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Mostrando postagens de março, 2025

EU ENCONTREI O MEU TESOURO

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O Reino dos Céus está acessível. O véu no que antes separava o homem da presença de Deus (“No entanto, na segunda parte da tenda, o Santo dos Santos, somente o sumo sacerdote podia entrar, uma vez por ano, e jamais sem apresentar o sangue do sacrifício, que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância.” – Hebreus 9:7), fora rasgado mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Porém, há algo além. O profeta Ezequiel descreve-nos uma visão: “O homem me conduziu pela água e, enquanto caminhávamos, ele ia medindo. Quando percorremos quinhentos metros,ele me levou para o outro lado do rio. Ali a água chegava a meus tornozelos. Ele mediu mais quinhentos metros e atravessamos o rio novamente. Dessa vez, a água chegava a meus joelhos. Depois de mais quinhentos metros, chegava à minha cintura. Então ele mediu mais quinhentos metros e ali a água era um rio fundo o suficiente para atravessar a nado, mas fundo demais para atravessar a pé....

VOCÊ SABE O QUE DEUS ESTÁ FAZENDO?

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Sim, a Bíblia está definida. De Gênesis a Apocalipse, são estes os livros que formam o cânon. A revelação salvífica já foi dada. Porém, a história de Deus ainda não terminou. O “Plano Emanuel”, utilizando um termo do pastor Larry Crabb, continua acontecendo neste exato momento. No livro “Chega de Regras”, Crabb escreve (pág. 135): “Em Apocalipse, seu último livro, João desvenda a glória de Jesus. Esses vinte e dois capítulos ajudam a manter a nossa fé em Jesus quando a evidência torna isso difícil. Mesmo quando João Batista certa vez ficou imaginando se deveria procurar outro Messias para seguir. Há ocasiões, às vezes longos períodos, em que a vida simplesmente não funciona muito bem, e por mais que busquemos, Jesus parece ter desaparecido. Quem sabe nunca esteve lá. — Ele está aqui –, declara João –, e não desapareceu. Deus permitiu que eu visse tudo que está acontecendo do ponto de vista do céu. É de tirar o fôlego. O Cordeiro está abrindo com estrondo seu caminho através da história...

CITAÇÕES I

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“A educação é a habilidade de enfrentar as situações da vida.” (Dr. John G. Hibben, ex-reitor da Universidade de Princeton) – “Comparados ao que deveríamos ser, estamos apenas meio acordados. Usamos apenas uma pequena parte de nossos recursos físicos e mentais. Em linhas gerais, o indivíduo está longe de usar todo o seu potencial. Ele dispõe de diversos poderes que não costuma usar.” (Professor William James) – “O grande objetivo da educação não é o conhecimento, e sim a ação.” (Herbert Spencer) – “Não há conhecimento que não seja poder.” (Ralph Waldo Emerson, filósofo norte-americano. Esta frase também é a citação de abertura do game “Mortal Kombat 3”) —  APOIE:  pedroquintaojf@gmail.com  (PIX) —  Quer ter a oportunidade de aprender Teologia e Filosofia? Acesse o site para saber mais informações:  https://pedroquintao01.wixsite.com/cursos

SER OU NÃO SER?

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Torna-se inviável a conjectura de Deus abarcar em si o não-ser. Conforme a Torá, no episódio da teofania da sarça ardente, Deus se apresenta a Moisés como o Eu Sou (הָיָה) O Que Sou (הָיָה), “hâyâh (haw-yaw)”. Na literatura neotestamentária, João constrói o argumento a respeito da divindade de Jesus em seu Evangelho, e destaca a fala do nazareno: “Eu Sou” (ἐγώ εἰμί), “egṓ (eg-o') eimí (i-mee')”. Tanto no hebraico quanto no grego, o significado consiste em: ser, existir, acontecer. Na teologia agostiniana, o mal não possui suficiência ou consistência em si mesmo, antes, limita-se à ausência do bem, tal como as trevas tão somente são a não-presença da luz. Portanto, o não-ser encontra lugar na contingência, no tocante àquilo que pode constituir a sua essência – para utilizar o termo de Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.). Deus “é”. Logo, o “ser” não pode ser definido como ontológico na essência divina, mas sim o próprio Deus. Deus é um ser necess...

MYSTERIUM VITAE

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O programa “Provocações”, da TV Cultura, foi conduzido por Antônio Abujamra do ano de 2000 até 2015. De 2019 em diante, Marcelo Tas assumiu a bancada. E uma clássica indagação presente, realizada pelo apresentador, era: “O que é a vida?” Ao longo da História, muitos tentaram responder essa questão, sob diferentes perspectivas. Em “Macbeth” (1623), William Shakespeare escreveu: “A vida não passa de uma sombra que caminha, um po­bre ator que se pavoneia e se aflige sobre o palco – faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz. É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado”. Já no romance “Os Demônios” (1872), Fiódor Dostoiévski proclama: “A vida é dor, a vida é medo, e o homem é um infeliz. Hoje tudo é dor e medo. Hoje o homem ama a vida porque ama a dor e o medo. Haverá um novo homem, feliz e altivo, aquele para quem for indiferente viver ou não viver será o novo homem. Quem vencer a dor e o medo, esse mesmo será Deus. E o outro Deus não...

CREPÚSCULO DA HISTÓRIA

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Doravante, o indivíduo circunspecto há de inferir que é chegado o crepúsculo da História. E persigno-me diante do evidente fato. O rei Salomão, que governou sobre Israel aproximadamente entre 971 e 931 a.C., descobrira em tempos remotos que tudo é vaidade. William Shakespeare (1564-1616) imprimiu em sua obra “MacBeth” que “A vida não passa de uma sombra que caminha, um po­bre ator que se pavoneia e se aflige sobre o palco – faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz. É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado”. O sodalício que peregrina sob a face da Terra assombra-se perante tal perspectiva. A ciclicidade sociológica constata-nos que, tal como Ícaro, alça-se o voo, todavia, a iminência da queda é presente. Ora, qual seria a adequada postura perante a crueza e frieza do ciclo vital, senão tal qual Vincent van Gogh (1853-1890) retratara em 1882? Evoco Drummond: “E agora, José?” Ingerir a “pílula vermelha” (para...

GRANDES VULTOS

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Parece-me notável e digno de indagação e posterior reflexão o seguinte fato: por que Sócrates, Platão e Aristóteles – isto é, citando-os como uma espécie de personificação da Filosofia grega – permanecem não apenas como grandes vultos, porém, relevantes após milênios de sua passagem vital? Ora, a humanidade já foi contemplada em sua História com miríades de eventos e intercorrências. Se o filósofo é filho de seu tempo, a conjuntura sociológica da contemporaneidade é outra. Ademais, dispomos de tecnologias que os egrégios sábios mencionados não desfrutavam em sua época. Logo, permanece o questionamento: por que eles não foram substituídos por outras figuras e seus escritos fadados a serem consumidos pela poeira na estante? A devida réplica pode encontrar-se na Teologia. Para Santo Agostinho, a Filosofia não configurava-se como um fim em si mesma, antes, um caminho para a transcendência. Ademais, o objetivo último do labor filosófico não seria uma reten...

DIA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO

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Texto originalmente publicado em 24 de janeiro de 2025 Neste Dia Internacional da Educação, evoco os dizeres daquele que foi teólogo, doutor em Filosofia, pastor presbiteriano, colunista da Folha de S.Paulo e professor Rubem Alves (1933-2014): “Os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos”. O ato de educar não prescinde do ser, mas parte dele – tanto do docente quanto do discente. Trata-se de uma ponte que se constrói, uma janela que se abre, um ir ao encontro do outro (ou do “próximo”, utilizando um termo do universo da teologia). E, nessa dança do saber, o docente não apenas ensina, mas também aprende. Afinal, quem cessa de aprender cessa de ensinar. O que supõe que detém o saber em sua integralidade está diametralmente antagônico à máxima socrática diante do Oráculo de Delfos. O discente aprende, mas também ensina. Pois cada indivíduo carrega consigo um universo. Cada história merec...

RAZÃO PURA

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É vão inferir que uma vida inclinada à intelectualidade diz respeito tão somente a um aspecto de “mundo das ideias” – num viés epistemológico de abstração. O próprio Platão (427 a.C. – 347 a.C.) ressaltou: “Para o homem se manter sadio não basta se alimentar, mas também praticar algum tipo de movimento”. Isto é, o itinerário do conhecimento relaciona-se com todas as particularidades do indivíduo, não apenas no tocante à mente, mas também ao físico e espiritual, por exemplo. São como bases de sustentação para o peso do conhecimento a ser adquirido, na estirpe de Atlas carregando o mundo sob os ombros – e, quando adquire-se o conhecimento a respeito do mundo, de certa forma você carrega-o, pois, conforme a mística, você detém aquilo que conhece, seja a respeito do conhecer (“yada”) a Deus e deter o Seu amor (a Trindade a fazer morada no coração), seja o domínio de uma força demoníaca através do conhecimento de seu nome. Há inclusive uma outra abordagem teológica para essa matéria. No liv...

DADO DA FÉ

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A presencialidade do dado da fé na cosmovisão daquele que adentra a jornada intelectual não consiste num impeditivo. Todavia, antes pode servir-lhe de impulso rumo à Sabedoria. Configura-se um mito inferir que a «fides qua» suscita um não-avanço na busca pelas respostas com o pressuposto de que esse elemento oferece réplicas estáticas que não permitem o questionamento que, por sua vez, leva ao aprofundamento. Evidentemente, o fanatismo e o fundamentalismo podem levar a um inebriamento cognitivo devido a fomentar uma perspectiva da realidade por tão somente um prisma, descartando a dialética e a conjunção de fatores que despertam uma atividade maiêutica, por exemplo. Contudo, tal conclusão não se aplica via de regra à fé mesma. Ora, conforme as palavras de Agostinho de Hipona (354-430): “Credo ut intelligam - intelligo ut credam” (creio para entender, entendo para crer). Há uma dinâmica entre a racionalidade e o exercício da fé que são inseparáveis, visto que somos um ser integrado, con...

DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO

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Inúmeros são os desafios para a Educação na contemporaneidade. Há de se citar a título de exemplo o fator dos meios digitais. As aventuras de Dom Quixote de La Mancha despertam interesse tal qual os vídeos de poucos segundos e temáticas variadas? Estudar nos livros de História sobre a chegada das embarcações portuguesas naquela que seria chamada de Terra de Santa Cruz (e já encontrava-se habitada pelos povos indígenas) apreende a atenção tanto quanto as perspectivas do futuro relacionadas à robótica e IA? Estes pontos que demandam esforço hercúleo a priori da classe magisterial – que, a saber, demanda maior valorização –, ramificam-se em outras tensões. (Lê-se: o digital não é antagônico à arte do ensinar e aprender, visto que essa dinâmica ocorre também de forma otimizada através da rede. Todavia, há de se refletir acerca da convergência de ambos perante as demandas sociológicas da hodiernidade.) A sala de aula deve ser vista como parte de um todo, e não à parte do todo. Os discentes ...

AMBIENTE ACADÊMICO

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O papel que a sala de aula e o ambiente acadêmico exercem são de suma importância não apenas para o indivíduo, mas no tocante aos rumos da História até este ponto – e “ad aeternum”. Afinal, nesta seara é que a possibilidade da troca de ideias ganha concretude, oferecendo a obtenção do volume de informações a fim de que o universo cognitivo adquira robustez e repertório. A Academia consiste neste latifúndio democrático que proporciona ao homem a liberdade em decorrência da formação de opinião, em antagonismo à alienação. A historicidade contém inúmeros momentos nos quais o papel da troca de ideias foi fundamentado e estabelecido como essencial para um meio saudável. As ágoras na Grécia Antiga, a invenção da prensa por Gutenberg na década de 1450, a criação das escolas públicas em consequência da Reforma Protestante, as cafeterias a partir do século XIX, entre outros pontos, fornecem o tom da relevância mencionada. Aviltar contra a Academia, relativizar o mérito da sala de aula, denota u...

ANGÚSTIA

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Há momentos em que eu consigo “arranhar na superfície” da angústia presente em Leonard Ravenhill e David Wilkerson. Eles viram algo. Conforme a letra da canção de Erick Mathias: “Aquilo que Pedro viu. Aquilo que João viu. Aquilo que John Wesley viu. E os homens de Deus viram”. Talvez não vemos porque estamos presos na Matrix, estamos presos na caverna de Platão, vislumbrando uma realidade que é mais irreal do que real. Imersos na rotina, nos afazeres, no dia a dia, como o povo nos dias de Noé. Consumidos pelo trabalho, escravos do relógio, adequados a este século – o mesmo que colocou o Deus encarnado em uma cruz. A desarticulação da coxa de Jacó e o espinho na carne de Paulo apontavam para o trono da graça. Quando tudo deixa de importar, chegamos ao que mais importa, do mesmo modo daquele homem que vendeu tudo o que tinha só para comprar o campo que possuía um grande tesouro enterrado. Não está nada bem sem o Senhor aqui. Por isso Jesus disse que os Seus discípulos não jejuavam, pois ...

HÁ UM LUGAR VAZIO NA MESA

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“Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas vieram a Jesus e lhe perguntaram: ‘Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, mas os teus não?’ Jesus respondeu: ‘Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo. Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; e nesse tempo jejuarão’.” (Marcos 2:18-20) Qual era o sentido dos discípulos de Jesus jejuarem, se o próprio Noivo estava presente? Sua presença era sinônimo de alegria, completude, paz. Quando estamos alegres, comemos fartamente. Não é à toa que, quando vamos celebrar algo, fazemos um banquete (ex: a ceia de Natal). Porém, nunca vi alguém triste proporcionar um banquete. Do tipo: “Estão tão triste que vou chamar todos os meus amigos para juntos fazermos um belo almoço aqui em casa!” Pelo contrário, uma das primeiras coisas que vão embora quando estamos tristes é a fome. Com isso, Jesus não quis dizer que devemos viver tristes. Porém, devemo...

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

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São Francisco de Assis é um dos grandes vultos do cristianismo que mais despertam minha atenção e admiração. Com ele aprendi a nunca perder o assombro diante da criação divina, e a perceber a graça em cada detalhe do cotidiano. Conforme destaca o professor, teólogo e filósofo Leonardo Boff: “São Boaventura, seu biógrafo, diz que imitou tão perfeitamente a vida de Cristo que só faltavam os sinais de sua crucificação. Isso ocorreu dois anos antes de morrer. Em suas mãos, pés e lado do coração apareceram os estigmas. Foi o primeiro na história do Cristianismo. Chegou-se a dizer que S. Francisco é o primeiro depois do Único (Jesus Cristo). Até chegaram a escrever: ele é o Último Cristão”. Em tempos de altas demandas consumistas e produtivistas, o homem é dominado pelo relógio, pela expectativa do «status quo», pelos imperativos mercadológicos. Logo, torna-se fácil perdemos o ânimo (que, etimologicamente, está ligado à alma). Esvai-se o ímpeto do olhar ao próximo e ao «kósmos». Jesus chamav...

QUARESMA

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Diz-se na Teologia que vivemos uma tensão no tocante ao Reino do “já” e “ainda não”. Como uma semente de feijão é um pé de feijão em potencial, vivemos a realidade dos Céus em potencial na presente era, mas não em sua totalidade. No Sermão da Montanha, Jesus realiza uma série de promessas, dentre elas: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mateus 5:6). Ora, com quantas injustiças convivemos diariamente? Nem sempre os melhores funcionários recebem promoção, nem sempre os que fazem o bem colhem o bem na mesma proporção e nem sempre o melhor time vence o campeonato. Na verdade, Cristo estava apontando para uma realidade vindoura, o Reino do “ainda não”. Dito que nos deparamos com as trevas exteriores e interiores, com as mazelas sociais e existenciais, o convite à introspecção de espírito e à reflexão mediante o coração contrito se fazem necessárias. A Quaresma, iniciada na Quarta-Feira de Cinzas e terminando no Doming...