume as dores). É o clímax do “theatrum gloriae Dei” no qual os espectadores sobressaltam-se, pois ali está a consumação – de fato – do maior assombro da raça humana. O sangue vertido no madeiro ratifica que a mensagem do Reino não ence...

LINGUAGEM

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Conforme bem ilustrou o filósofo austríaco Ludwig Joseph Wittgenstein, a linguagem é como um jogo de tênis, cuja bola pode subir à vontade dos jogadores, todavia, a partida prossegue. De fato, a linguagem é um jogo. Os termos carregam consigo significados distintos, de modo que o discurso (seja escrito, seja oral, seja visual) prossegue como um furioso oceano que não se pode controlar. Um exemplo consiste no episódio do autor que fez uma prova de múltipla escolha e, surpreendentemente, errou de forma integral as questões relacionadas à interpretação do texto de sua própria obra. Isto se deve não apenas ao diverso campo semântico que uma mesma palavra carrega consigo, mas também ao que a Psicanálise vai definir como o “inconsciente” freudiano, que exerce influência em nosso ser sem que percebamos. Nesse sentido, o autor pode não ter percebido elementos no seu próprio texto, elementos estes oriundos do seu inconsciente, e por isso não apreendidos pela consciência do autor, mas sim por ou...

RUMO AO CUME DA INTELECTUALIDADE

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Não poucos indivíduos efetuam uma ode à ciência empírica no sentido de elemento substitutivo de uma concepção metafísica do «kósmos». Isto é, uma não-abertura à possibilidade da apreensão do que é genuíno para além de uma ratificação laboratorial, por exemplo. Tal ideia contraria a máxima shakespeariana a respeito de que “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar”. Restringir a busca da verdade a tão somente um escopo não constitui-se em algo viável. Antes, na variedade das disciplinas, o ser escala rumo ao cume da intelectualidade.

QUAL DEUS ESTÁ MORTO?

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O “Deus” que Nietzsche declarou o óbito não se trata do Ser Absoluto da metafísica e transcendência, mas sim da institucionalidade, dogmatismo e arcabouço religioso. O martelo do filósofo foi ao embate contra preceitos que limitavam o indivíduo, impedindo-o de chegar no status de “super-homem”. Trata-se da religiosidade no sentido negativo do termo, não como organização necessária do conteúdo teológico e eclesiástico milenar, porém como um gélido e vacante ciclo ritualístico que aprisiona ao invés de promover a prometida libertação teofânica.

TESTEMUNHO DE MILAGRES #38 – ONDE ESTÃO OS ELIS?

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Há alguns dias, estava evangelizando com mais dois amigos no centro de Juiz de Fora. Não saímos com uma rota pré-programada, mas deixamos o Espírito Santo ser o nosso GPS. Isto é, os métodos e planejamentos humanos podem auxiliar até certo ponto, mas desde que não sejam substitutivos da voz de Deus. Como dizia E.M. Bounds: “Deus não unge métodos, Ele unge homens. Nós estamos à procura de melhores métodos. Deus está a procura de melhores homens”. Decidimos então, ouvindo o direcionamento divino, a ir até a Rua Bráz Bernardino. E, para chegar lá, decidimos passar pela São João. Descendo esta rua, um rapaz me entregou um panfleto, que eu peguei e guardei no bolso. Andamos poucos metros, e um dos meus amigos falou: “Temos que voltar lá”. E assim fizemos. Meu amigo explicou pro rapaz em questão que havia voltado lá pra conversar com ele por um direcionamento do Alto. Foi então que ele contou pra nós que já tinha sido da igreja, conhecido as Escrituras, etc., mas que por motivos estava afast...

TESTEMUNHO DE MILAGRES #37 – “TEM FILHO MEU VINDO AÍ”

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Hoje (07/08/24) eu estava evangelizando juntamente com um amigo pelas ruas de Juiz de Fora. Batendo de casa em casa, tocando interfones e campainhas, abordando as pessoas para falar do Evangelho de Jesus Cristo. Em dado momento, estávamos andando, quando vi uma mulher sentada numa mureta na entrada de um edifício. O Espírito Santo me alertou algo diferente. Mas prosseguimos. Uns bons minutos depois, batemos numa casa, e o morador desceu para atender-nos. Enquanto meu amigo falava de Jesus para ele, atravessei a rua para bater em outra casa. Quando fui tocar a campainha, ouvi uma voz dizendo: “Tem um filho meu vindo aí”. Olhei para trás, e havia um rapaz vindo. Só que aquele momento específico não se tratava dele. Juntei-me ao meu amigo para conversar com o morador. Quando olhei para o outro lado da rua, vi a mesma mulher de antes passando. Atravessei, e perguntei-a se eu podia entregá-la um versículo bíblico (se tratava de João 3:16) impresso num papel. Ela aceitou e, enqua...

TESTEMUNHO DE MILAGRES #36 – OUVINDO A VOZ DE DEUS E CURA DE DOR NA COLUNA

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No domingo do dia 19 de março de 2023, depois do culto, fui com minha esposa dar carona a amigos até Benfica (bairro da zona norte de Juiz de Fora - MG). Chegando lá, resolvemos comprar pastel, perto da praça. Quando ficou pronto, embrulhamos pra viagem e já estávamos indo embora. Eu já estava com a chave do carro na mão, quando Deus me falou para ir até a praça de Benfica porque Ele queria que eu falasse com uma pessoa em específico. Na hora, parei. Digeri o que tinha acabado de ouvir e, então, abri o carro só para guardar os pastéis no banco do carona. Falei com minha esposa e amigos e fomos juntos. Orei para que Deus me mostrasse quem era a pessoa em questão. Ao dar uma olhada ao redor da praça, que estava cheia, quando bati o olho na pessoa Deus me disse: “É ele”. Cumprimentei o senhor em questão e trocamos algumas palavras, e nesse meio tempo Deus me falou: “Ele tem algo nas costas”. Perguntei-o sobre isso, e ele disse que de fato tinha dor na coluna. Pedi para ministrar cura, e a...

VIÉS ESOTÉRICO

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O conhecimento sempre possuiu um viés esotérico. Como uma filosofia do martelo de Nietzsche, a busca por camadas mais profundas rumo à iluminação consiste em hercúlea tarefa. Por que o rei Salomão não pediu a Deus riquezas ou poder? Simplesmente pois a obtenção da sabedoria tratava-se do fator primário para angariar todo o restante. “Não há conhecimento que não seja poder”. Essa frase é do filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson (1803-1882), e de tão emblemática, está presente na introdução do game “Mortal Kombat 3”. O sair da caverna e enxergar a realidade para além de projeções, no Mito da Caverna de Platão (428 a.C.-347 a.C.), na sua obra “A República”. Vislumbrar adiante do véu de Maya, no budismo. O conhecimento da verdade que promove liberdade, no ensinamento de Jesus de Nazaré. O adentrar na toca do coelho, no clássico literário “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll (1832-1898). O comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, no ep...

ESPLENDOR PERENE

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O esforço intelectual para conhecer a Verdade possui esplendor perene. Os frutos podem ser vislumbrados na imanência. Mediante o uso da razão natural, buscando explicitar o conteúdo do arcabouço teológico alvo da fé, o alcançar da «episteme» trata-se de benefício para o indivíduo desde já. Todavia, de maneira complementar, há o entendimento de que tais pérolas intelectuais não se findam no tempo presente; antes, irrompem a eternidade. O galardão o qual as Sagradas Escrituras faz referência consiste na visão beatífica, o «Lumen Gloriæ» conforme a expressão teológica, que contemplará justas disparidades perante cada sujeito. De acordo com a definição do Concílio de Florença (1438-1445): “Veem claramente a Deus mesmo, trino e uno, tal como é; mas uns com mais perfeição que outros, conforme a diversidade dos méritos”. Para Tomás de Aquino, em alusão à Parábola dos Trabalhadores na Vinha (Mateus 20:1-16), existe uma subjetividade na bem-aventurança, no tocant...

DEUS COMO FIM ÚLTIMO

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Deus pode ser conhecido – assim como o «kósmos», que decorre dEle. Tomás de Aquino (1225-1274) argumenta: “Aquilo que em si é supremamente conhecido, por algum intelecto pode não ser cognoscível devido à desproporção entre o inteligível e esse intelecto; assim como o sol, que é visível ao mais alto grau, não pode ser visto pelo morcego, por causa do excesso de luz. Com base nessa reflexão, alguns sustentaram que nenhum intelecto criado pode ver a essência de Deus. Mas isto é inadmissível. De fato, como a última bem-aventurança do homem consiste em sua operação mais elevada, que é a operação intelectual, se o intelecto criado não pode de forma alguma conhecer a essência de Deus, ou nunca alcançará a bem-aventurança, ou essa consistirá em algo diferente de Deus. E isto é contra a fé” (Suma Teológica I, 12, 1). Diversas vertentes de pensamento argumentam que há uma dificuldade inerente à busca pelo genuíno conhecimento. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) brada: “Todo objeto...

O DEUS INCOMPREENSÍVEL

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O fato da incompreensibilidade de Deus não constitui-se motivo de recuo, mas sim de inclinação da parte do intelectual, visto que Ele não é incognoscível, segundo as palavras de Santo Agostinho. Decerto, há uma limitação cognitiva por parte do homem em esgotar tal compreensão – eis a definição do “mysterium fidei”. Um clássico exemplo trata-se da denominação das três pessoas da Trindade. Assim o é (Pai, Filho e Espírito Santo) por motivos os quais podemos recorrer por exemplo ao psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961) no tocante à definição do arquétipo, isto é, Deus é Pai devido às características paternas que se encontram na primeira pessoa trinitária (cuidado, provisão, direcionamento). Todavia, estas características também são contempladas no arquétipo materno – o que ficou representado na obra literária “A Cabana”, de William P. Young. O vocabulário em si já denota a limitação cognitiva argumentada anteriormente. No livro “Convite à Filosofia”, Mário Ferreira dos Santos disserta (p...

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– Quando consumimos café, a cafeína é absorvida pelo organismo e chega ao cérebro onde pode ter vários efeitos. Um dos principais efeitos é a estimulação do sistema nervoso, o que pode aumentar o estado de alerta, melhorar a concentração e reduzir a fadiga mental. – O símbolo da NBA, liga norte-americana de basquete, é a representação de um drible de Jerry West, ex-armador do Los Angeles Lakers e MVP das Finais da NBA de 1969. O logo foi criado na temporada 1971/1972 para comemorar os 25 anos da NBA moderna e foi inspirado no da MLB. – A Nova República é um período da história brasileira que teve início em 1985 e que está em vigor até os dias de hoje. O marco que determinou o começo desse período foi a eleição de Tancredo Neves como presidente do Brasil. – Em 28 de setembro de 1948, foi realizada, em Juiz de Fora, a primeira transmissão e demonstração oficial de televisão totalmente eletrônica e em circuito aberto no Brasil. Registrada pela Carriço Filmes, a transmissão aconteceu entre...

O QUE É SUCESSO?

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Desde crianças, somos pressionados a obter aquela palavrinha chamada “sucesso”. “O que você quer ser quando crescer?”, é o que ouvimos na infância. Já na adolescência: “Qual curso você vai fazer na faculdade?” Após passar por essa fase, a pressão é pela inserção no mercado de trabalho. Na vida adulta, são as atribuições como ser bom pai, bom cônjuge, bom cidadão, etc. A vida inteira somos pressionados pelo “sucesso”. Nada disso do que eu citei é ruim por si só. É ótimo ter em mente o que fazer na vida profissional, ter um diploma na parede, esforçar-se para ser a melhor versão de si mesmo. O grande problema é quando o “sucesso” é definido de forma unilateral, seguindo apenas determinado padrão, esquecendo-se de outras possibilidades – a saber, como o que a Bíblia Sagrada fala sobre o que é “sucesso”. Se você ouvisse a história de um homem cuja cabeça foi parar em uma bandeja de prata, definiria isso como “sucesso”? Pois assim terminou a história de João Batista. Entretanto, somente esc...

CONTRADIÇÕES

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A vida cristã e a Teologia estão cheias de tensões. Soberania Divina vs Responsabilidade Humana. O Problema do Mal (Teodiceia). Calvinismo e Arminianismo. Tudo isso é positivo, pois a partir dos saudáveis debates chegam-se a melhores conclusões. Certamente, podemos incluir nessa lista um outro ponto: o Deus que se manifesta a Moisés na sarça ardente (Teofania) e o Deus que se faz presente na mesa da comunhão. Diz a Bíblia: “Partiam o pão em suas casas e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração” (Atos 2:46). Eis o resumo da ópera: não podemos nos acostumar tanto com o Deus que fecha a boca de leões, ressuscita mortos e faz andar sobre as águas a ponto de não nos alegrarmos com o Deus que se faz presente para assar e degustar um peixe fresco. Vamos elaborar uma situação hipotética. Imagine que você entre numa máquina do tempo e vá parar no ano de 1906, no Avivamento da Rua Azusa. Lá, você vê uma nuvem física da glória de Deus, membros corporais outrora ause...

MARCA INDELÉVEL NA HISTÓRIA

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Ainda que custe, que encontremo-nos portanto entre os que sacrificaram nossa sanidade em prol do desvendar os mistérios do mundo do que acostumar-nos à loucura da estagnação e alheamento. Albert Einstein (1879-1955), vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1921, ponderou: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Para contradizer a expressão shakespeariana acerca do “universo numa casca de noz”, intentamos não apenas perscrutar o mundo material. Há algo mais. Além da física. Além da temporalidade. Logo, expandiremos nosso arcabouço intelectual para afora dos limites do espaço-tempo. Ainda que custe nosso sono, caro amigo. As noites em claro não serão em vão, pois antes proporcionarão o ruminar das sementes lançadas e apreendidas pela cognição. Mozart foi enterrado como indigente. Van Gogh trocou telas de sua autoria por pratos de comida. Schopenhauer sequer foi reconhecido pela própria instituição acadêmica a qual realizara o...

EDUCAÇÃO É A PRÓPRIA VIDA

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Segundo John Dewey (1859-1952), filósofo e pedagogo norte-americano: “Educação não é preparação para a vida; educação é a própria vida”. O ímpeto de conhecer faz-se presente de forma ontológica no «homo sapiens», constituindo-se em apanágio deste que segundo a teologia é «imago Dei», o que difere-o de uma classificação da fauna. O excelsior propósito do conhecer, como um desbravador sob seu bergantim rumo a terras outras, pulsa no homem ainda que ele suprima-o por algum pecado capital ou mediante os afazeres rotineiros que impedem o ócio, a contemplação e a perscrutação de si mesmo.

PERSIGNEM-SE

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Como, senhoras e senhores, o indivíduo com suas plenas faculdades cognitivas em busca com esmero da plena efetivação epistêmica, poderia desferir seu adquirido volume de informações em um painel insano, volátil e turvo? Correr-se-ia o risco de cômico quixotismo ao partir à contenda contra moinhos de vento. Persignem-se e enclausurem-se com as letras dos grandes vultos. Clamemos às hostes celestiais a fim de auxiliar-nos em inglória batalha, e que o ortodoxo alvorecer tome o lugar do despiciendo vale das sombras.